Aliados da família Bolsonaro afirmam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a retenção e o cancelamento de seus passaportes. Segundo pessoas próximas ao parlamentar, ele estaria preocupado com a possibilidade de ser preso. A saída do país, porém, é investigada pela Polícia Federal.
De acordo com relatos divulgados pela imprensa, Flávio estava sem contato com parte dos aliados desde a manhã desta terça-feira. Sua última mensagem conhecida foi enviada às 8h ao senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador de sua campanha presidencial, na qual afirmou que estava “esfriando a cabeça”, sem esclarecer se havia deixado o país.
Inicialmente, informações apontavam que o senador teria atravessado a fronteira com a Argentina e embarcado em um avião particular rumo aos Estados Unidos. No entanto, autoridades argentinas negaram o registro de entrada do parlamentar no país. Posteriormente, aliados confirmaram à imprensa que ele estaria em um voo com destino aos Estados Unidos, possivelmente à Flórida.
A decisão de Moraes determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático, além de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países. Flávio é investigado, junto com o advogado Willer Tomaz, em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o trajeto realizado pelo senador nem detalhes públicos que esclareçam como ele teria deixado o Brasil, caso a saída seja confirmada pelas autoridades.


