


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada Deolane Bezerra contra a prisão decretada no âmbito da Operação Vérnix. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (25) pelos advogados da investigada, que lamentaram o resultado do julgamento.
Em nota, a defesa reiterou a inocência de Deolane. Os advogados disseram que continuarão utilizando todos os recursos legais cabíveis para contestar a prisão, que classificam como "manifestamente desnecessária, excessiva e midiática".
"A defesa informa que sua cliente é inocente e seguirá utilizando todos os meios legais possíveis contra a prisão manifestamente desnecessária, excessiva e midiática", disse no texto.
Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo tramita sob segredo de justiça e, por isso, não disponibilizou detalhes sobre a decisão.
Investigações
Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Recentemente, a Justiça paulista aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou a influenciadora ré pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a denúncia, Deolane teria recebido valores provenientes da Transportadora Lado a Lado, apontada pela Polícia Civil como uma empresa utilizada para lavar dinheiro da facção criminosa. As investigações também apontam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pela influenciadora, que somariam cerca de R$ 27 milhões.
Além de Deolane, também respondem ao processo Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa, apontado como operador financeiro do esquema. Os três estão presos.
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, que estão foragidos, também foram denunciados.
Na mesma ação, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de veículos de alto valor atribuídos à influenciadora, medida que, segundo a decisão, busca preservar o patrimônio até a conclusão do processo.
