IML de Maceió tem 150 corpos acumulados, aguardando liberação para sepultamento

IML de Maceió tem 150 corpos acumulados, aguardando liberação para sepultamento

O Instituto Médico Legal (IML) de Maceió está com 150 corpos acumulados em suas geladeiras. Desse total, 67 são Maceió. Segundo a direção, a falta de identificação e as condições enfrentadas pelas famílias para enterrar seus entes, são os principais problemas que estão causando a superlotação.

O diretor do IML, Diego Nilo, disse que a superlotação começou a dar sinais há pelo menos 4 anos. “A gente tem corpo aqui desde 2018. É uma problemática que vem sendo acompanhada aqui de muitos anos e que agora a gente chegou ao caos”.

Para piorar a situação, um dos conteiners com capacidade para armazenar 50 corpos está quebrado. Isso tem feito com que os corpos sejam amontoados nos espaços que restam.

“Não há como consertar. Então a gente teve de fato que trocar esse equipamento e isso gera um tempo porque gera a questão de compra. Então vai ser preciso a gente relocar esses corpos para outras geladeiras. A gente já está com as duas geladeiras super lotadas e tentando encaixar esses corpos em geladeiras que cabem. A nossa maior geladeira cabem 72 e já tem mais de 100 [corpos]”, disse o diretor.

Para o Ministério Público (MP-AL), a situação é emergencial. O Procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto, se reuniu com autoridades do órgão e da Segurança Pública para discutir medidas que possam acabar com a superlotação. A saída encontrada foi encaminhar os corpos para seus municípios de origem.

“Nós discutimos a situação e eu decidi, enquanto Procurador-geral, entrar em contato pessoalmente ou por telefone, com todos os 29 prefeitos que tem cadáver no IML, oriundos de seus municípios, para buscar sensibilizá-los a que recebam esses cadáveres”, explicou o Procurador.

Ficou decidido que o próprio IML deve fazer esse contato com os municípios, sem burocracia e com a documentação regularizada para agilizar os enterros. Porém, não foi dado prazo para que as prefeituras realizem os sepultamentos.

Em nota, a Prefeitura de Maceió informou que assim que receber a notificação do Ministério Público vai analisar a situação para decidir o que fazer para resolver esse problema.


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