Presidente da Petrobras pede demissão do cargo

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (1º), informou a petroleira. O executivo deixa o comando da estatal exatamente dois anos após sua posse, em 1º de junho de 2016, no início do governo do presidente Michel Temer.

Após o anúncio, a Bolsa brasileira, a B3 (antiga Bovespa) suspendeu as negociações das ações da Petrobras.

A Petrobras informou que o conselho de administração da empresa vai se reunir para nomear um presidente interino ainda nesta sexta.
A saída de Parente acontece na esteira da greve dos caminhoneiros contra a disparada dos preços do diesel.

A paralisação durou 11 dias e causou desabastecimento generalizado de produtos e serviços no país todo.

No centro das críticas ao aumento do diesel está a nova política de preços da Petrobras, adotada em julho do ano passado, no início da gestão de Parente. Com a nova metodologia, a estatal passou a reajustar os preços dos combustíveis com mais frequência, inclusive diariamente, para repassar para as refinarias as variações nas cotações do dólar e do petróleo no mercado internacional. Com as recentes valorizações da matéria-prima e da moeda norte-americana, os preços dos combustíveis internamente dispararam.

Ex-ministro do Planejamento e de Minas e Energia na gestão de Fernando Henrique Cardoso, Parente foi escolhido para presidir a Petrobras logo que Temer tomou posse, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Na sua gestão, a companhia conseguiu reduzir e reestruturar sua dívida, graças à mudança na política de preços e a um programa de venda de negócios da petroleira.

Apesar de a empresa ter fechado 2017 com um prejuízo de R$ 446 milhões, no quarto ano seguido de perdas, a nova direção da empresa despertou otimismo nos mercados. Em maio, antes da crise com os caminhoneiros, a Petrobras voltou ao posto de empresa de maior valor na Bolsa brasileira.


Deixe uma resposta