


Os alagoanos Fábio Lins e Fillipi Nascimento venceram o Jabuti Acadêmico 2026, em cerimônia realizada na noite desta terça-feira (11), em São Paulo. Os pesquisadores foram premiados nas categorias Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo e Economia, respectivamente, por obras que abordam a relação entre literatura e serviço público e os efeitos da desigualdade social na trajetória educacional.
Fábio Lins, professor da Faculdade de Direito de Alagoas da Ufal, venceu com o livro “Drummond e a administração pública: o encontro da poesia com a burocracia na vida e na obra de Carlos Drummond de Andrade”, publicado pela Editora Fórum.
A obra analisa a trajetória de Carlos Drummond de Andrade como servidor público e investiga como a experiência do escritor dentro do Estado brasileiro se relacionou com sua produção literária. Lins desenvolve uma metodologia que chama de “espelhamento biográfico”, relacionando a vida de personalidades públicas à atuação na administração pública.
Esta foi a segunda indicação de Lins ao prêmio. Em 2025, ele foi finalista com o livro Machado de Assis e a administração pública.
Já o sociólogo maceioense Fillipi Nascimento, pesquisador do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, venceu na categoria Economia com “A loteria do nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico”, escrito em parceria com o economista Michael França e publicado pela Jandaíra.
O livro aborda as limitações do diploma universitário como instrumento de mobilidade social para pessoas que nascem em condições socioeconômicas desfavoráveis. A obra também trata de temas como cotas universitárias, permanência estudantil, desigualdade racial e de gênero e a influência das redes de contatos no acesso a oportunidades profissionais.
Nesta edição, o Jabuti Acadêmico recebeu 2.085 inscrições, distribuídas em 27 categorias. Criado em 2024 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), com apoio da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, o prêmio reconhece a produção científica, técnica e profissional brasileira.
Cada vencedor recebe uma estatueta e R$ 5 mil. A cerimônia ocorreu no Teatro Sérgio Cardoso e foi transmitida ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.
