Uma reunião para discutir os casos de suicídio entre policiais militares de Alagoas está marcada para esta semana, de acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ricardo Moraes.
A informação foi confirmada, neste domingo (12), após a confirmação da morte da soldado de 29 anos Layla Avelino, do 3º Batalhão de Polícia Militar, em Arapiraca.

O presidente explicou que durante este ano, a Comissão de Direitos Humanos recebeu denúncias em relação aos militares que tiraram a própria vida. Ele salientou que o caso será estudado junto à comissão e que uma reunião com o Secretário de Segurança Pública, o Coronel Lima Júnior será solicitada.

“Vou verificar todos os casos que chegaram e decidir que medidas serão tomadas. Tem tido outros casos que não estão sendo divulgados. É uma situação extremamente preocupante”, afirmou.

O presidente explicou que nem sempre os casos têm ligação direta com a atividade militar, mas que muitas vezes as condições de trabalho influenciam na saúde mental desses servidores. “Muitos contestam as condições e a escala de trabalho muito puxada”, disse.

Em nota, a Polícia Militar de Alagoas disse que a militar foi diagnosticada com depressão e que estava em tratamento. A soldado cometeu suicídio em sua própria residência, em Arapiraca.

Laysa ingressou na corporação em 2013 e integrou a Banda de Música, bem como prestou serviço no Policiamento Montado, ambos na Unidade Operacional do Agreste.


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