Após pedido da defesa do estudante de 14 anos que abriu fogo em sala de aula, a juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello determinou neste domingo (22) que o adolescente continue na cela de uma delegacia até que seja apresentado ao Juizado da Infância e Juventude, em Goiânia. O menino está apreendido desde que matou dois colegas e deixou outros quatro feridos.

Na última noite, a magistrada havia ordenado a internação provisória do menino por 45 dias com a transferência imediata a um centro de internação.

A decisão por esperar para mudar o menino de local foi tomada após um requerimento proposto pela advogada dos pais do adolescente, Rosângela Magalhães. A defesa alegou que a família teme pela vida do menino se ele for levado ao Centro de Internação Provisória de Goiânia.

“O centro de internação daqui não é seguro por conta da repercussão do caso, por conta dos pais serem militares, e o pai já coordenou a segurança do batalhão do sistema prisional, o que traz mais insegurança para a vida do menino”, explicou a advogada ao G1.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) informou que não possui mais detalhes sobre o parecer da magistrada porque o caso corre em segredo de Justiça. O adolescente deve passar por audiência na segunda-feira (23).

“Falando com o juiz que julgará o caso, vamos buscar uma solução para a internação de 45 dias para que fique em um local sigiloso e seguro”, espera a advogada.

O crime aconteceu no fim da manhã de sexta-feira (20), no Conjunto Riviera. Além das mortes de João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos, outros quatros alunos, da mesma sala, foram baleados. Um deles recebeu alta neste domingo e já se recupera em casa, mas outros três continuam internados.

O que se sabe até agora:

Veja a sequência dos fatos:

Colegas relatam que ouviram um barulho

Em seguida, os alunos viram o adolescente tirando a arma da mochila e atirando

Alunos correram para fora da sala de aula

O aluno descarregou um cartucho, carregou o segundo e deu um tiro, mas foi convencido pela coordenadora a travar a arma

Estudante foi levado para a biblioteca até a chegada dos policiais


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