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Celulares pré-pagos de AL e 16 estados devem ser recadastrados até segunda

Titulares de linha telefônica pré-paga em 17 estados têm até a próxima segunda-feira (18) para recadastrar e atualizar seus dados, sob risco de ficarem com o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviços de telefonia celular pré-paga.

A exigência vale para os moradores dos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo. Os demais estados e o Distrito Federal já concluíram essa etapa de recadastramento.

Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas prestadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago.

Segundo a agência reguladora, o objetivo da iniciativa é assegurar uma base cadastral correta e atualizada, para evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, ampliar a segurança dos consumidores.

Recadastramento

Os usuários de pacotes pré-pagos serão acionados pelas operadoras por canais como mensagem de texto, ligações ou pop ups em sites. O procedimento é aplicado apenas aos usuários com pendências cadastrais. As operadoras também disponibilizaram canais de atendimento para fornecer mais informações sobre o recadastramento, como páginas específicas nos sites e números.

Pessoas que tiverem a linha pré-paga bloqueada poderão atualizar os dados cadastrais junto à sua prestadora por meio dos canais de atendimento disponíveis, como call center e espaço reservado ao consumidor na internet. Nesse contato, devem ser informados o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário informar o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro.

Para evitar fraudes, os usuários podem confirmar se o SMS de solicitação de recadastramento recebido foi, de fato, encaminhado pela prestadora contratada.

*    Com Agência Brasil

Carteira de Trabalho Digital já pode ser utilizada em Alagoas

Carteira de trabalho digital — Foto: Divulgação

Os alagoanos já podem ter acesso à Carteira de Trabalho Digital. A versão on-line do documento pode substituir a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), mas não serve como documento de identificação.

Para ter acesso ao novo serviço, é preciso entrar no site do Ministério do Trabalho e Emprego para fazer um cadastro e depois baixar o aplicativo CTPS Digital (disponível para iOS e Android). Após o login, será possível ter em mãos dados de qualificação civil e informações da vida laboral, sem necessidade de apresentação do documento físico.

“Alguns serviços já são totalmente digitais hoje em dia. Com os avanços tecnológicos, não é mais sustentável investir um recurso significativo para a impressão de documentos que podem ser passados para o digital. Para o cidadão, os ganhos também são muitos, já que a nova versão da CTPS é mais acessível, segura, econômica e ágil”, explica o superintendente Regional do Trabalho em Alagoas, Victor Cavalcante.

Para o secretário do Trabalho e Emprego de Alagoas, Arthur Albuquerque, além de trazer mais economia e celeridade para os alagoanos, também aumenta a praticidade na relação do empregado com a empresa.

“A versão digital da Carteira de Trabalho vem para facilitar todo o processo de formalização dos trabalhadores alagoanos, o que dialoga muito com o que o Governo de Alagoas já vem fazendo na área. Temos atuado bastante em prol da simplificação na prestação dos serviços relacionados ao ambiente de negócios e o intuito é que o os cidadãos tenham pela frente um caminho cada vez mais simplificado, ágil e transparente nesse contexto”, afirma o secretário.

*  Com G1


Equatorial Energia Alagoas lança atendimento pelo WhatsApp

A partir desta quarta-feira (06), os clientes da Equatorial Energia Alagoas contam com uma opção mais cômoda e moderna de atendimento com o lançamento da inteligência artificial, a assistente virtual Clara. A nova ferramenta permitirá que os alagoanos registrem ocorrências de falta de energia por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Para ter acesso a esse novo canal de atendimento, é necessário salvar o telefone (82) 2126-9200 na agenda do celular.

Para o cliente comunicar uma ocorrência, basta enviar uma mensagem de texto para a Clara. É preciso informar CPF, CNPJ ou o código da unidade consumidora para que seja dado encaminhamento ao atendimento. Inicialmente, está disponível via Whatsapp apenas o registro de falta de energia, mas com o aperfeiçoamento e aprendizado da ferramenta, ao longo dos próximos meses, serão ofertados outros serviços como: segunda via de conta, religação, consulta de débitos e código de barras para pagamento.

