Albino Santos de Lima, conhecido como “serial killer” de Alagoas, foi condenado nesta quarta-feira (7) a mais 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, ocorrido em outubro de 2023, no Conjunto Joaquim Leão, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. Com a nova sentença, as penas impostas a ele chegam a 234 anos, 2 meses e 13 dias de reclusão.

O julgamento ocorreu na 9ª Vara Criminal da Capital e foi conduzido pelo juiz Geraldo Amorim. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Albino conheceu Mikaele pela internet e passou a persegui-la após ela rejeitar uma proposta de R$ 250 para manter relação sexual com ele. A acusação afirmou que, após a recusa, ele planejou o assassinato e surpreendeu a vítima pelas costas.

Durante a sessão, a promotora apresentou provas da investigação e afirmou que Albino mantinha pastas com informações sobre vítimas e registros relacionados aos assassinatos. Também foram exibidos trechos de uma reportagem em que ele admitia crimes atribuídos a ele e dizia ser “altamente treinado” para o uso de armas de fogo.

A defesa, feita pelo advogado Geoberto Luna, alegou que Albino sofre de problemas psiquiátricos e sustentou que ele atribuía os crimes a supostas ordens do Arcanjo Miguel. O advogado também citou histórico de transtornos mentais na família do réu. A promotora contestou a argumentação durante o julgamento.

Uma das irmãs de Mikaele acompanhou a sessão, mas passou mal e precisou deixar o plenário para receber atendimento médico. A vítima era a mais nova de quatro irmãs e deixou um filho, que tinha seis anos quando ela foi assassinada.

Durante o julgamento, o MPAL também alertou pais e adolescentes sobre os riscos da exposição nas redes sociais. Conforme a acusação, Albino utilizava a internet para se aproximar de vítimas e obter informações sobre elas. A promotora ainda afirmou que os crimes eram planejados e classificou o réu como alguém que não demonstra arrependimento ou remorso.