A Justiça Federal autorizou que a família do ex-presidente Tancredo Neves tenha acesso a documentos sigilosos relacionados à sua internação e morte, ocorrida em 21 de abril de 1985.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por unanimidade, após um processo judicial que se arrastou por cerca de dez anos.
A família busca acesso a exames médicos, prontuários hospitalares, registros da equipe médica e outros documentos relacionados ao atendimento recebido por Tancredo no Hospital de Base, em Brasília.
Eleito presidente em 1985, após o fim de duas décadas de regime militar, Tancredo Neves deveria assumir o comando do país, mas foi internado na véspera da posse e morreu semanas depois, sem chegar a ocupar oficialmente a Presidência.
A liberação dos documentos poderá ajudar a esclarecer detalhes sobre o tratamento médico, a evolução do quadro clínico e as circunstâncias da morte do ex-presidente.
O Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal deverão disponibilizar os registros. Até o momento, porém, o conteúdo ainda não foi divulgado publicamente.
E atenção: a decisão garante o acesso da família aos documentos, mas não significa que novas informações ou irregularidades já tenham sido comprovadas.


