O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 pode ser comparado à decisão de um grande campeonato de futebol, daqueles em que a emoção supera a razão e o resultado só se define nos momentos decisivos.
Foram 90 minutos de uma disputa intensa entre continuidade e mudança. Nas arquibancadas, milhões de brasileiros defendiam suas escolhas, alimentavam esperanças e acompanhavam cada lance de uma partida que definiria os próximos quatro anos do país.
O tempo regulamentar passou, mas a tensão permaneceu. Vieram os 30 minutos de prorrogação, com ataques, contra-ataques, acusações de faltas e jogadas consideradas maliciosas pelos adversários.
E o VAR? Onde estava o VAR?
Na metáfora desse campeonato eleitoral, muitas reclamações ficaram sem a revisão que seus autores desejavam. Mas, numa democracia, questionamentos precisam ser esclarecidos com transparência, provas e respeito às instituições.
O apito final soou. Houve comemoração de um lado e frustração do outro.
Entretanto, uma pergunta continua ecoando pelo Brasil, vencer nas urnas significa, necessariamente, vencer os desafios de uma nação?
O verdadeiro campeonato começa agora, fora das quatro linhas, onde o adversário não é a direita nem a esquerda, mas os problemas que afetam diariamente a população brasileira.
A eleição terminou, mas a cobrança por resultados está apenas começando.
Porque, no futebol, o placar define o campeão. Na política, são os resultados de uma gestão que constroem seu legado.
E se o VAR não faz parte dessa partida, que a fiscalização democrática, a transparência e a história cumpram seu papel!
O apito encerra o jogo, mas não encerra as perguntas. A urna registra a escolha do eleitor; o tempo revela as consequências dessa escolha!
Helvio Peixoto.’.


