O calendário avança, os dias passam e o Brasil caminha para mais um encontro decisivo com a democracia. No próximo dia 25 de outubro, milhões de brasileiros terão diante de si uma urna eletrônica, dois caminhos políticos e uma responsabilidade que não pode ser transferida a ninguém, escolher quem conduzirá os destinos da maior nação da América do Sul pelos próximos quatro anos.

Lá na nossa querida Tanque d’Arca, município serrano de Alagoas, na Terra dos Marechais e em cada recanto deste imenso Brasil, o significado desse momento é o mesmo. O voto de cada cidadão tem igual valor, independentemente de sua condição social, profissão, escolaridade ou lugar onde nasceu.

É o agricultor que acorda antes do sol, o professor que constrói o amanhã pela educação, o trabalhador que sustenta sua família, o jovem que sonha com oportunidades e o aposentado que deseja tranquilidade. Todos partilham da mesma responsabilidade democrática.

O voto não pertence ao político, ao partido ou ao governo. O voto pertence ao cidadão!

No segundo turno, a escolha estará entre a continuidade da atual administração federal e a possibilidade de uma mudança no comando do Poder Executivo nacional.

Mas existe algo que precisa permanecer acima das disputas eleitorais, o respeito à democracia, às instituições, às diferenças e, sobretudo, ao futuro das próximas gerações.

Para nós, alagoanos, essa eleição também desperta uma reflexão histórica. Alagoas, berço de dois presidentes da República, carrega uma tradição de participação na vida política brasileira. E a possibilidade de um filho desta terra alcançar novamente a Vice-Presidência da República acrescenta um capítulo especial a essa trajetória.

A Terra dos Marechais volta a ocupar espaço nas conversas sobre os rumos da nação, lembrando que o protagonismo político também representa compromisso com o povo e responsabilidade diante da história.

Entretanto, nenhuma eleição deve ser resumida a nomes, siglas ou rivalidades. O Brasil é maior que qualquer disputa partidária.

O verdadeiro exercício da cidadania exige consciência, informação, respeito e liberdade para escolher.

Quando o eleitor estiver frente a frente com a urna, não estará decidindo apenas sobre o presente. Estará participando da construção de um futuro que também pertencerá aos seus filhos, netos e às gerações que ainda virão.

Porque os governos passam, os mandatos terminam, os partidos permanecem em disputa, mas o Brasil continuará sendo a nossa pátria!

Que Tanque d’Arca, Alagoas e o Brasil vivam esse momento com serenidade, responsabilidade e espírito democrático.

Que prevaleça a vontade soberana do povo brasileiro.

E que, no dia seguinte à eleição, independentemente do resultado, permaneça entre nós aquilo que jamais deveria ser perdido, o respeito, a união e o amor pelo Brasil!

A urna registra o voto. A história registra as consequências. E o futuro pertence a todos nós!

Por Helvio Peixoto.