


A gasolina comum comercializada no Brasil passou a conter 32% de etanol a partir deste sábado (1º). A mudança, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pode aumentar o consumo de combustível e provocar maior desgaste em componentes de veículos, principalmente os mais antigos, segundo especialistas em mecânica automotiva.
A nova composição da gasolina entrou em vigor neste sábado e, de acordo com mecânicos ouvidos pelo g1, os efeitos tendem a ser mais perceptíveis em automóveis antigos, especialmente aqueles equipados com carburador. Entre as consequências apontadas estão o aumento do consumo de combustível, redução da autonomia, perda de potência e dificuldades na partida a frio.
Segundo os especialistas, o maior teor de etanol exige adaptações do motor. Em veículos mais modernos, equipados com injeção eletrônica, a central eletrônica (ECU) consegue compensar parte dessa mudança, embora possa haver aumento de até 5% no consumo e maior exigência dos componentes do sistema de alimentação.
Já nos carros mais antigos, os carburadores são considerados os mais vulneráveis, pois não se ajustam automaticamente à nova mistura. Além da perda de desempenho, há risco de corrosão da peça devido à maior concentração de etanol.
Outros componentes que podem sofrer desgaste incluem tanques metálicos de combustível, bombas de combustível, bicos injetores, velas de ignição, catalisadores e mangueiras ou itens de vedação, principalmente em veículos com mais tempo de uso.
Os especialistas recomendam que os proprietários mantenham a manutenção preventiva em dia e fiquem atentos a sinais como aumento do consumo, falhas no funcionamento do motor e dificuldade para dar partida. Em veículos com injeção eletrônica, uma atualização da central pode ajudar na adaptação à nova mistura, enquanto carros carburados podem exigir regulagens específicas, procedimento que deve ser realizado por profissionais especializados.