Para o presidente da Equatorial Energia Alagoas, Humberto Soares, o lançamento da inteligência artificial Clara é uma evidência dos investimentos em tecnologia que o Grupo Equatorial busca oferecer aos seus clientes. “Pesquisas apontam que mais de 77 milhões de brasileiros utilizam o aplicativo diariamente, e por isso ele foi escolhido, dada a familiaridade. Essa nova ferramenta de atendimento é mais um meio que a empresa tem de estar mais próxima da população, oferecendo mais comodidade e um atendimento rápido, simples e sem entraves, 24 horas, 7 dias por semana. Esta é a primeira de muitas outras iniciativas que ainda serão lançadas e que fazem parte do processo de Transformação Digital no atendimento ao cliente do Grupo Equatorial”, enfatizou Soares.

A inteligência artificial Clara também realizará atendimento pela Central de Telefônica 0800 082 0196, ajudando os clientes a solucionar as demandas sem a necessidade de esperar na fila para ser atendido. Desde o começo do ano, já é utilizada pelos clientes da Equatorial Energia Maranhão. Recentemente foi lançada no Piauí e tem se mostrado uma excelente alternativa de comunicação da população com as distribuidoras.

Um grande diferencial, segundo o Gerente de Digital e Inovação do Grupo Equatorial Energia, Marcelo Augusto, é que “este processo de transformação já nasceu alinhado com as tendências das melhores empresas do mercado e tem a missão de entender o que os nossos clientes querem, o que eles precisam e, a partir daí, propormos soluções e inovações utilizando ferramentas como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Robôs, Big Data, Automação, dentre outras já muito utilizadas no segmento bancário e varejista, por exemplo”.

Além do novo canal de comunicação pelo Whatsapp, os clientes da Equatorial também contam com atendimento presencial disponível nos 102 municípios do estado, por telefone através da Central de Atendimento no número 0800 082 0196 e por meio do site www.equatorialalagoas.com.br.

 

 

 

*   Com Diário Arapiraca


Linhas pré-pagas de 17 estados devem ser recadastradas até dia 18

As pessoas com linha telefônica pré-paga em 17 estados têm até o dia 18 de novembro para fazerem um recadastramento e atualizarem seus dados, sob risco de ficarem com o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviço de telefonia celular pré-paga.

A exigência vale para os moradores de cidades dos seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e São Paulo. Esta é a terceira e última fase do recadastramento, que iniciou em 2 de setembro.

Antes dela, residentes das demais Unidades da Federação também entraram na obrigação do recadastramento. O processo ocorreu até o dia 15 de outubro nos seguintes estados: Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina.

Os usuários de pacotes pré-pagos serão acionados pelas operadoras por canais como mensagem de texto, ligações ou pop ups em sites. O procedimento é aplicado apenas aos usuários com pendências cadastrais. As operadoras também disponibilizaram canais de atendimento para fornecer mais informações sobre o recadastramento, como páginas específicas nos sites e números, conforme dados da Anatel.

 

Claro 1052
Tim *144
Vivo *8486
Oi *144
Algar 1055
Sercomtel 1051

 

Após a conclusão do recadastramento, as informações serão reunidas em um site, a ser disponibilizado em janeiro do ano que vem pela Anatel. Os cidadãos poderão consultar as linhas ativas a partir do seu registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para identificar se aquelas listadas estão corretas. Segundo a Agência, assim será possível identificar eventuais fraudes.

*  Agência Brasil

Internet completa 50 anos cercada de polêmicas

Internet completa 50 anos cercada de polêmicas

A cada minuto, 188 milhões de e-mails são enviados, 41 milhões de mensagens de textos são trocadas pelo WhatsApp e FB Messenger, 4,5 milhões de vídeos são vistos no YouTube, 3,8 milhões de buscas são realizadas no Google, 2 milhões de snaps são publicados, 1,4 milhão de perfis são vistos no Tinder, 1 milhão de pessoas se conectam ao Facebook, 390 mil aplicativos são baixados de lojas como Play Store e App Store (Apple) e 87,5 mil pessoas tuítam.

