Com o aumento da temperatura durante o verão, o aparecimento de algumas doenças se torna comum, a exemplo da gastroenterite – uma inflamação no trato digestivo que resulta em vômitos e/ou diarreia. Os atendimentos desse caso chegam a atingir 50% dos pacientes atendidos pela pediatra Anna Márcia Maranhão, em dias quentes.

As crianças menores de cinco anos são as mais suscetíveis e a melhor forma de evitar o quadro é com o cuidado com a higiene e com o armazenamento de água e alimentos.

Há cerca de três semanas o filho de Patrícia Brito, Bruno, de 10 anos, deixou de apresentar os principais sintomas da gastroenterite: o vômito e a diarreia. Mas por cerca de três semanas, anteriores, Bruno também apresentou febre acompanhada de virose, garganta inflamada e aftas. “Ele ficou com a imunidade baixa, emagreceu bastante durante esse período e não conseguia comer direito. Ele também ficou sem ir a escola e até hoje ainda apresenta algum incomodo na garganta”, contou Patrícia.

Quando Bruno começou a apresentar os sintomas, Patrícia o levou a emergência médica e lá ao seu filho foi receitado remédio para enjoo, soro e a ingestão de bastante água. Apesar da melhora no quadro, o próximo passo da família será levar Bruno para um gastroenterologista, para investigar o quadro a fundo.

Segundo a médica pediatra Anna Márcia Maranhão, a transmissão da gastroenterite é fecal-oral e os sintomas da doença se apresentam por colocar objetos contaminados na boca e também pela ingestão de alimentos e água contaminados. “O causador da gastroenterite pode ser o vírus, a bactéria ou o parasita e o tratamento vai depender de cada causador. Mas o cuidado principal que se deve ter para evitar a doença é por meio da manutenção da hidratação com sais para reidratação oral, água e sucos”, informou.

A médica ainda ressaltou que são muitos os casos que chegam até ela de sintomas que indicam a gastroenterite, que o número de casos, em dias quentes, podem ultrapassar os 50%, e que, além do vômito e da diarreia, a criança ainda pode apresentar febre e dores abdominais.

Ela também explica que o verão se torna o ambiente mais propício para a proliferação da doença devido as chances de contaminação dos alimentos aumentada pelo calor e também por ser a época das férias, viagens e de idas frequentes a praia e piscinas.


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