Pela porta da frente: Cinco presos fogem da Central de Polícia de Arapiraca

| Redação Rádio Sampaio


Eles teriam forçado porta de uma das celas; polícia faz buscas na tentativa de recapturá-los e Sindpol alega falta de condições de trabalho

Polícia divulgou imagens de três dos cinco fugitivos

A manhã de Natal não foi das melhores para agentes de plantão na Central de Polícia de Arapiraca, Agreste alagoano. Isso porque cinco homens que estavam reclusos na carceragem da delegacia localizada no bairro Baixão forçaram a porta de uma das celas e conseguiram fugir. Militares do 3º Batalhão foram acionados à ocorrência para auxiliar nas buscas, mas, até o início da tarde deste domingo (25), nenhum dos presos havia sido recapturado.

De acordo com testemunhas, outros presos só não deixaram a carceragem porque não quiseram, tamanha a facilidade que teriam encontrado para fugir. Entre os fugitivos estão acusados de roubo de veículo e porte ilegal de arma de fogo. São eles: Genildo Barros da Silva, Diogo Aureliano de Freitas, Givaldo dos Santos, Wesley Prudente de Souza e Clebson João dos Santos.

A delegacia-geral de Polícia Civil deve abrir sindicância para apurar as circunstâncias da fuga. Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, Josimar Melo, a fuga “é reflexo da desvalorização do servidor em Alagoas”.

“Isso é fruto do descaso do governo estadual para com a categoria. Trata-se de uma fuga anunciada, pois, a superlotação é uma situação recorrente em várias delegacias”, afirmou Josimar.

Ainda de acordo com o líder sindical, a fuga também é resultado da falta de condições de trabalho enfrentada pelos agentes de segurança.

“O policial não está apto a exercer a atividade de carcereiro. Custódia não é uma obrigação do policial civil. Isso é desvio de função, e temos denunciado esta situação frequentemente. Outro problema é saber que um colega pode ser responsabilizado pela fuga, após procedimento na Corregedoria. Mas o governo acha que tudo está bem. Esta é a valorização que o governo diz promover”, emendou o presidente do Sindpol, acrescentando temer que outras fugas venham a ser registradas em unidades do interior, já que os presos “são sabedores da fragilidade do sistema”.

 

*Com GazetaWeb

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