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Procurador-geral da República pede novamente prisão de Aécio Neves

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente, nesta segunda-feira (31), a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu afastamento do mandato.

O G1 procurou a assessoria de Aécio e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

A prisão já havia sido negada no final de junho, individualmente, pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF.

Na mesma ocasião, o magistrado permitiu o retorno do tucano ao mandato, do qual estava afastado desde maio, quando estourou a Operação Patmos, baseada em delação da JBS.

O novo pedido de Janot é um recurso à decisão de Marco Aurélio. Como a prisão e o afastamento já foram negados pelo ministro, o recurso será analisado pela Primeira Turma da Corte, formada também pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski.

Aécio é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Segundo as investigações, ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.


Notícias falsos alimentam rede de simpatizantes de Bolsonaro

Folha de São Paulo

Notícias falsas e comentários alarmistas de cunho islamofóbico alimentam a rede virtual de simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em um ambiente similar ao da campanha que elegeu Donald Trump nos EUA.

Muitas vezes, os conteúdos giram em círculos, mesmo depois de contestados, abastecendo grupos por semanas.

Em junho, ocorreu um caso exemplar. Viralizou um áudio atribuído ao senador Magno Malta (PR-ES) –ele nega– em que o narrador anuncia “a invasão de 1,8 milhão de muçulmanos” ao país.

Seria supostamente estratégia do governo Michel Temer para agradar a ONU, “que é completamente islâmica”, para obter assento permanente no Conselho de Segurança do organismo, que se define pela neutralidade política, geográfica e religiosa.

Não há sinais de “invasão” no Brasil. Segundo a Polícia Federal, 399 sírios pediram refúgio ao Brasil de janeiro a maio deste ano. Somando-se solicitações do Líbano e do Iraque, há 1.094 pedidos em 2017. A entrada é controlada.

Mas a mensagem pede “intervenção hoje”. “Bem-vindos ao Brasilquistão, a nova Turquia da América Latina. Espero que Bolsonaro ganhe, pelo amor de Deus. Espero que as Forças Armadas façam algo, porque [senão] o nosso país estará destroçado”, diz o narrador.

Bolsonaro está em campanha para viabilizar uma candidatura à Presidência em 2018. Desde o ano passado, quando foi batizado pelo pastor Everaldo no rio Jordão, faz acenos ao eleitorado evangélico enaltecendo Israel.

Essa agenda acabou por aproximá-lo de parte da comunidade judaica.

TERRORISMO

Em um vídeo na semana passada, uma simpatizante de Bolsonaro que se identifica como Jane Silva, “pastora e presidente da Comunidade Internacional Brasil-Israel”, afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “deu de presente” uma embaixada para a Palestina.

“E para quê? Para trazer o terrorismo, eles financiam o terrorismo no Brasil”, disse.

O país condena o terrorismo e aprovou lei no passado que tipifica o crime. Tem como praxe doar áreas para embaixadas, como foi feito com a Palestina em 2010. Em reciprocidade, recebeu doação, em 2015, de terreno em Ramalá. A construção é custeada pelo país estrangeiro.

“O Brasil dá tudo de graça, pega o nosso arroz e manda para a Faixa de Gaza, pega o nosso dinheiro e investe numa embaixada caríssima, e nós passamos necessidades”, reclama essa pastora, em possível referência à doação de R$ 25 milhões anunciada por Lula à faixa de Gaza em 2010.

Em seguida, ela mira o ministro de Relações Exteriores: “Aloysio Nunes recebe ordens no Itamaraty daqui”.

O ministro entrou na rota dos ataques virtuais quando da tramitação da Lei de Migração, de sua autoria, que estabeleceu regras mais flexíveis para imigrantes.

“Embora meu Facebook tenha sido inundado com esse tipo de conteúdo falacioso, o impacto fora da rede foi mínimo: meia dúzia de gatos pingados foi às ruas protestar”, afirmou à Folha.

“Os fatos desmentem o ridículo, mas é importante encontrar mecanismos capazes de frear a disseminação de notícias falsas. Porque se consolidou a ideia de que notícia falsa é a notícia com a qual não se concorda, e isso é perigosíssimo”, concluiu.

Procurada, Jane Silva não respondeu à reportagem.

VIAGEM AOS EUA

Em sua campanha à Presidência dos EUA, Trump fomentou a islamofobia ao generalizar a associação de terrorismo com muçulmanos. Bolsonaro, de sua parte, concorda com a “preocupação” do americano.

