Seringa usada por técnica que não aplicou vacina de Covid em idosa não tinha defeito, diz perícia

Seringa usada por técnica que não aplicou vacina de Covid em idosa não tinha defeito, diz perícia

A perícia na seringa utilizada pela técnica de enfermagem que não aplicou a vacina de Covid-19 em uma idosa confirmou que o êmbolo do instrumento não apresentava nenhum defeito. Na quarta-feira (3), peritos criminais do Instituto de Criminalística de Alagoas (IC) começaram a examinar 119 seringas descartadas na caixa coletora que foi utilizada pela profissional de saúde.

O Ministério Público Estadual (MP-AL) notificou o secretário municipal de saúde, Pedro Madeiro, para encaminhar para perícia no IC, em caráter de urgência, o material de descarte lacrado pela Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a promotora de Justiça Marluce Falcão, o objetivo é resguardar a custódia da prova.

A promotora também pediu que a Polícia Civil instaure um inquérito para investigar se a profissional cometeu crime, mas não há informação se o inquérito policial já foi instaurado. O laudo dos peritos deve ser anexado ao inquérito.

O caso foi denunciado por familiares da idosa de 97 anos. Em um vídeo, a técnica de enfermagem chega a furar a idosa com a agulha da seringa, mas não injeta o líquido. Depois da denúncia, a profissional foi afastada e a idosa finalmente recebeu a dose da vacina (veja o vídeo acima).

Segundo a perita criminal Bárbara Fonseca, o exame constatou o funcionamento correto do êmbolo da única seringa descartada com líquido da vacina.

“O objetivo desse segundo exame foi averiguar a correta adequação da seringa quanto à expulsão do líquido, contido em seu interior,” disse.

Os peritos constataram que a caixa coletora de material infectante utilizada pela técnica continha 119 seringas, mas apenas uma continha líquido da vacina. A caixa foi lacrada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e entregue para perícia.

“No primeiro exame, constatamos que no interior da caixa estavam depositadas 119 unidades de seringas usadas e descartadas. Desse total, apenas uma dessas seringas possuía líquido em seu interior”, disse a perita criminal.


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