Em cumprimento a novos mandados de prisão expedidos pela 4ª Vara Criminal de Penedo, policiais civis prenderam um advogado, o filho de um juiz e um taxista, na segunda fase de uma operação deflagrada na cidade de Penedo, em Alagoas, e no estado do Rio Grande do Sul, na madrugada desta terça-feira (04), contra acusados de participar de um esquema que gerou prejuízo de R$ 400 mil a uma família que venceu ação judicial e teria direito ao recebimento da quantia relativa à causa.

O delegado regional do município ribeirinho, Gustavo Xavier, explicou que a Justiça de Penedo expediu cinco mandados de prisão preventiva, sendo cumpridos quatro deles, inclusive, contra o advogado criminalista João Carlos Renovatto, que já está detido em decorrência da primeira fase da operação.

O taxista Flávio Firmino da Silva, preso em Penedo, foi encaminhado para a Delegacia de Igreja Nova; o advogado João Paulo Duarte Pereira, também detido em Penedo, foi levado para o Presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió; já o filho do magistrado, identificado como Jairo Xavier Costa Júnior, foi preso na capital e foi conduzido para o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), no bairro de Mangabeiras. Todos foram autuados pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e furto mediante fraude.

Conforme explicou o delegado, as pessoas presas nesta fase integram a mesma organização criminosa. “De uma forma geral, os acusados ingressavam com ações cíveis criando partes que não existiam no processo com a falsificação de documentos, objetivando lesionar famílias que ganhavam as ações e deveriam receber o valor da causa. Ou seja, ao invés de o dinheiro seguir para a família, iria para a organização criminosa”.

O delegado disse, ainda, que outras pessoas podem ser presas em uma nova fase da operação. “Com certeza, a organização criminosa é formada por mais integrantes. Em breve, teremos mais novidades sobre o caso”.

PRIMEIRA FASE

Na primeira etapa da operação policial, deflagrada nos estados de Alagoas e do Rio Grande do Sul, três pessoas suspeitas de participar de um esquema que resultou no recebimento indevido da quantia de R$ 220 mil pagos pelo Judiciário foram presas.

O esquema havia sido descoberto depois que familiares da pessoa que deveria receber o valor da ação judicial e que morreu em 2001, no Rio Grande do Sul, obtiveram a informação de que o dinheiro já tinha sido pago.


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