São Paulo fura retranca do Corinthians e vence clássico no Morumbi

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São Paulo fura retranca do Corinthians e vence clássico no Morumbi

O São Paulo teve a bola na maior parte do tempo, dominou o Corinthians na noite de hoje (13), no Estádio do Morumbi, e venceu o clássico da 25ª rodada do Campeonato Brasileiro por 1 a 0. Reinaldo, de pênalti, foi o responsável por furar a retranca corintiana já na etapa final. Nos acréscimos, a torcida são-paulina gritou “olé” enquanto a equipe trocava passes. Com a vitória, o São Paulo chega a 43 pontos na tabela, empata com o rival, mas fica na quinta colocação por ter menor saldo de gols (11 a 10). O time de Fábio Carille, então, segue entre os quatro primeiros da competição.

Ambas as equipes voltam a campo, pelo Brasileirão, na próxima quarta-feira (16). O São Paulo enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão, às 21h (de Brasília). Já o Corinthians visita o Goiás no Serra Dourada, às 21h30.

O São Paulo teve atuação defensiva sólida, com todos os integrantes da primeira linha em noites felizes: Igor Vinícius, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo, que converteu a cobrança de pênalti e fez o gol da vitória tricolor. Ofensivamente, o principal destaque foi Vitor Bueno, novidade de Fernando Diniz na partida de hoje. Além de ter sofrido o pênalti no segundo tempo, o meia-atacante deu chapéu, iniciou transições ofensivas com qualidade, lutou e contribuiu com sua visão de jogo. Com ritmo de jogo pode ser peça importante nessa reconstrução de ideia de jogo do São Paulo no Brasileirão.

Quando espera o adversário e joga de forma reativa, a equipe precisa ser fatal no ataque. E o Corinthians não foi cirúrgico no primeiro tempo muito por conta de Clayson. O atacante recebeu passe de Vagner Love, mas demorou a chutar e perdeu uma chance de ouro. No lance, ele ainda driblou Volpi, mas a bola saiu pela linha de fundo. Além disso, o jogador perdeu muita posse de bola quando era acionado. Foi substituído por Janderson na etapa final.

Com domínio da bola, o São Paulo teve dificuldade para furar o bloqueio corintiano, muitas vezes formado com duas linhas próximas à área de Cássio. Vitor Bueno e Tchê Tchê, pelas pontas, não tiveram a profundidade esperada e a principal arma do São Paulo, principalmente no primeiro tempo, foi chutes de longe, como o de Reinaldo. Disposto a quebrar a retranca, a equipe se lançou ao ataque na etapa final e, em contra-ataque, conseguiu o pênalti.

Com Matheus Jesus no lugar de Ramiro como principal mudança, o Corinthians variou o posicionamento de seus homens de frente – Vagner Love foi de ponta-direita a meia-esquerda, por exemplo. Mas o que chamou atenção foi a falta de apetite no ataque, com muita troca de passe na defesa, tentativa de controle do jogo no meio atrapalhada por erros na saída e avanço com lentidão. A apatia deu o tom do desempenho ofensivo. Atrás, linhas compactas e pouco espaço para o São Paulo, como é regra. Até Manoel cometer o pênalti no segundo tempo e o Corinthians ver cair por terra sua estratégia de não ter jogo no Morumbi. Teve, e o São Paulo desejou mais a vitória.

Com a bola, o São Paulo animou a torcida aos 10 minutos; Cássio defendeu chute de Pato. Aos 16, a primeira grande chance: Reinaldo recebeu na esquerda e mandou uma bomba. O chute, cruzado e rasteiro, acertou a trave corintiana. A resposta veio aos 32. Love encontrou Clayson em profundidade. O ponta demorou a chutar, driblou Volpi, mas a bola saiu pela linha de fundo. O próprio Clayson ainda finalizou cruzado, aos 43, e Volpi defendeu.

Na volta do intervalo, o cenário foi o mesmo: São Paulo em cima. Em cruzamento de esquerda, Vitor Bueno surpreendeu Cássio e por pouco não abriu o placar. A bola beijou o travessão. Empurrando o rival, os mandantes chegaram ao gol aos 21 minutos. Vitor Bueno tabelou e foi derrubado por Manoel. Na cobrança, Reinaldo bateu forte e venceu Cássio. Alguns jogadores alvinegros reclamaram de falta em Danilo Avelar, no começo da jogada. Em desvantagem, Carille mexeu no time e o lançou ao ataque. Mas faltou criatividade para levar perigo à defesa são-paulina.

SÃO PAULO

Tiago Volpi; Igor Vinícius, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan (Hudson), Tchê Tchê, Liziero, Hernanes (Igor Gomes) e Vitor Bueno (Gabriel Sara); Alexandre Pato. Técnico: Fernando Diniz.

CORINTHIANS 

Cássio; Fagner, Gil, Manoel e Danilo Avelar; Gabriel; Mateus Vital, Matheus Jesus (Gustavo), Vagner Love (Régis) e Clayson (Janderson); Boselli. Técnico: Fábio Carille.

Fonte: UOL


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