Cerca de 57% da população mundial está conectada, um total de 4,3 bilhões de pessoas, e 45% dos habitantes do planeta usam redes sociais, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, conforme o relatório Digital 2019, da empresa We Are Social. Somente o Facebook tem 2,4 bilhões de usuários, enquanto o Google chega a 2,4 bilhões de internautas com o sistema operacional Android e a 2 bilhões com sua plataforma de vídeo YouTube.

Esse cenário é resultado de uma história que completou 50 anos na semana passada. No dia 29 de outubro de 1969, um pacote de dados foi transmitido entre computadores de duas universidades diferentes na Califórnia, Estados Unidos. A inovação foi produto de pesquisas feitas por acadêmicos sob os auspícios de uma agência militar do governo daquele país, que criou uma rede denominada Arpanet. Anos depois, em 1973, Vinton Cerf e Robert Khan criaram o protocolo TCP/IP, que seria a base do transporte de informações na rede.

A década de 1980 marcou a introdução de diversas tecnologias fundamentais relacionada à internet no mercado. Foi a fase de difusão de computadores pessoais e portáteis, de roteadores que permitiam a conexão entre diferentes redes e de telefones celulares, que nas décadas seguintes seriam terminais essenciais para a difusão da rede.

Os anos 1990 consolidaram a internet como se conhece. Em 1991, o centro de pesquisas Cern desenvolveu o modelo da World Wide Web (Rede Mundial de Computadores), calcado no protocolo de transferência de hipertexto (HTTP), a linguagem de marcação de hipertextos (HTML) e na organização de conteúdos em páginas, visíveis por meio de um programa chamado de navegador e acessível por um endereço.

Durante a década, a internet passou a se expandir em diversos países, ganhando diferentes modalidades de conteúdos, bens e serviços, inclusive o comércio eletrônico. Na primeira fase, a relação com os usuários se dá fundamentalmente no acesso a textos, imagens e vídeos em sites. Em 1996, começa a funcionar o serviço de voz sobre IP, permitindo chamadas de voz por outro meio que não telefones fixos ou móveis. Em 1998, é lançado o mecanismo de busca Google.

Internet completa 50 anos cercada de polêmicas

Na década seguinte, outros tipos de serviços de informação e comunicação ganhariam popularidade. É o caso das redes sociais, com o Friendster, em 2002, o Linkedin, em 2003, e o Facebook, em 2004. No ano seguinte, o audiovisual online ganha impulso com a criação do YouTube, que viria a se tornar a maior plataforma de publicação e consumo de vídeos do planeta. A facilidade de publicação de conteúdo e a participação em redes sociais e fóruns motivou a ideia de uma web 2.0, marcada pela participação e pelo caráter social.

A década de 2010 trouxe a difusão global da internet, a ampliação da sua base de usuários e a consolidação desses grandes agentes, alcançando bilhões de pessoas. O smartphone torna-se o equipamento eletrônico mais difundido do mundo e puxa a expansão e novas formas de conectividade ininterrupta e ubíqua, bem como o acesso a serviços não mais por sites, mas por aplicativos, ou Apps.

Também foi na década atual que diversos problemas eclodiram e puseram em questão a situação da internet. Um dos marcos foram as denúncias do ex-trabalhador da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden sobre a existência de práticas de espionagem em grande escala por alguns governos, entre os quais o do seu país, em colaboração com grandes empresas de tecnologia. Em 2017, veio à tona o escândalo da empresa de marketing digital Cambridge Analytica, suspeita de ter usado dados de quase 100 milhões de usuários para influenciar processos políticos, como as eleições nos Estados Unidos e o referendo do Brexit em 2016, além de pleitos em diversos outros países.

O conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e responsável pela primeira conexão TCP/IP no país, Demi Getschko, diz que é preciso separar a internet como estrutura tecnológica das atividades realizadas sobre esta. Os problemas de abuso na exploração de dados e excessos envolvendo o debate público online não estariam relacionados à internet, mas ao que é realizado a partir dela.

“Uma coisa é ter uma estrutura em que, sem fronteiras físicas, sem permissão, nada além da adesão voluntária, consegue montar um tecido mundial, que é o que foi conseguido com a internet. Dentre diversas opções que existiam nas décadas de 1970 e 1980, a internet foi bem-sucedida. Pessoal envolvido teve mente aberta e estrutura sólida, e não voltada a nada fechado. Não tem centro de controle. Ela foi construída com esse propósito”, observa.

Na opinião da coordenadora de Políticas para América Latina da organização Internacional Eletronic Frontier Foundation, Veridiana Alimonti, se, por um lado, a rede mundial proporcionou novas formas de produção e difusão de conhecimento, permitindo a expressão de narrativas sem espaço nos meios de comunicação tradicionais, por outro, também abriu espaço para práticas prejudiciais.

“De fato, passamos de um momento de euforia com a internet e as tecnologias digitais de informação e comunicação para uma compreensão mais crítica de que elas também podem servir para a potencialização da discriminação, de grandes assimetrias de poder e da vigilância sobre cada detalhe das nossas vidas”, ressalta.

Para o coordenador de Políticas Públicas para América Latina da entidade internacional Accessnow, Javier Pallero, os problemas que ganharam visibilidade nos últimos anos estão relacionados à ampliação da presença de pessoas no ambiente virtual. A internet deixou de ser um espaço apenas ocupado por usuários mais ricos ou por elites universitárias para se transformar em um cenário mais próximo da sociedade, refletindo também conflitos e comportamentos problemáticos.

As empresas de redes sociais, acrescenta Pallero, calcaram seus negócios nessa nova lógica de circulação de conteúdos, favorecendo o que gerasse mais engajamento. “Por causa das fraquezas humanas, há uma atenção para coisas como notícias falsas e sensacionalismo, além do fato de as pessoas quererem ser notadas. As companhias de redes sociais tiraram vantagens dessas limitações culturais e educacionais, talvez propositalmente.”.

O professor da Universidade Federal do ABC e integrante do CGI.br Sérgio Amadeu identifica nesse processo o que chama de três crises atuais da internet. A primeira envolve o caráter distribuído da rede, que não necessariamente é democrático e pode ser usado para disseminar vigilância e comportamentos autoritários. A segunda crise está relacionada com o livre fluxo de dados, capturado por grandes corporações e controlado muitas vezes fora da capacidade de fiscalização e regulação dos Estados nacionais.

A terceira crise abarca o modelo de participação, que, ao dar espaço para um contingente maior, incluiu usuários contrários às liberdades e direitos de participação política. “Pensamos que, pelo fato de a internet permitir participação ampla, as pessoas defenderiam a liberdade de participação. Mas vários grupos neofascistas e autoritários usam a rede para destruir o ideal de participação”, diz Amadeu.

Futuro

Segundo o criador do protocolo TCP/IP e hoje vice-presidente de “evangelização da internet” do Google, Vint Cerf, a rede mundial de computadores caminha para ser “totalmente natural”, utilizada pelos indivíduos sem pensar nela. Cerf diz acreditar que haverá melhora geral tanto nos índices de conectividade quanto nas velocidades, com ampliação do 5G e das redes de fibra ótica.

“Bilhões de aparelhos conectados em rede terão capacidade ainda maior de interatividade para voz, gestos e sistemas de inteligência artificial. Vejo também a expansão da internet interplanetária – quem sabe? Uma coisa é certa: depois de todas as conquistas dos últimos 50 anos, as possibilidades são infinitas”, afirmou, em texto publicado em blog no Google.

