Supermercados de Alagoas podem ficar sem estoque a partir de hoje (24)

O abastecimento de produtos nos supermercados de Alagoas está ameaçado, conforme revelou o presidente da Associação dos Supermercados do Estado, Raimundo Barreto.

Ele avalia que se os caminhoneiros permanecerem paralisados contra a alta do preço do óleo diesel o estoque nos estabelecimentos deve começar a zerar a partir desta quinta-feira (24).

“Estamos preocupados com a situação e avaliamos que o quadro é grave. Infelizmente, dependemos muito do transporte das cargas que é feito pelos caminhoneiros e algumas distribuidoras de Alagoas estão com dificuldades para o deslocamento destas mercadorias”, informou Barreto.

Segundo ele, as empresas que fazem o transporte representam a indústria em outros estados e estão impedidas de avançar nas rodovias, em decorrência da greve dos motoristas de caminhões, que já dura mais de 72 horas em vários trechos do País.

A principal dificuldade dos supermercados será repor o estoque de hortifrutigranjeiros e frios, produtos que são perecíveis e que necessitam ser substituídos quase que diariamente para oferta aos consumidores. “Estas cargas não podem ficar muito tempo paradas”.

De acordo com Barreto, 90% dos produtos que são repostos nos supermercados do Estado vêm de outros estados.

Por meio de nota, a Associação Brasileira dos Supermercados informou que está empreendendo todos os esforços para manter o abastecimento dos estabelecimentos.

“Mesmo com o esforço do setor de supermercados para garantir o perfeito abastecimento da população brasileira, identificamos que alguns estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos, e que isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito”, diz a Abras.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou que a situação da distribuição de alimentos tem se agravado a cada dia. “Ainda não há levantamento completo dos prejuízos, mas apenas uma das empresas associadas relata mais de 1,1 mil toneladas de produtos não entregues a clientes, carregadas em caminhões que não chegam ao destino”, afirma a associação.


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