Falta de sinalização em obra de duplicação gera riscos entre Palmeira dos Índios e Igaci

Foto: Rádio Sampaio

A obra de duplicação da rodovia que liga os municípios de Palmeira dos Índios e Arapiraca, com um trecho de 38 km, há muito e por muitos pleiteada, vem causando transtornos a moradores e comerciantes que margeiam a rodovia.

Os benefícios trazidos pela obra orçada 76 milhões de reais, oriundos dos cofres do estado são indiscutíveis. A obra além de aproximar o Agreste e Sertão, vai reduzir drasticamente risco de colisões frontais proporcionando muito mais segurança viária, como também reduzir em aproximadamente 30 minutos o tempo da viagem entre os municípios polos em franco desenvolvimento e suas regiões metropolitanas. Contudo os moradores têm reclamado a falta de sinalização, o que já causou, segundo eles, alguns acidentes inclusive com vítimas fatais.

No mês de novembro foram registrados dois óbitos. O jovem Dennis da Mata Silva, de 24 anos, morreu após perder o controle e capotar com um Chevrolet Astra de cor preta, próximo ao CISP – Centro Integrado de Segurança Pública. Poucos dias antes o motociclista Lenciano Correia também veio a óbito após colidir com um caminhão no mesmo trecho da rodovia.

Foto: Rádio Sampaio

O empresário José Pedro da Costa, proprietário de uma gráfica e do clube aquático Capricho, situados às margens da rodovia, relatou alguns transtornos causados na execução da obra.

“Não somos contra a duplicação, nós somos beneficiados, o que queremos é mais segurança durante a execução da obra”. Segundo Pedro, não existe sinalização noturna, o que potencializa o risco de acidentes. Moradores denunciaram à reportagem da Rádio Sampaio 94.5 FM e do site radiosampaio.com.br, que a única sinalização existente são as “tachinhas ” ou “olhos de gato” que estão sendo destruídos pelos rolos compressores da própria empresa.

Alguns vereadores do município de Igaci, fizeram apelo através de suas redes sociais, ao governador Renan Filho e ao secretário estadual de transporte e desenvolvimento urbano, engenheiro Mosart Amaral, visando a adoção de medidas, junto a empresa executora no sentido de providenciar a sinalização horizontal e vertical, para segurança de todos que trafegam diariamente pela rodovia.

A moradora Maria Teresa Costa, residente no povoado Santo Antônio, disse temer pela segurança dos seus filhos. “Tenho dois filhos que são mototaxistas, depois que a obra começou só durmo quando eles chegam em casa”.

A previsão da conclusão do primeiro trecho que corresponde a 13 km entre Palmeira e Igaci é para o próximo ano. Os moradores esperam que as providências sejam tomadas o quanto antes, para segurança de transeuntes e de todos que habitam nas margens da rodovia.

Foto: Rádio Sampaio

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