MP interdita prédios do INSS e investiga se havia desova de moradores de rua no local

O Ministério Público Estadual de Alagoas, por meio da comissão que acompanha a situação dos moradores de rua em Maceió, deflagrou nesta quarta-feira (24) uma operação visando descobrir se os prédios do INSS e Ari Pitombo, ambos localizados na Praça Palmares, servem de local para desova de cadáveres de pessoas em situação de rua, ponto de tráfico de drogas e de armazenamento de armas.

Após fazer uma varredura, o MPE confirmou a interdição dos prédios, que pertencem à União, e um relatório será enviado ao Ministério Público Federal (MPF).

João Urtiga/Alagoas 24 Horas

promotor José Antônio Malta Marquesrédio

De acordo com o presidente da comissão, José Antônio Malta Marques, a operação foi articulada porque denúncias chegaram ao MPE/AL dando conta que os prédios serviam para vários tipos de atividades ilícitas. “Fizemos uma varredura para encontrar vestígios que possam comprovar os homicídios de moradores de rua assassinados pelo tráfico”, disse.

O promotor disse ainda que há diferentes suspeitas que devem ser confirmadas ao fim da operação. “Os moradores de rua roubavam pequenos objetos para trocar por drogas ou pagar débitos juntos aos traficantes. Foi divulgada uma informação da Polícia Militar de que nesse período do ano foi intensificado o número de policiais no centro da cidade. Devido a esse aumento, os moradores de rua estariam tendo mais dificuldade para quitar as dívidas com os traficantes, e não podendo pagar, há suspeita de que os traficantes possam estar envolvidos nos assassinatos das pessoas de rua. Também é cogitada a possibilidade de ser uma briga entre moradores de rua e traficantes por drogas, o que também resulta no aumento de homicídios a moradores de rua”, completou.

Quando questionado sobre a limpeza do prédio, Marques confirmou que o processo será feito o mais rápido possível. “Irei me reunir para definir a data. Dependemos apenas de alguns detalhes como, por exemplo, o gerador de energia”, concluiu.

O vigilante do prédio do INSS, Cícero André, garantiu que apenas funcionários têm acesso ao prédio. “Não há movimento de moradores de rua ou traficantes por aqui. Apenas eu e às vezes algum outro funcionário que precisa pegar algum arquivo”, afirmou.


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