Governador anuncia R$ 8 milhões para atender os 38 municípios em situação de emergência

O governador Renan Filho anunciou, na manhã desta segunda-feira (22), investimentos na casa de R$ 8 milhões destinados ao combate à seca em 38 municípios alagoanos que tiveram situação de emergência decretada desde agosto deste ano. O anúncio foi dado durante reunião no Palácio do Governo com os prefeitos alagoanos.

Aos recursos do governo estadual, de R$ 3 milhões, o ministro da Integração em exercício, Gustavo Canuto garantiu socorro emergencial de R$ 5 milhões que irá ampliar o plano de contingência já elaborado pela Comissão Estadual de Defesa Civil. “Vamos ajudar aos municípios porque os prefeitos já fazem um grande trabalho para levar água para quem precisa,” enfatizou. A operação deve ter início dentro do prazo de 30 a 45 dias.

Ao governador, prefeitas, prefeitos e coordenadores municipais presentes, o presidente da AMA justificou o pedido feito em decorrência da insuficiência de água para o consumo humano, animal e agricultura. “ A batalha tem sido difícil. Há seis anos padecemos com a irregularidade de chuva”.  Wanderley citou como saídas a continuidade da perfuração de poços artesianos e a distribuição em carros pipa. “Neste momento, vamos priorizar o abastecimento humano”, explica.

De acordo com Hugo Wanderley, já foram abertos 800 poços artesianos e sistema de dessalinização. Ele agradeceu ao Governo do Estado pela ação e propôs também a realização de uma reunião na AMA com as comissões municipais de defesa civil para definir as ações de combate à estiagem a partir dos recursos liberados. “ É importante que cada prefeito seja ouvido, diga sua realidade”, acrescentou o governador Renan Filho.

Segundo o coordenador da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Moisés Melo, para que o plano operacional seja iniciado, é preciso que os municípios façam o credenciamento dos pipeiros junto ao órgão. Ele garantiu que todos os caminhões e os pontos de captação estão sendo avaliados numa parceria com o Inmetro e Vigilância Sanitária.

Calheiros destacou que esse não é um trabalho novo, porque as ações de convivência com a seca são contínuas, mas o objetivo do plano de manejo hídrico para Alagoas, que prevê a construção de obras estruturantes é fazer com que o abastecimento via caminhão pipa tenha um fim no estado.

A prefeita de Major Izidoro, Santana Mariano, diz que a preocupação dela vai além do consumo humano. O município é o principal produtor de leite de Alagoas e, para isso, precisa de água para o consumo animal.

Para o prefeito de Olho D’Água das Flores, Carlos André, a saída para a estiagem que anualmente tem atingido o município é a construção de um açude. Segundo ele, o município possui projeto para isso, mas depende de recursos federais.

Desde agosto, através do Decreto nº 60.040, o Governo reconheceu a situação de emergência em 38 municípios alagoanos. A medida foi tomada por considerar que compete ao Estado a preservação do bem-estar da população e das atividades socioeconômicas das regiões atingidas por eventos adversos.

No decreto, o Governo reconhece a redução das chuvas para níveis pluviométricos sensivelmente inferiores aos normais e a queda drástica das reservas hídricas de superfície, provocando perdas significativas na agricultura e agropecuária. A situação também afeta o abastecimento de água para o consumo humano e animal.

Os municípios afetados em Alagoas são: Água Branca, Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Coité do Noia, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Igaci, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Major Isidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D’água das Flores, Olho D’água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Quebrangulo, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira e Traipu.


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