“STF não acompanhou a evolução da vaquejada”, diz defensores

| radio sampaio


Criadores de cavalo quarto de milha e integrantes da Associação de Vaqueiros de Alagoas realizam uma mobilização nesta terça-feira, 11, em protesto à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou uma lei do estado do Ceará, que regulamentava a vaquejada. Dos 11 ministros do Supremo, seis consideraram que a prática impõe sofrimento aos animais e fere princípios constitucionais. O julgamento teve início em agosto e foi encerrado no último dia 6.

Em Alagoas, a decisão provocou a reação imediata de praticantes, financiadores, criadores e até do governador Renan Filho (PMDB), que usou o seu perfil na rede social para defender a prática da vaquejada. “Vaquejada é atividade recreativa e competitiva que virou esporte e tem seus heróis, os vaqueiros mais corajosos e hábeis. Sobretudo, vaquejada é festa em todos os cantos do Nordeste, herdeira das antigas “pegas de boi” na caatinga. Ela precisa ser preservada porque é um patrimônio cultural de Alagoas e de toda a região nordestina.”

Em entrevista, os defensores da vaquejada alegaram que o STF não acompanhou a evolução da vaquejada, que hoje é legal, inclusive com assinatura de termos de ajuste de conduta (TAC) junto ao Ministério Público e que não causa maus-tratos aos animais. Os defensores afirmam, ainda, que os regulamentos protegem os animais.

Segundo os praticantes, o objetivo da mobilização é mostrar à população a necessidade do esporte não acabar. Estimativa das associações afirmam, ainda, que a vaquejada hoje ocupa a 11ª colocação no ranking de economias no Estado e que há milhares de pais de família que sobrevivem da prática.

Ambientalistas, no entanto, afirmam que lutam há mais de 20 anos pela proibição da vaquejada.

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