Seleção brasileira encara Coreia do Sul para encerrar ano sem jejum

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 / Publicado em 18/11/2019

Brasil repete 2011 e 2015, vai aos pênaltis contra Paraguai, mas avança à semifinal - Foto: Divulgação / CBF

A medida que cresce o jejum de vitórias da seleção brasileira, aumenta a pressão sobre Tite, 58. A derrota para a Argentina por 1 a 0, no amistoso de sexta-feira (15), fez a equipe igualar sua pior marca desde 2013, quando também ficou cinco jogos sem vencer –três no fim da passagem de Mano Menezes e dois com Luiz Felipe Scolari.

Nesta terça (19), o Brasil terá seu último amistoso do ano, diante da Coreia do Sul, no estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi, às 10h30 (de Brasília). Será, ainda, o derradeiro teste de Tite antes do início das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, que será disputada no Qatar. O classificatório começará em março e vai até novembro de 2021. A Conmebol ainda não montou a tabela de jogos.

Em caso de um novo resultado negativo diante dos coreanos, o Brasil chegará à competição ainda mais pressionado por repetir o seu pior desempenho neste século. Em 2001, a seleção chegou a ficar seis jogos sem vencer, entre o fim do trabalho de Émerson Leão e o início da primeira passagem de Felipão.

"Eu me cobro muito, não durmo legal. Para mim, excelência está com essa inquietude de todo mundo fazer o seu melhor em todas as áreas", afirmou Tite, que tentou amenizar a cobrança em cima dos jogadores. "Num momento de pressão precisa do técnico, e agora o técnico está aí", acrescentou.

O comandante fará cinco mudanças na equipe em relação ao time que perdeu da Argentina. A principal novidade será a entrada do volante Fabinho, do Liverpool, no lugar de Casemiro, do Real Madrid.

Também deixam a formação inicial Alex Sandro –vetado por lesão–, Thiago Silva, Willian e Roberto Firmino. Entrarão em seus lugares, respectivamente, Renan Lodi, Marquinhos, Coutinho e Richarlison.

Ao justificar as trocas, o técnico reconheceu a cobrança por voltar a vencer mesmo que o desempenho não seja o esperado. "Há necessidade do resultado, sim, alguns momentos são assim", afirmou.

Sob o comando de Tite, a última vitória da seleção brasileira foi na final da Copa América, diante do Peru, por 3 a 1, no dia 7 de julho, no Maracanã. Depois dessa partida, foram três empates e duas derrotas. Um dos reveses, inclusive, ocorreu justamente diante dos peruanos.

Desde a competição realizada no Brasil, a relação de Tite com o comando da CBF não é das melhores. Durante o torneio, ele evitou perguntas sobre uma possível saída. Em meio às especulações de que poderia entregar o cargo após a final do campeonato, a CBF emitiu uma nota sucinta.

"A Confederação Brasileira de Futebol manifesta sua confiança no trabalho da Comissão Técnica da Seleção Brasileira Principal. E reafirma que ela será mantida em caráter permanente."

O contrato do treinador com a CBF vai até 2022.

 

 

 

 

*   Com Folhapress

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