


A empresa 3Structure IT LTDA, citada na investigação da Polícia Federal que apura suposto tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, possui quatro contratos vigentes com o governo federal que somam R$ 55,7 milhões. A defesa do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nega irregularidades e classifica o inquérito como uma "fishing expedition", enquanto a empresa afirma que todas as contratações ocorreram por meio de processos licitatórios e dentro da legalidade.
Segundo informações divulgadas pelo Blog do jornalista Elijonas Maia, com base em dados de despesas públicas, a 3Structure IT LTDA mantém contratos ativos com órgãos do governo federal até 2031, além de já ter recebido R$ 46,9 milhões em pagamentos desde 2023.
De acordo com a investigação, a Polícia Federal apura a suspeita de que Lulinha teria atuado para favorecer a empresa junto ao governo federal em contratos ligados à área de tecnologia. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, e poderá incluir pedidos de quebra de sigilo durante as investigações.
Entre os contratos em vigor está um acordo de R$ 19,2 milhões firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para fornecimento de uma solução de backup de dados, com vigência até 2031. Outro contrato, de R$ 14,4 milhões, também com o mesmo ministério, prevê a sustentação do ambiente analítico de dados até 2027. A empresa ainda mantém um contrato de R$ 21,8 milhões com o Exército Brasileiro para expansão da infraestrutura de armazenamento de backup do Sistema de Telemática do Exército (Sistex), além de um acordo de R$ 177,6 mil com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), vinculado ao Ministério da Educação.
Em nota, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que o inquérito não possui fundamento e representa uma tentativa de interferência política. Já a defesa do CEO da 3Structure IT declarou que todos os contratos foram celebrados com transparência, por meio de licitações públicas, e ressaltou que a empresa possui certificações técnicas e já teve contratos auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Até o momento, a investigação segue em andamento e não há decisão judicial sobre o mérito das acusações.