Demi Getschko vai em sentido similar e considera que a “naturalização da internet” tende a seguir dinâmica semelhante à da eletricidade, tornando-se tão presente que fique quase imperceptível. No tocante a tentativas de regulação por governos diante dos problemas no ambiente virtual, que vêm se multiplicando nos últimos anos, o conselheiro do CGI lembra que há dificuldades em razão do caráter “sem fronteiras” da rede.

“A internet não tem um país, mas comunidades. É preciso que ver formas de combater ilícitos, que nem sempre são os mesmos nas legislações. Estamos em uma situação em que muitos paradigmas mudam. Temos tendência de ficar muito ansiosos e de tentar remendar. A internet é uma peneira de infinitos furos”, pondera.

Já o professor Sérgio Amadeu destaca que as respostas às crises da internet dependem de medidas concretas, como regular as grandes plataformas digitais. “Não dá para aceitar que elas atuem da forma como atuam, muitas vezes censurando conteúdos do nosso país. E corporações não vão abandonar sua lucratividade. Além da regulação, é preciso esta batalha pela ética, por termos de conduta a partir de debates amplos na sociedade”, defende.

Javier Pallero acredita que o Estado tem papel central, por ser o único com poder de garantir o respeito a direitos humanos no ambiente virtual. Ele ressalta que aí há uma responsabilidade de governos democráticos em fortalecer as práticas democráticas na rede, assegurando regras transparentes e justas e não contribuindo para práticas como a censura de conteúdos.

Outra dimensão, acrescenta Pallero, é qualificar a formação do cidadão para “ser um pensador crítico da internet em um mundo dirigido pela tecnologia e com uma grande dependência disso”.

 

*    Com Agência Brasil


Golpe do falso empréstimo no WhatsApp aumenta 194% em 2019

Segundo informações do site Reclame Aqui em conjunto com a Noverde, empresa especializada em crédito online para as classes C e D, o golpe do falso empréstimo no WhatsApp aumentou 194% nos últimos três anos. Considerando apenas os períodos entre janeiro e setembro, foram 232 casos em 2017, 519 em 2018 e 683 em 2019.

Nos nove primeiros meses deste ano foi registrado um crescimento de 31,5% em comparação ao mesmo período de 2018. A modalidade do golpe ainda não possui uma divisão específica no Sistema Digital de Ocorrências da Polícia Civil de São Paulo para o relato deste tipo de crime.

Se antes eram usados apenas nomes de bancos conhecidos, hoje os criminosos utilizam nomes de fintechs (empresas de tecnologia que prestam serviços financeiros) como isca.

A diretora de riscos da Noverde, Débora Cipolli, afirma que já existe um consenso no mercado de que esse tipo de abordagem está crescendo cada vez mais, o que requer maior atenção por parte das empresas que oferecem esse tipo de serviço, assim como da população.

A especialista traça o roteiro de como ocorre o golpe. “O caminho é sempre o mesmo: a pessoa recebe no WhatsApp uma mensagem se fazendo passar por uma fintech informando que há um limite de crédito pré-aprovado disponível. Contudo, é exigido que se faça um depósito antecipado. Já é um claro sinal de tentativa de golpe”, esclarece a diretora de riscos.

Outras estratégias

Outro conhecido golpe dentro do aplicativo de mensagens envolve o roubo da conta do usuário. Leticia Marques, advogada especialista em Direito Civil, conta que uma modalidade cada vez mais utilizada é a que os criminosos se utilizam de redes sociais e de um procedimento padrão de confirmação, via mensagens SMS de verificação por meio de código.

“Imagine a seguinte situação: você anuncia algum produto em uma determinada plataforma de comércio online, uma pessoa entra em contato identificando-se como funcionária da plataforma e informa que você necessita compartilhar o código de confirmação da publicação do anúncio, através de um SMS”, conta.

