Para evitar conflitos, 600 detentos são transferidos no sistema prisional de AL

| Redação Rádio Sampaio


Transferência ocorre entre os presídios Cyridião Durval, Baldomero Cavalcanti e o Presídio de Segurança Máxima

Armas foram encontradas durante revista para transferência

Uma operação conjunta da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), transferiu internamente 600 reeducandos do sistema prisional de Alagoas, neste domingo (15). Com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) e os helicópteros Falcão 2 e Falcão 3, os presos foram transferidos para evitar confrontos.

De acordo com o secretário da Seris, tenente-coronel Marcos Sérgio, o serviço de inteligência detectou possíveis situações de conflito. “É uma medida proativa, para evitar confrontos como o do Rio Grande do Norte e garantir a segurança dos detentos, dos familiares e dos agentes penitenciários. Cerca de 300 profissionais estão envolvidos na operação”, explicou.

Os detentos foram redistribuídos entre os presídios Cyridião Durval, Baldomero Cavalcanti e Presídio de Segurança Máxima. O Grupo de escolta, remoção e intervenção tática (GERIT/COP) foi acionado para a revista dos detentos e o controle das transferências. Durante a ação, os agentes apreenderam armas caseiras.

 

 

Mortes na Casa de Custódia 

Após a morte de dois reeducandos na Casa de Custódia, o Cadeião, no último dia 12, o governador Renan Filho (PMDB) disse que a movimentação no sistema prisional de Alagoas está sendo acompanhada pela cúpula da Segurança Pública de Alagoas. Apesar de não ter ligação direta com o ocorrido, o secretário da Seris, informou que a decisão para transferir os presos foi uma preocupação do governador para evitar confrontos e assegurar a tranquilidade nas unidades.

Os corpos de Alexsandro Neves e de Jonathan Marques Tavares foram encontrados por agentes penitenciários durante trabalho de rotina nos módulos 1 e 2 da Casa de Custódia.

O delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), informou que as investigações apontam que Jonathan Marques Tavares foi morto pelo reeducando José Hildemar da Cruz Reis, conhecido como “Baiano”, que estava preso por homicídio na unidade penitenciária. O motivo seria desavenças que sugiram fora do sistema prisional envolvendo a namorada de Jonathan.

Já sobre a segunda vítima Alexsandro Neves Breno, que faleceu no módulo 2, ele disse que o inquérito está em fase de conclusão. Para o delegado Fábio Costa, o homicídio tem a possibilidade de estar ligado à guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

%d blogueiros gostam disto: