


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47,7% das intenções de voto contra 47,4% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenário de segundo turno, mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23).
O quadro é de empate técnico dentro da margem de erro, estimada em um ponto percentual para mais ou para menos. O petista cresceu 0,9% em relação à última rodada, publicada em 16 de setembro, enquanto o senador avançou 0,2%. Índice de votos em branco e nulo e de quem não soube responder caiu de 6% para 4,9%.
Em outras quatro projeções de segundo turno, o mandatário consegue vantagem acima da margem de erro: 47,6% a 42,2% de Romeu Zema (Novo), 46,6% a 44% de Ronaldo Caiado (PSD), 46,2% a 39,4% de Augusto Cury (Avante) e 46,5% a 31,2% de Renan Santos (Missão).
Nas amostras de Lula contra Cury e Santos, os percentuais de votos em branco e nulo e do grupo que afirmou não saber atingem 14,4% e 22,3%, respectivamente.
Na única simulação de primeiro turno testada, Lula registra 45,8% ante 43,4% de Flávio Bolsonaro, com vantagem acima da margem de erro. Em seguida, aparecem Santos (4,5%), Cury (2,1%), Caiado (1,3%), Zema (0,9%) e Clariana Barão (DC) e Samara Martins (UP), ambas com 0,4%.
Outros nomes somam 0,8%, votos em branco e nulo alcançam 0,7% e grupo que não soube responder chega a 0,5%. Na comparação com o levantamento anterior, tanto o presidente quanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) subiram 1,7%.
Rejeição
Já na rejeição específica de candidatos ao Palácio do Planalto, 51,6% dizem que não votariam no presidente de jeito nenhum, um ponto à frente (50,6%) de quem se nega a apoiar o parlamentar do PL.
Polarização
Ainda no quesito polarização, 47,3% declaram ter medo ou preocupação com a reeleição de Lula para um quarto mandato, enquanto 46% temem a vitória de Flávio. Outros 6,5% admitem que ambos os cenários "me preocupam igualmente"; 0,1% não soube responder.
Avaliação do Governo
O eleitorado também opinou sobre desempenho do presidente e do governo: 53% desaprovam e 45,4% aprovam o mandatário; 1,6% não soube responder.
Na avaliação, 50,9% consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 40,4% acham ótima ou boa. Quem acha regular responde por 8,7%.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04739/2026, a pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas entre os dias 17 e 22 de setembro. O nível de confiança da margem de erro é avaliado em 95%.
