82 99641-3231

Aécio diz que é ‘vítima de armação’ e que não ganhou dinheiro com política

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou um vídeo nesta terça-feira (23), por meio da assessoria de imprensa, no qual diz que é “vítima de uma armação” e que não ganhou dinheiro com a carreira política.

Esta foi a primeira declaração de Aécio após a divulgação da delação premiada de executivos do Grupo JBS. Antes do vídeo, Aécio só havia se manifestado por meio de notas de advogados e da própria assessoria.

Na delação, o empresário Joesley Batista – um dos donos do frigorífico JBS -, entregou uma gravação de 30 minutos na qual o senador e então presidente nacional do PSDB pede R$ 2 milhões para, supostamente, pagar a defesa dele na Operação Lava Jato.

Após a divulgação da delação, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato, afastou Aécio do mandato de senador a pedido do Ministério Público Federal. O MPF chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal a prisão de Aécio, mas Fachin rejeitou o pedido.

“Essa armação me tornou, hoje, alvos de acusações e de suspeitas e levou a medidas injustificáveis, como a prisão de meus familiares, que não cometeram nenhum ato ilícito”, afirmou.

“Há cerca de dois meses, eu pedi à minha irmã, Andrea, que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos, herança de seu ex-marido e que havia sido colocado à venda. Com parte desses recursos eu poderia pagar a minha defesa em inquéritos que, tenho certeza, serão arquivados. E fiz isso porque não tinha dinheiro. Não fiz dinheiro na vida pública”, justificou o senador afastado no vídeo divulgado.

Além disso, Aécio Neves afirmou que sua irmã, Andrea Neves, e primo, Frederico Pacheco, não cometeram “crime algum”. Os dois foram presos na Operação Patmos, deflagrada após as revelações feitas pelos executivos da JBS.

O tucano também afirmou no vídeo que cometeu três erros. Um deles, segundo Aécio, foi permitir que sua irmã se encontrasse com um “cidadão cujo caráter, agora, todo o Brasil conhece”.

Outro erro, segundo o parlamentar afastado, foi ter dito palavrões em conversas particulares gravadas pelo delator.

O terceiro erro, de acordo com Aécio, foi ter se deixado “enganar numa trama montada por um criminoso”.

Nesta terça, a defesa de Aécio entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão do ministro Edson Fachin que o afastou das atividades parlamentares.

Em entrevista a jornalistas, mais cedo nesta terça, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que o Senado seguirá cumprindo a decisão do magistrado sobre o afastamento de Aécio.

Ainda no vídeo divulgado, Aécio diz que os irmãos Batista “zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram”.

“Nessa história, os criminosos não são eu, nem meus familiares. Os criminosos são aqueles que se enriqueceram às custas do dinheiro público e que agora, nesse instante, lá no exterior, zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram. Eles, sim, têm que voltar ao Brasil e responder à Justiça pelos muitos crimes que cometeram”, concluiu o tucano.

Vídeo

Veja a íntegra da fala de Aécio no vídeo divulgado nesta terça:

Quero me dirigir hoje a cada cidadão brasileiro, de coração aberto. Eu devo isso a vocês. Mas quero me dirigir em especial a você que acompanhou e confia nos meus 30 anos de vida pública, exercida sempre com dignidade, com honradez, em que sempre respeitei cada voto que recebi.

Nos últimos dias, e vocês podem imaginar, minha vida virou pelo avesso. Eu fui vítima de uma armação conduzida por réus confessos que só tinham um objetivo: livrar-se dos gravíssimos crimes de que são acusados, mesmo que para isso tentassem implicar pessoas de bem. Essa armação me tornou hoje alvo de acusações e de suspeitas e levou a medidas injustificáveis, como a prisão de meus familiares que não cometeram, reafirmo aqui, nenhum ato ilícito.

O fato verdadeiro de tudo isso é apenas um, e devo a vocês essa explicação. Há cerca de dois meses, pedi a minha irmã Andrea que procurasse o senhor Joesley e oferecesse a ele a compra de um apartamento onde minha mãe vive há mais de 30 anos, herança de seu ex-marido, e que havia sido colocado à venda. Com parte desses recursos, eu poderia então pagar as despesas com a minha defesa em inquéritos que, tenho certeza, serão arquivados. Fiz isso porque não tinha dinheiro. Não fiz dinheiro na vida pública.

A partir daí, esse cidadão armou uma encenação e ofereceu um outro caminho. Um empréstimo de R$ 2 milhões, que era o que nós calculávamos teríamos que gastar o longo dos próximos anos. Esse dinheiro, é claro, seria regularizado através de um contrato de mútuo, até para que meus advogados pudessem ser corretamente pagos. Mas como ficou claro, depois de tudo o que assistimos, esta nunca foi a intenção do criminoso.

Na verdade, o que ele queria era criar uma falsa situação que transformasse uma operação entre privados, que não envolveu dinheiro público, que não envolveu qualquer contrapartida, em um ato de aparência ilegal.

