A Vantage Drilling, operadora de sondas de perfuração de poços petrolíferos baseada nas Ilhas Cayman disse, nesta segunda-feira (2), que venceu um processo de arbitragem no valor de US$ 622 milhões (R$ 2,4 bilhões) contra a Petrobras.

A arbitragem foi solicitada pela Vantage em 2015, após rescisão unilateral de contrato de aluguel da sonda Titanium Explorer, sob a alegação de descumprimento de cláusulas contratuais. Assinado em 2009, o contrato foi alvo da Operação Lava Jato.

A rescisão contratual foi anunciada no fim de agosto de 2015, período em que o mercado convivia com excesso de oferta de sondas de perfuração, reflexo da queda das cotações internacionais em 2014. Na época, a Petrobras também reviu contratos com as empresas Schahin, Seadrill e Transocean.

A Vantage alegou que não houve descumprimento do contrato, que tinha o valor de US$ 1,8 bilhão (R$ 7 bilhões). Em seu balanço, a Petrobras calculava em R$ 1,33 bilhões o valor de uma possível perda no processo de arbitragem movido pela Vantage Drilling.

O contrato foi assinado pela diretoria Internacional da Petrobras, à época comandada por Jorge Zelada, condenado a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal, a contratação da Titanium Explorer rendeu US$ 20,8 milhões (R$ 81 milhões) em propinas.

Em relatório entregue a Ministério Público Federal em 2015, a Petrobras disse que a sonda foi entregue com atraso e, apesar disso, a Vantage não foi penalizada, o que resultou em prejuízo de US$ 14,5 milhões (R$ 56,7 milhões).Procurada, a Petrobras ainda não comentou o assunto


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