


A aplicação de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) em instituições financeiras consideradas temerárias, como o Banco Master, foi tema de debate e duras críticas entre os parlamentares durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa na quarta-feira (10).
Os deputados alertaram para o risco de aposentados e pensionistas de Maceió ficarem desamparados em um futuro próximo, situação que, segundo eles, seria reconhecida pela própria Prefeitura da capital na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.
O deputado Ronaldo Medeiros (PT) afirmou ter estudado a LDO encaminhada pelo Executivo municipal à Câmara de Vereadores e destacou o item que trata dos riscos previdenciários. “O regime próprio de previdência do município de Maceió representa risco fiscal estrutural de longo prazo”, disse, citando o documento.
Ronaldo Medeiros acrescentou que a Polícia Federal já solicitou ao Supremo Tribunal Federal a investigação do caso e afirmou que ainda existem R$ 56 milhões aplicados em um fundo cujo destino seria incerto.
O deputado Cabo Bebeto (PL) afirmou que “quem errou tem que pagar” e pediu atuação do Ministério Público. “Esse fundo está caminhando para entrar em colapso”, alertou.
Já o deputado Alexandre Ayres (MDB) afirmou que a Prefeitura de Maceió tem a obrigação de esclarecer os critérios para a destinação de cerca de R$ 100 milhões ao Banco Master. “A gente não quer procurar culpados; quer uma apuração rigorosa e transparente”, declarou.
O deputado Doutor Wanderley (MDB) estranhou o fato de o prefeito João Henrique Caldas (JHC) ainda não ter se pronunciado sobre o caso.
O presidente da Casa, Marcelo Victor (MDB), defendeu a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa para o sistema previdenciário estadual, classificando-a como “rígida e séria”. “O Banco Master, por exemplo, não entra lá. Essa virtude é da Assembleia Legislativa”, afirmou, destacando a contribuição do Parlamento para a criação de critérios rigorosos de governança.
