O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de 2026, divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta em que contestou o resultado das urnas, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e se declarou “presidente eleito”. Minutos depois, republicou o documento substituindo as expressões “presidente eleito” e “verdadeiro presidente do Brasil” por “líder do Brasil” e “líder”. Nos Estados Unidos com a família, ele afirmou que pretende comandar a oposição a partir do exterior.
Na carta, Flávio atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de questionar a decisão do ministro Cristiano Zanin que estendeu o horário de votação em duas horas. Segundo dados oficiais citados pelo TSE, a prorrogação não alterou o resultado do pleito. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
O senador também criticou decisões judiciais relacionadas à investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo seu nome e o advogado Willer Tomaz. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, Flávio teve de entregar os passaportes, que foram cancelados pela Polícia Federal na terça-feira (27), após ele já ter deixado o país.
As declarações de Flávio contrastam com a posição do PL, que reconheceu o resultado proclamado pelo TSE, embora tenha defendido o esclarecimento de questionamentos sobre o processo eleitoral. Outros aliados também reconheceram a vitória de Lula.
Na carta, Flávio agradeceu a líderes internacionais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei. Ele negou que tenha fugido do Brasil e prometeu mobilizar a oposição por meios que classificou como pacíficos e legítimos.





