


O pai de Thaliton Henrique Dias Machado, morto a tiros em janeiro deste ano, em Trindade, na região metropolitana da capital goiana, foi preso suspeito de ser o mandante do assassinato. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o homicídio teria sido motivado por uma dívida de cerca de R$ 50 mil.
Além de Ozanan Ricardo Machado, de 59 anos, a madrasta da vítima, Simona Viana Silva, e o irmão dela, Wanderson da Silva Souque, também foram presos pelo crime, em Senador Canedo, cidade localizada na Grande Goiânia. Wanderson confessou ter sido o executor da morte, que aconteceu no dia 23 de janeiro.
A vítima trabalhava como chacareiro e foi surpreendida com tiros quando foi até sua horta na chácara. Thaliton morreu no local. Na época, Ozanan disse à polícia que o filho tinha desentendimentos com inúmeras pessoas, mas o fato foi descartado pelos investigadores, que começaram a suspeitar do pai da vítima.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, o pai e a madrasta planejavam uma fuga.
Dívida e morte planejada
Conforme as investigações, Thaliton havia emprestado cerca de R$ 50 mil ao pai e começou a cobrá-lo nas semanas que antecederam o crime. Além de intensificar as cobranças, Thaliton também teria ameaçado contar à polícia que o pai teria matado sua mãe, Aparecida Almeida Dias, desaparecida há 20 anos, em Pires do Rio.
Na data do crime, Ozanan havia prometido que pagaria a dívida, mas, segundo a polícia, decidiu contratar alguém para matar o filho na chácara cuja localização somente ele e Simone conheciam.
De acordo com a Polícia Civil, o irmão de Simone confessou que recebeu R$ 15 mil para matar Thaliton.
Além da morte do filho, Ozanan teria sido gravado procurando outra pessoa para matar Simone e Wanderson. Para a polícia, isso demonstra que o intuito do pai é sempre “apagar os vestígios, matando quem sabe que ele é criminoso”.
O Grupo de Investigações Especiais (GIH) de Trindade busca informações sobre o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias, mãe da vítima, além de outras provas sobre o homicídio de Thaiton.