Ela explica que, como usuário acabou de realizar aquele anúncio e acredita que se trata de um funcionário de uma dessas plataformas, ele informa o código de verificação que aparece na tela do celular.

“No entanto, o que você não sabe é que o interlocutor se trata de um criminoso e que o código de verificação era o número de autenticação exigido pelo WhatsApp para concluir a configuração do perfil em outro aparelho celular”, relata.

“Desse modo, os criminosos se passam por você com acesso ao seu WhatsApp e à sua agenda de contatos em outro aparelho celular. É com essas informações em mãos, que eles inventam histórias e pedem dinheiro emprestado à sua família, amigos e conhecidos, que podem acabar caindo no golpe e realizando depósito ou transferência bancária”, comenta.

Uma das pessoas que caiu num golpe similar é o estagiário e estudante Tiago Tiezzi, de 21 anos. Ele conta que começou a receber ligações de uma pessoa que se passava por um funcionário da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

“Eu tinha acabado de me mudar de Ribeirão Preto para São Paulo e, segundo eles, meu celular não tinha uma atualização que já tinha sido feita em São Paulo, mas não em Ribeirão. Eu perguntei o que era essa atualização e eles falaram que eu tinha que desligar o celular por meia hora. Eu respondi que não, não dava. Fiquei apreensivo, disse que não ia desligar”, conta o estudante.

Ele relata que os criminosos ligaram diversas vezes, e, pela insistência, decidiu fazer a suposta atualização. “Só que nessa hora, eles me mandaram uma mensagem pelo WhatsApp, que era do próprio aplicativo, só que eu nem li direito, no cansaço ali eu nem liguei. E aí eles falaram ‘só me fala o código que aparecer aí, que a gente está mandando’. Eu fui no automático, li o código e falei. Só que era o código de acesso remoto. Desliguei meu celular, como eles haviam me orientado, e fiquei em casa jogando videogame.”

“Eu só fui perceber que se tratava de um golpe quando tocou o interfone do meu apartamento. Nesse meio tempo eu fiquei uns 10, 15 minutos de bobeira, e aí tocou o interfone. Era o porteiro. Ele me disse que umas 10 pessoas tinham ligado na portaria perguntando de mim. Na hora que eu desliguei o interfone tocou minha campainha. Era minha vizinha, que é uma garota de Ribeirão também. Minha mãe tinha entrado em contato com ela porque os caras do golpe estavam mandando mensagem pedindo dinheiro para toda a minha família, para os meus amigos em grupo, etc”, descreve.

Tiezzi viu que seu WhatsApp estava fora do ar quando ligou o telefone. Ele conta que as pessoas só não transferiram dinheiro para os criminosos pois, por serem próximas à ele, perceberam que o jeito dos bandidos falarem era diferente do dele, com erros de português, etc. “Além disso, eles passaram uma conta da Caixa. Como eles pediram para todo mundo que tinha o meu sobrenome — eu acho que eles focaram na minha família — meus parentes perceberam na hora que não era eu porque todo mundo da minha família só usa Bradesco”, explica.

Letícia afirma que, caso seja vítima desse golpe, o usuário deve imediatamente entrar em contato com o WhatsApp para informar que alguém está utilizando sua conta. “Já se algum contato seu realizar o depósito, deve lavrar um boletim de ocorrência e posteriormente ajuizar ação em face do próprio WhatsApp a fim de obter o IP (internet protocol), que é o endereço digital atribuído ao determinado dispositivo conectado a uma rede de computadores, de modo que possa ser feita eventual investigação e localização do criminoso”, disse.

“O mais recomendável, para evitar dor de cabeça, é não agir de modo automático e, caso alguém entre em contato se identificando como funcionário de uma plataforma, abrir a mensagem de verificação e confirmar se é da plataforma ou do próprio WhatsApp. O ideal é nunca compartilhar esse tipo de informação confidencial com ninguém. Todo cuidado é pouco com os golpes em ambientes virtuais”, completa a especialista.

 

 

 

 

*      Com R7


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