
Em Alagoas, 8,5% da população vive em lares em situação de insegurança alimentar grave, o que indica que em algum momento a fome passou a ser uma realidade no domicílio. São 282 mil pessoas nesta situação, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares Contínua (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17).
O levantamento destaca ainda que 60% da população de Alagoas está em algum nível de insegurança alimentar, o que corresponde a pouco mais de dois milhões de pessoas:
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Insegurança alimentar leve (38,5%) – há preocupação ou incerteza quanto acesso aos alimentos no futuro, além de queda na qualidade adequada dos alimentos resultante de estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentação consumida.
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Insegurança alimentar moderada (13,7%) – há redução quantitativa no consumo de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação.
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Insegurança alimentar grave (8,5%) – há redução quantitativa de alimentos também entre as crianças, ou seja, ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores do domicílio. Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no lar.
Alagoas é o segundo estado do Nordeste com maior percentual de insegurança alimentar grave (8,5%), perdendo apenas para o Maranhão:
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Maranhão 12,7%
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Alagoas 8,5%
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Rio Grande do Norte 8,1%
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Pernambuco 7%
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Paraíba 6,9%
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Bahia 6,7%
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Ceará 6,5%
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Piauí 5,9%
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Sergipe 5,2%
No Brasil, Acre (58,7%), Amapá (59,4%), Pará (61,2%), Amazonas (65,5%) e Maranhão (66,2%) são, proporcionalmente, os estados com mais domicílios em condição de insegurança alimentar. O levantamento foi feito entre junho de 2017 e julho de 2018.
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