Esses são os fatos. Esta é a única verdade. E reafirmo aqui de forma definitiva: não cometi qualquer crime. Minha irmã Andrea não cometeu crime algum. Frederico, meu primo, não cometeu crime algum. São pessoas de bem e que sofrem hoje com a injustiça das sanções que lhes foram impostas.

Mas eu tenho que admitir que eu errei. Errei e isso me corrói as vísceras. Em primeiro lugar, por ter permitido que minha irmã se encontrasse com um cidadão cujo caráter, agora, todo o Brasil conhece.

Errei ao utilizar, mesmo numa conversa particular, um vocabulário que não costumo usar e por isso eu peço desculpas. Mas o meu maior erro foi deixar me enganar numa trama montada por um criminoso.

Nessa história, os criminosos não sou eu, nem meus familiares. Os criminosos são aqueles que se enriqueceram às custas do dinheiro público e que agora, nesse instante, lá no exterior, zombam dos brasileiros com os inacreditáveis benefícios que obtiveram. Eles, sim, têm que voltar ao Brasil e responder à Justiça pelos muitos crimes que cometeram.

Da minha parte, com absoluto respeito à legislação, dedicarei cada minuto a provar a inocência de minha irmã e de meu primo para que possam se ver livres das graves e injustas medidas de que foram vítimas.

Por outro lado, lutarei para restabelecer a integralidade do meu mandato, em respeito aos mais de 7 milhões de mineiros que me trouxeram ao Senado.

E, por fim, e acima de tudo, eu não descansarei até resgatar o único patrimônio que acumulei ao longo de mais de 30 anos de vida pública: a minha honra e a minha dignidade. Eu tenho a convicção que ao final de tudo isso, a verdade prevalecerá.

Muito obrigado.


Justiça mantém bloqueio de bens do senador Benedito Lira

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso do senador alagoano Benedito de Lira e manteve a indisponibilidade de seus bens.

Lira é investigado pela Lava-Jato sob acusação de receber  R$ 2,6 milhões de Alberto Youssef.

O dinheiro teria sido usado para pagamento de despesas com a campanha eleitoral em 2010.

A ação por improbidade administrativa é movida pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Trata-se de um desdobramento cível dos crimes investigados na Lava Jato.

 

 

Fonte: Radar On Line


Polícia Federal cumpre mandados de prisão contra 2 ex-governadores do DF

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (23) mandados de prisão contra ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli.

A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. No início, o orçamento para a construção do estádio previa um custo de R$ 600 milhões. Ao fim, em 2014, as obras custaram R$ 1,575 bilhão. De acordo com as investigações, o superfaturamento chega a quase R$ 900 milhões.

O advogado de Arruda, Paulo Emílio, afirmou ao G1 que ainda está “tomando pé das circunstâncias”, mas que vai tentar a revogação antecipada do pedido de prisão temporária ou, ao menos, que ele não seja revogado. Segundo Emílio, o mandado é para prisão temporária, com prazo inicial de cinco dias. Ele informou que está indo ao encontro do ex-governador e, em seguida, à Superintendência da PF para “entender as razões de pedido de prisão”.

O G1 tentou contato com o advogado do ex-governador Agnelo Queiroz, mas não obteve respostas até o momento da publicação desta reportagem. A defesa do ex-vice governador Tadeu Filippeli, afirmou que “preferia não se pronunciar por enquanto”.

Na operação desta manhã, cerca de 80 policiais foram divididos em 16 equipes e devem ser cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 3 de conduções coercitivas e 15 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais partiram da 10ª Vara da Justiça do DF e as ações ocorrem em Brasília.

Além dos políticos, a operação desta terça tem como alvo agentes públicos, construtoras e operadores das propinas que atuaram na época. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham simulado etapas da licitação. O Mané Garrincha não recebeu financiamento do BNDES, mas da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que não tinha este tipo de operação prevista entre suas atividades.

Agnelo, que foi governador do DF de 2011 a 2015, foi condenado a ficar inelegível por oito anos em 2016. O Tribunal Regional Eleitoral entendeu que ele e seu vice, Filippeli, usaram a publicidade do governo para se favorecer a campanha de 2014.Em fevereiro passado, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a punição ao ex-governador, mas absolveu o ex-vice.


Janot recorre e pede que STF decrete prisão de Aécio Neves e Rocha Loures

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recorreu da decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que negou a prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Janot pede que o ministro reconsidere a decisão ou leve com urgência o caso para o plenário, com intuito de que os 11 ministros da Corte analisem a possibilidade de prisão dos parlamentares. Os dois já foram afastados do mandato por Fachin na última quinta-feira, 18, quando foi deflagrada a Operação Patmos, com base nas revelações de empresários do grupo J&F em delação premiada.

Segundo Janot, a prisão preventiva é “imprescindível” para garantia da ordem pública e instrução criminal, diante de fatos gravíssimos que teriam sido cometidos pelos parlamentares. Aécio e Rocha Loures foram gravados por Joesley Batista em negociação de pagamento de propina pelo empresário. Depois, ambos foram alvo de ações controladas pela PGR. Um interlocutor de Aécio e o próprio Rocha Loures aparecem nas filmagens recebendo dinheiro em espécie.

