Raíssa França

Após a decisão de aquartelamento dos representantes das associações militares de Alagoas, o governador Renan Filho (MDB) disse na manhã desta quinta-feira (12) que está aberto ao diálogo e que encara com naturalidade a reinvindicação do reajuste que a categoria cobra.

 

Sobre o aquartelamento que vai se iniciar nesta sexta-feira (13), a partir das 19h, Renan disse que não é necessária uma radicalização, mas que entende que faz parte de um processo democrático.

 

Conforme Renan, o Governo prioriza a segurança e por causa do investimento feito, a segurança em Alagoas é um exemplo para o Brasil.

 

“Demos um aumento de 35% aos policiais e bombeiros, promovemos policiais na maior escala já vista em Alagoas”, informou o chefe do Executivo.

 

Na tarde de ontem (11), representantes das associações militares de Alagoas reuniram-se na frente do palácio República dos Palmares, sede do Governo, para reivindicar  o reajuste salarial da categoria. “Caso não haja nenhum avanço nas negociações junto ao Governo, acontecerá o aquartelamento na sexta-feira”, confirmou  o cabo Wellington,  presidente da associação de Cabos e Soldados.

Segundo Wellington a “categoria está em negociação com o Governo há mais de um ano e o que vimos foi a concessão de aumento para a Polícia Civil, agentes penitenciários e delegados, então queremos a equiparação do salário do coronel com os dos delegados e o escalonamento até os soldados”, afirmou o presidente da associação.

Após a mobilização a categoria seguiu em caminhada pelas ruas do Centro até a sede do Quartel Geral para uma reunião com a finalidade de deliberar sobre a proposta de aumento de 3,8%, a partir de 2019. “Caso não seja aceita ficaremos em frente ao palácio por tempo indeterminado, porém a Operação Padrão será seguida em todas as corporações”, concluiu o Cabo Wellington.


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