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Dupla suspeita de matar ex-jogador do São Paulo morre durante troca de tiros com polícia em Alagoas

Rádio Sampaio com G1
Publicado 25/08/2026
Micael Leandro da Silva, de 15 anos - Foto: Divulgação/ SPFC

Dois suspeitos de participar do assassinato do ex-jogador das categorias de base do São Paulo Futebol Clube, Micael Leandro da Silva, de 15 anos, morreram durante troca de tiros com a polícia entre a noite de segunda (24) e madrugada de terça-feira (25). A informação é da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL).

Eles eram suspeitos também de integrar o Comando Vermelho em Maceió. Além deles, outros três suspeitos de ter ligação com a facção criminosa também morreram durante a ação policial.

A SSP não informou os nomes dos suspeitos mortos e nem se entre eles estava Cauan da Silva Santos, conhecido como Bido, que era procurado pelas forças de segurança de Alagoas pelo assassinato do adolescente.

O g1 apurou que quatro suspeitos foram localizados no Vergel do Lago, em Maceió, enquanto o outro estava em Coqueiro Seco, na região metropolitana da capital.

Ainda segundo o órgão, armas de grosso calibre, drogas e um drone foram apreendidos durante a operação.

Crime

O adolescente foi morto após uma partida da Taça das Grotas, campeonato de futebol amador, no dia 1º de agosto, no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Geral do Estado (HGE).

A família informou que Micael defendeu as categorias de base do São Paulo Futebol Clube e estava treinando no Centro Sportivo Alagoano (CSA), enquanto aguardava para se apresentar ao Retrô Futebol Clube Brasil, de Pernambuco.

Micael Leandro da Silva era o caçula de cinco filhos. Ele morava no bairro do Jacintinho, em Maceió, e, segundo o pai, sempre respirou futebol, uma paixão que veio de berço.

O pai dele, Marcos Antônio, foi jogador amador. O primo, Júlio dos Santos Ângelo, conhecido como Peu, atuou profissionalmente, é ídolo do CSA e foi campeão mundial pelo Flamengo.

Morto por engano

A delegada Tacyane Ribeiro reforçou a tese de que Micael foi morto por engano e que o verdadeiro alvo dos criminosos não estava no local no momento do crime. Testemunhas e familiares foram ouvidos durante as investigações.

"Ele foi atingido de forma acidental. Apenas um disparo que, infelizmente, ceifou a vida desse jovem. O alvo seria outra pessoa que sequer estava participando dessa partida de futebol", explicou a delegada.

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