Já com o rebaixamento matematicamente decretado para a terceira divisão, a Ponte Preta encara a reta derradeira do Campeonato Brasileiro da Série B com o orgulho ferido e uma missão fundamental nas rodadas finais.

A Macaca entra em campo nesta sexta-feira (30), às 19h30, para medir forças contra o Criciúma fora de casa, no Heriberto Hülse, buscando somar pontos preciosos para afastar a ameaça de registrar a pior campanha da história da competição na era dos pontos corridos com 20 clubes.

Atualmente somando 15 pontos na tabela, a equipe campineira precisa desesperadamente de ao menos uma vitória nos três compromissos que restam para alcançar 18 pontos e, desta forma, superar a marca negativa pertencente ao Duque de Caxias, que encerrou a Série B de 2011 na lanterna com 17 pontos conquistados.

Em 35 jogos já realizados, a Ponte Preta conseguiu somente 3 vitórias, empatou seis vezes e sofreu 26 derrotas. Marcou 21 gols e sofreu 76, tem saldo negativo de 55.

JEJUM DE OITO ANOS

Para cumprir a meta no Sul do país, o time alvinegro precisará encerrar um incômodo tabu histórico: a Ponte Preta não sabe o que é vencer o Criciúma há oito anos. O último triunfo alvinegro diante dos catarinenses ocorreu na Série B de 2018, quando levou a melhor por 3 a 1 no Moisés Lucarelli.

Desde então, o retrospecto do duelo acumulou cinco empates e três derrotas, incluindo o revés por 2 a 1 sofrido no primeiro turno do atual campeonato em Campinas. Apesar do jejum recente, o histórico global do confronto ainda favorece a Macaca, que soma 10 vitórias, nove empates e cinco reveses em 24 partidas disputadas.

Mesmo sem pretensões de escapar do descenso, o clube do interior paulista tem atuado como verdadeiro fiel da balança nas últimas rodadas, tendo surpreendido o CRB e empatado com o Fortaleza no returno. O Criciúma, por sua vez, tenta fazer valer o fator casa para somar pontos vitais na parte superior da tabela.