Homem é detido suspeito de estuprar enteada de 3 anos

Um homem foi detido dentro do Hospital Geral do Estado (HGE) no Trapiche da Barra, em Maceió, na manhã desta sexta-feira (5), suspeito de estuprar a enteada de 3 anos. Ele foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

A menina mora em Messias e foi levada pelo padrasto, que não teve o nome divulgado, para o hospital com trauma cranioencefálico. Não há informações sobre o que causou o trauma.

Segundo informações do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os militares foram acionados pelos médicos, que notaram sinais de abuso sexual.

O tenente-coronel Aloísio, do 1º BPM, afirmou que a criança confirmou que foi abusada pelo padrasto. “A menina disse que tinha sofrido um estupro dele. O Batalhão de dentro do hospital foi acionado e os militares deram voz de prisão e acionaram o Conselho Tutelar”, contou o militar.

O caso foi denunciado para o Conselho Tutelar. Segundo a conselheira Ruth Moura, quando a menina foi internada na quinta-feira (4), o homem se identificou como pai dela.

“Os médicos que atenderam a criança notaram que ela apresentava ruptura no hímen e laceração no ânus. O HGE nos informou ontem e fomos investigar. Descobrimos que o homem é o padrasto da menina e que a levou ao hospital sem o consentimento da mãe”, contou a conselheira.

A assessoria de comunicação do HGE confirmou que a menina deu entrada no hospital e disse que ela está na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica.

O delegado Leonardo Assunção, que está de plantão na Central de Flagrantes, informou que o homem será encaminhado para a Delegacia de Messias para que o caso seja analisado naquele município.

“Ele vai para Messias para que o delegado local analise o caso. A gente entendeu que esse caso não deve ser analisado pela Central de Flagrantes”, afirmou Assunção.

Pela proximidade com as eleições, ainda será analisado se o homem será preso. Isso acontece porque desde terça-feira (2), os eleitores não podem ser presos. Exceto se alguém é condenado por crime inafiançável, pego em flagrante ou por desrespeito de salvo-conduto.

Segundo o TSE, a medida serve para garantir o equilíbrio da disputa e prevenir que prisões sejam usadas como manobra para prejudicar um determinado candidato.


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