Foto: Reprodução

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas, Núcleo Santana do Ipanema, Cristina Alves concedeu nesta terça-feira (7) uma entrevista a Rádio local e falou sobre a manifestação de servidores no mês passado, quando levou-se caixões de papelões para a Câmara da cidade.

Ao ser questionada pelo âncora do programa Liberdade de Expressão, a sindicalista revelou que os trabalhadores foram ameaçados dentro do Poder Legislativo. “Nós estivemos lá e inclusive fomos ameaçados de morte naquela casa. Nossos trabalhadores foram ameaçados”, frisou.

Cristina afirmou que o protesto era uma forma de chamar a atenção dos vereadores e dizer: “gente são 25% de perca na carreira. O município tem condições de ajustar e vocês estão de braços cruzados, dizendo que nos apóiam”.

Ela também explicou a ilustração dos caixões. “Porque a gente disse que eles estão de braços cruzados, como se mortos estivessem? Porque eles não pleiteiam nada para a sociedade, nada para o trabalhador. Parece que a sociedade tem que estar refém, que o trabalhador tem que solicitar um exame”.

“Quando nós tentamos chamar a atenção deles de forma mais expressiva foi para que eles parassem para refletir. [Eles] se sentiram indignados, [porém], indignados estamos nós (…) há três anos vendo nossos salários sendo achatados, esmagados pelos cabides de emprego”, completou ela.

A presidente do Sinteal voltou a falar sobre perseguições feitas pela gestão e questionou os parlamentares: “Nós estamos chamando a atenção e queremos saber: será possível que o arrocho e a perseguição, o assédio moral sofrido nos locais, nos ambientes de trabalho não indignam esses vereadores?”.

Presidente disse não saber

Por telefone, o presidente da Câmara de Vereadores de Santana do Ipanema, Mário Siqueira (MDB) se mostrou surpreso com a declaração da sindicalista e afirmou que não foi informado sobre nenhum episódio do tipo a Mesa Diretora.

“No dia do protesto nos reunimos com os servidores. Os ânimos estavam exaltados, isso é verdade, mas não percebi ou sequer fui informado de alguma coisa contra os trabalhadores”.

*Com Alagoas na Net


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