Câmara aprova projeto que retira do arcabouço fiscal investimentos em saúde e educação financiados com Fundo Social

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 16/12/2025

Deputado Isnaldo Bulhões- AGÊNCIA CÂMARA

 

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (15) um projeto que retira dos limites do arcabouço fiscal gastos temporários com saúde e educação financiados com recursos do Fundo Social. O texto vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

🔎 O arcabouço fiscal substituiu o antigo teto de gastos. Entre os pilares da regra está a limitação do crescimento das despesas públicas, que pode, crescer acima da inflação, desde que respeite uma margem de 0,6% a 2,5% de crescimento real ao ano.

Uma lei sancionada em julho deste ano autorizou a destinação de 5% dos recursos aportados anualmente no Fundo Social a programas de educação pública e saúde durante cinco anos.

Atualmente, esses gastos são contabilizadas para efeitos do crescimento das despesas públicas, o que pressiona as despesas discricionárias do governo (investimentos).

Ao propor o texto, o autor, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), afirmou que o aumento nos investimentos da saúde e educação só fazem sentido se estiverem fora do limite do arcabouço fiscal.

“Considerando que os aportes anuais no Fundo Social são da ordem de R$ 30 bilhões, será possível acrescer algo em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano para educação e saúde nos próximos cinco anos. Se esse valor não for contingenciado e sem o disposto neste PLP, esse R$ 1,5 bilhão adicional implicará a compressão de montante equivalente de gastos discricionários”, justificou.

Mudanças aceitas

A proposta já havia passado pela Câmara e voltou para nova análise dos deputados depois que senadores alteraram o mérito do projeto.

O relator, deputado José Priante (MDB-PA), acolheu todas as alterações propostas pelo Senado.

“Após amplo diálogo com as lideranças partidárias desta casa, consideramos que o Substitutivo do Senado Federal aperfeiçoa alguns pontos do texto encaminhado pela Câmara, a despeito das supressões, que não prejudicam o intuito desta proposição”, afirmou o relator.

Com isso, foi excluído do texto o dispositivo que retirava dos limites do arcabouço as despesas financiadas com recursos oriundos de empréstimos internacionais.

Este trecho sofreu críticas da oposição, que disse que o objetivo do trecho era favorecer o governo ao retirar do limite de gastos os empréstimos para a compra de caças gripen da Suécia.

Fora da meta

O Fundo Social recebe anualmente R$ 30 bilhões em aportes, o que, pela lei sancionada em julho, garante R$ 1,5 bilhão ao ano para educação e saúde nos próximos cinco anos.

O texto também retira esses investimentos do cálculo da meta fiscal do governo.

A projeção do governo para 2025 é que as contas públicas irão fechar com déficit de R$ 73,5 bilhões.

 

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