O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/Al), começou a ouvir nesta quarta-feira (31) todos os envolvidos no processo seletivo 2018 da Universidade Estadual de ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). O MPE também notificou o Instituto AOCP, para prestar esclarecimentos, mas nenhum representante foi enviado para participar da audiência.

“É preciso que todos os envolvidos apresentem suas versões. Essa é uma situação crítica e delicada, exige cuidado na análise e nas decisões a ser tomadas” disse o promotor de Justiça Sidrack do Nascimento.

De acordo com a assessoria de Comunicação do MPE, o reitor Henrique de Oliveira Costa foi o primeiro a prestar esclarecimentos sobre a contratação do Instituto AOCP, organizador do certame, e quais foram às providências tomadas pela instituição de ensino depois de ser informada do erro na correção das provas do vestibular.

Ainda segundo a assessoria, o Instituto AOCP, apesar de notificado, não enviou nenhum representante para participar da audiência. O promotor de justiça Sidrack do Nascimento entrou em contato com a presidência da instituição, localizada no Paraná, que alegou não ter recebido a notificação em tempo hábil para organizar a vinda de um preposto para Alagoas. Assim, foi marcada para a próxima terça-feira (06) uma audiência com a organizadora do processo seletivo.

“Ouvimos a reitoria da Uncisal e daremos o mesmo espaço para as explicações do Instituto AOCP. Após esta etapa, analisaremos as declarações e documentações apresentadas e adotaremos o procedimento que acreditamos resolverá essa situação. Entretanto, é preciso ressalta que em caso de falta do instituto na próxima audiência o Ministério Público tomará as providências cabíveis nestas situações”, declarou o promotor de justiça.

Explicações

Durante o depoimento, Henrique de Oliveira Costa alegou que ao assumir a gestão da Universidade Estadual, em outubro de 2017, já encontrou finalizado o processo de escolha do Instituto AOCP como empresa responsável pelo vestibular. Ele ainda ressaltou que a seleção da empresa paranaense foi atestada pelo corpo jurídico da Uncisal e Pela Procuradoria Geral do Estado de Alagoas.

 

Segundo o reitor, após a divulgação da lista de aprovados no vestibular, ocorrido na sexta-feira (19), recebe a notificação do Instituto AOCP de que o resultado estava anulado, pois havia acontecido um erro na correção das provas, apenas na segunda-feira (22), primeiro dia de inscrição dos alunos aprovados quando já havia 13 alunos matriculados e que as matrículas foram suspensas imediatamente. Ainda de acordo com Henrique Costa, a mensagem enviada pela empresa organizadora do certame, a correção das provas aplicadas no primeiro dia do vestibular foi realizada com o gabarito das provas feitas no segundo dia e vice-versa.

Ainda foi dito ao promotor Sidrack do Nascimento, que reitoria da Uncisal já solicitou ao Instituto AOCP os espelhos das provas do certame e outras informações técnicas que expliquem o erro ocorrido.

*Com Ascom/MPE


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