Ao pedir a prisão dos parlamentares a Fachin, Janot apontou que a situação era “excepcional”: “No tocante às situações expostas neste recurso, a solução não há de ser diversa: a excepcionalidade dos fatos impõe medidas também excepcionais”.

Janot argumenta no recurso encaminhado ao STF que as gravações ambientais e interceptações telefônicas demonstram que Aécio e Loures “vêm adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”. De acordo com a PGR, a prisão só não foi decretada no momento do flagrante do pagamento de propina para que os investigadores pudessem coletar provas ainda mais robustas contra os congressistas.

“Nesse sentido é importante destacar que a ação controlada requerida no bojo da Ação Cautelar 4315 não objetivou apenas monitorar o pagamento da propina destinada ao senador Aécio Neves, mas também os repasses de valores espúrios ajustados entre Joesley Batista, o presidente da República, Michel Temer, e o deputado Rodrigo Loures”, afirma Janot. Devido à influência e poder dos dois parlamentares, Janot considera que a liberdade dos dois pode gerar “uso espúrio do poder política” e “manter encontros indevidos em lugares inadequados”.

Ao determinar o afastamento de Aécio e Rocha Loures do mandato, sem autorizar a prisão, Fachin já havia indicado que eventual recurso seria encaminhado ao plenário do STF.

O Supremo já prendeu um congressista no exercício do mandato em decisão unânime da 2ª Turma do Tribunal, que decretou prisão do senador cassado Delcídio Amaral


‘Mandaria prender’ quem me procurasse para falar de propina, diz Renan Calheiros

“Ele ou qualquer outro delator jamais falaria comigo sobre propina ou caixa 2. Se fizesse isso, eu teria mandado prende-lo”, diz a nota

Presidente da sessão, Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL)

A nota, divulgada por sua assessoria de imprensa, confirma que Renan esteve com o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud, mas nega que eles tenham tratado de vantagens indevidas.

“A citação do delator é fantasiosa. O fato de ele ter ido a minha casa não significa que tenho qualquer relação com seus atos criminosos. Ele ou qualquer outro delator jamais falaria comigo sobre propina ou caixa 2. Se fizesse isso, eu teria mandado prende-lo”, diz a nota.

Ao dizer que “mandaria prender” qualquer pessoa que o procurasse para tratar de propina ou caixa 2, Renan faz uma crítica indireta ao presidente Michel Temer.

Uma gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, mostra uma conversa entre ele Temer no qual o empresário narra iniciativas de tentar frear investigações.

O presidente, embora tenha ouvido relatos de práticas criminosas, não fez qualquer denúncia. Em pronunciamento feito neste sábado (20), Temer disse não ter acreditado em “fanfarronices” de um “falastrão”.


Janot defende continuidade de inquérito para investigar Temer

Supremo autorizou inquérito para apurar os crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa

Ministério Público Federal divulgou nota na qual informou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou neste sábado (20) manifestação ao Supremo Tribunal Federal para defender a continuidade do inquérito aberto para investigar o presidente Michel Temer.

A investigação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, a pedido da PGR, com base nas delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e do diretor da J&F Ricardo Saud.

Temer será investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

Mais cedo, neste sábado, o presidente fez um pronunciamento no Palácio do Planalto no qual disse ter pedido ao Supremo para suspender o inquérito, sob a alegação de que o áudio da conversa entre ele e Joesley Batista foi editado, o que a JBS nega.

A conversa foi gravada em março deste ano, quando o empresário encontrou o presidente no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência.

Segundo Temer, trata-se de uma “interceptação clandestina” e ilícita, mas o ministro Fachin já refutou essa tese, argumentando ser legal a gravação.

Nota da PGR

Na nota divulgada neste sábado, a PGR informou que, na manifestação enviada ao STF, Janot explica que a gravação passou por avaliação técnica segundo a qual o material, em análise preliminar, é “audível, inteligível e apresenta uma sequência lógica e coerente, com características iniciais de confiabilidade”.

“Ademais, a referida gravação é harmônica e consentânea com o relato da colaboração de pelo menos quatro colaboradores, a saber Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e Florisvaldo Caetano de Oliveira”, diz Rodrigo Janot na peça, segundo a nota da PGR.

A delação da JBS

As delações de Joesley e Wesley Batista já foram homologadas pelo ministro Edson Fachin. O sigilo sobre o conteúdo foi retirado nesta semana e as informações foram divulgadas pelo Supremo.

Para fechar o acordo, Joesley Batista pagará multa de R$ 110 milhões, parcelada em dez anos, a partir de 2018. Pelos termos, ele não será denunciado pelo Ministério Público e o acordo perderá o efeito se o empresário mentir ou adulterar provas.


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

Redes sociais


Facebook

Whatsapp: 82 99641-3231

Fale conosco


82 99641-3231

© 2018 Rádio Sampaio - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Interactive MOnkey