“Junto com as laranjas boas vêm as podres e podemos, mais cedo ou mais tarde, ter essa preocupação”, disse o deputado sobre refugiados.

Quanto a notícias falsas e alarmistas, ele diz que “não estimula nada, cada um é responsável pela opinião que emite”. Mas, na retórica, vai na mesma linha.

“Agora, eu te pergunto: se chegarem dez milhões [de refugiados] em navios, eles vão poder entrar aqui? O Brasil é muito complacente. O governo não se manifesta, o pessoal acaba ficando no Brasil.”

Bolsonaro planeja percorrer cidades americanas em outubro para tratar dessa e outras agendas em comum. Diz que tem uma rede de apoiadores no país.

Para Salem Nasser, professor na Fundação Getulio Vargas que estuda o direito islâmico e sua relação com o direito internacional, o discurso conservador brasileiro contra muçulmanos demonstra “ignorância absoluta”.

A comunidade islâmica brasileira é sensivelmente diferente da americana e europeia, uma vez que é formada sobretudo por sírios e libaneses, enquanto nas outras regiões há muitos africanos.

“Nossa leitura sobre o tema não é fina, não é sofisticada”, afirmou Nasser. “Dá uma abertura muito grande para teorias conspiratórias.”


Câmara faz sessão nesta semana para votar denúncia contra Michel Temer

De volta aos trabalhos após o recesso parlamentar, a Câmara dos Deputados pode votar nesta semana se autoriza o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. A sessão de votação está marcada para quarta-feira (2), mas a conclusão da análise depende da presença dos deputados no plenário.

No Senado, a semana começa com reunião de líderes para definir a pauta de votações dos próximos dias. Duas medidas provisórias precisam ser votadas para liberar a análise de outros projetos. Já o Conselho de Ética da Casa pode se reunir para analisar denúncia contra senadoras da oposição.

Denúncia

As acusações do Ministério Público contra Temer têm como base a delação premiada dos executivos da J&F, controladora da JBS. Por se tratar do presidente da República, o Supremo Tribunal Federal (STF) só poderá analisar a denúncia se receber autorização da Câmara.

Cabe aos deputados, no plenário da Casa, a palavra final sobre autorizar ou não a continuidade do processo no Poder Judiciário.

Para que a denúncia seja autorizada, ao menos 342 deputados terão que votar contra o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do relator Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomenda a rejeição da denúncia.

Na terça (1º), está prevista a leitura do parecer de Abi-Ackel no plenário da Câmara. O procedimento faz parte da tramitação na Casa e permitirá que a matéria entre na pauta de votação na quarta-feira.

Não é certo que a votação será na quarta, já que partidos da oposição, preocupados com uma possível vitória de Temer, avaliam não marcar presença em plenário. A mesma estratégia passou a ser estudada pelos governistas, o que pode inviabilizar a votação, que exige pelo menos 342 deputados registrados em plenário.

Sessão

A votação da denúncia será nominal, com chamada dos deputados ao microfone, que responderão “sim”, “não” ou “abstenção”, no mesmo formato da votação do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

SAIBA COMO SERÁ O PASSO A PASSO DA SESSÃO

Antes da votação, a defesa do presidente Michel Temer terá 25 minutos para se manifestar sobre a denúncia. O mesmo tempo será concedido ao relator do parecer vencedor na CCJ, Paulo Abi-Ackel.

Em seguida, haverá discussão entre os deputados inscritos. Um requerimento para encerrar a fase de debates poderá ser votado após dois parlamentares terem falado contra a denúncia e dois a favor.

A votação terá início depois que for atingido o quórum mínimo de 342 deputados. Se o número não for alcançado, a sessão será encerrada e remarcada para seja feita uma nova votação.


Em busca de apoio do PSDB, Temer janta com Aécio no Jaburu

 

O presidente Michel Temer jantou na noite de sábado, 29, com o senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, e outros ministros tucanos.

O encontro ocorreu em meio ao esforço do governo para tentar pacificar o PSDB e garantir a maioria dos votos dos deputados da legenda, a segunda maior da Câmara, contra a aceitação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente, que será votada nesta quarta-feira na Casa.

De acordo com a assessoria de imprensa de Aécio, o jantar aconteceu no Palácio do Jaburu e contou com a presença dos ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades). O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, do PMDB, também participou, assim com as esposas de Temer e dos ministros. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado, mas não compareceu ao evento.

A assessoria do presidente licenciado do PSDB afirmou que, no jantar, Temer, