A mãe de um adolescente de 15 anos pediu providências ao Instituto Federal de Alagoas (Ifal), após um professor do curso de Sociologia promover supostos ataques a católicos. Entre as declarações que teriam sido dadas na sala por ele aos alunos estão a de que “Jesus Cristo é maconheiro e que a Igreja Católica é uma suruba”.

O episódio, segundo a denúncia, aconteceu na última terça-feira (20) e, nesta quinta-feira (22), a mãe da aluna procurou a unidade de ensino para cobrar respostas.

De acordo com Audry Lima, mãe da adolescente, os relatos apontados pela estudante apontam que o professor entrou na sala de aula e, logo depois, teria proferido os “ataques religiosos”. No momento das declarações, dois alunos que não concordaram com o teor as falas acabaram saindo do local. A adolescente em questão é aluna do 2º do ensino médio do curso de informática do Ifal em Maceió.

“Antes da minha filha ir estudar no Ifal, sentei com ela e mostrei como se comportar em algumas situações, mas esta extrapolou todos os limites aceitáveis. Na sala de aula, o professor disse que Jesus era maconheiro, que a igreja era um suruba e, ainda, que quem vivia a doutrina católico era um otário. Diante de tudo isso, a gente pediu a direção do Ifal providências no sentido dessa situação não voltar a repetir”.

Segundo a mãe da aluna, o professor teria defendido, ainda, a tese de que Jesus Cristo “fornicou”. Diante das falas do professor, Audry Lima relatou que sua filha se sentiu “pessoalmente agredida e humilhada”. “Eu e meu esposo somos católicos e temos o direito de criar a nossa filha na base moral e religiosa que desejarmos. Não cabendo ao professor violar, inclusive, direitos constitucionais”, diz um trecho da representação feita pela mãe da aula e protocolada na direção do Ifal.

Por meio de nota, a a direção do Ifal, informou que recebeu a denuncia e já deu início aos procedimentos cabíveis.

Nota informativa

A Gestão do IFAL- Campus Maceió recebeu em 22/03/18 formalização de relato de suposto ato de intolerância e preconceito religioso, praticado durante uma aula na instituição e informa que procedeu aos encaminhamentos para apuração. Há na Instituição um procedimento de diálogo direto com os pais e os alunos, em qualquer situação ocorrida dentro das dependências do Campus, inclusive em sala de aula. Atendemos com presteza a mãe e iniciamos os procedimentos cabíveis à situação em tela.

A gestão lamenta o ocorrido, ao passo em que ratifica os preceitos de liberdade religiosa e de respeito mútuo como princípios básicos de convivência e dos processos formativos, respeitando as bases de formação do indivíduo, em nosso ensino e aprendizagem.

Gestão do IFAL Campus Maceió


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