Geraldo Xavier é cassado, Padre Eraldo e Lau da Barragem tornam-se inelegíveis- Foto: Reprodução Sertão 142

Na tarde da segunda-feira (10), o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) julgou o processo número 0600715-09.2020.6.02.0040, e decidiu por unanimidade cassar o diploma do vereador- por Delmiro Gouveia- Geraldo Xavier, além de tornar inelegíveis o ex-prefeito de Delmiro Gouveia, Padre Eraldo, e o pré-candidato a vereador, Eraldo Alves de Souza, o ‘Lau da Barragem’, pela prática de captação ilícita de sufrágio.

A decisão foi proferida pela corte a partir da análise de um recurso interposto pelo edil, que pedia a reforma da sentença de primeira instância, proferida pela Justiça Eleitoral da 40ª zona. O desembargador Ney Costa Alcântara de Oliveira, relator do processo, leu o seu voto e foi acompanhado por todos os seus pares presentes na sessão.
O caso se iniciou ainda na eleição de 2020, quando duas pessoas foram presas com materiais de campanha e uma quantia em dinheiro. O valor seria direcionado à compra de votos em favor dos denunciados, conforme consta na confissão de uma das pessoas detidas.
A sentença julgou procedentes os pedidos formulados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), mantendo a cassação de Geraldo Xavier e aplicando-lhe uma multa de R$ 20.000,00 e ainda o tornando inelegível para as eleições a se realizarem nos próximos oito anos subsequentes as eleições de 2020.
Já Padre Eraldo e Lau da Barragem sofrerão as sanções eleitorais e estão inelegíveis também para as eleições a se realizarem nos próximos oito anos subsequentes as eleições de 2020, além de multa em dinheiro.  Todos podem recorrer da decisão.

Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

O julgamento que pode levar à cassação do mandato do senador Sergio Moro (União/PR), que havia sido anunciado para o próximo dia 8, foi adiado e ainda não tem uma nova data definida. De acordo com o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), Sigurd Roberto Bengtsson, é preciso aguardar a nomeação de um sétimo membro do colegiado, para que haja o quórum necessário para situações de cassação.

Os nomes de três candidatos que devem integrar o TRE/PR serão homologados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que depois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolha um deles.

Moro é acusado de suposto abuso de poder econômico durante sua pré-candidatura à presidência pelo Podemos, em 2022. Ele teria se beneficiado das atividades na pré-campanha para a posterior disputa pela vaga no Senado. Em dezembro, Sergio Moro prestou depoimento ao Tribunal Regional Eleitoral e negou qualquer irregularidade em sua campanha para senador.

“Me sinto [sic] agredido e não me sinto confortável em participar de um teatro”, disse Moro a jornalistas depois do julgamento.

A ação contra o senador é movida pelo PL e pela federação formada pelo PT, pelo PCdoB e pelo PV.

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