A injustiça do mercado de trabalho diante da mulher trabalhadora

Apesar dos avanços femininos no que concerne a busca pelo espaço, o mercado de trabalho ainda soa com tom segregador e desigual para as mulheres trabalhadoras.

Não somente pelo fato da mulher ganhar menos que os homens (embora de acordo com o IBGE, sejam a maioria com curso superior) ou estarem em menor quantidade nos cargos de chefia, por exemplo.

De acordo com a OIT (Organização Internacionacional do Trabalho), os dados indicam que, proporcionalmente, há mais mulheres com dificuldade de encontrar trabalho do que homens – e essa tendência vem piorando. Enquanto a taxa de desemprego para os homens no mundo é de 5,2%, para as mulheres é de 6%.

O desemprego configura, além de tudo, uma grave ameaça a independência e a liberdade da mulher. Dessa forma, não obtendo maneira de sustento para si e seus filhos, mulheres são submetidas a casamentos e relacionamentos abusivos por não terem estruturas econômicas dignas.

Além da dificuldade de inserção no mercado de trabalho, muitas mulheres estão sobrecarregadas com os trabalhos domésticos não remunerados em função da velha idéia que diz é reponsabilidade unicamente feminina o cuidado com a casa e os filhos.

Relações trabalhistas em que a figura masculina é detentora do poder, quase sempre podem reproduzir o machismo das mais diversas e agressivas formas.

Sendo assim, organizações complexas permeiam a questão feminina frente ao trabalho. Todas elas ainda muito distantes do que nós precisamos. Que nós, mulheres trabalhadoras, possamos compreender as iniquidades e sigamos na luta.

(Neste primeiro de maio parabenizo a todas as mulheres – que estejam inseridas em empregos formais ou não – e sobretudo, enalteço as trabalhadoras da Enfermagem – enfermeiras e técnicas – que estão na linha de frente da saúde deste país).

 


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