


Estudos científicos reforçam que a interrupção precoce do aleitamento materno pode aumentar o risco de obesidade, diabetes e outras doenças crônicas ao longo da vida. O alerta é feito durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno e a campanha Agosto Dourado, que incentivam a amamentação exclusiva até os seis meses de idade e sua continuidade, com alimentação complementar, até os dois anos ou mais.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), menos da metade das crianças em todo o mundo é alimentada exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. Além de fornecer nutrição completa, o leite materno fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções, diarreias e alergias, fortalece o vínculo entre mãe e filho e também traz benefícios para a saúde materna.
Pesquisas desenvolvidas pelo Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) apontam que o desmame precoce pode provocar desequilíbrios hormonais e alterações no controle da ingestão alimentar e do gasto energético, aumentando a probabilidade de sobrepeso, obesidade, diabetes e outras doenças metabólicas na vida adulta.
Os pesquisadores também destacam que fatores como estresse, desnutrição, uso de drogas e exposição a contaminantes ambientais durante a lactação podem alterar a composição do leite materno, influenciando o desenvolvimento infantil e elevando o risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e transtornos neurocomportamentais.
Em 2026, a Semana Mundial de Aleitamento Materno tem como tema "Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona", reforçando a importância do apoio à mulher que amamenta. No Brasil, a campanha Agosto Dourado promove ações de conscientização e incentivo ao aleitamento materno, destacando a necessidade de apoio familiar, orientação dos profissionais de saúde e políticas públicas que favoreçam a amamentação, como licença-maternidade adequada e ambientes de trabalho preparados para acolher mães lactantes.
