PF tenta prender presidente do PROS

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (18), a Operação Partialis que apura apropriação e desvio de recursos públicos que deveriam ter custeado a compra de gases medicinais nos municípios paraenses de Marabá e Altamira, e em Brasília (DF). Ao todo, foram expedidos 17 mandados judiciais – quatro deles, de prisão preventiva, um dos quais foi expedido contra o presidente do Pros, Eurípedes Júnior. O político não foi localizado e é considerado foragido.

O ex-prefeito de Marabá João Salame Neto, também do Pros, foi preso preventivamente pela manhã em Brasília.Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal de Marabá

A Operação Partialis é um desdobramento da Operação Asfixia, deflagrada em junho de 2016, para investigar fraudes em licitações para a compra de gases medicinais pela prefeitura de Marabá. Ao analisar os documentos apreendidos, os investigadores descobriram que servidores municipais em cobravam propina para facilitar o recebimento de valores atrasados.

“Chamou a atenção, em especial, uma anotação que indicava o depósito de R$ 100 mil reais para uma dita parceria”, informou a PF, em nota.

Propinas

O esquema abrangia verbas federais, municipais e estaduais sacadas em espécie por assessores diretos do ex-prefeito, sob comando dele, “na boca do caixa de empresas que tinham contratos com a prefeitura de Marabá”, segundo a polícia. A estimativa é que os saques superaram R$ 1,5 milhão, sendo R$ 1 milhão depositado na conta da esposa de um assessor imediato do ex-gestor. Parte do dinheiro foi transferido para as contas dele por meio de terceiros.


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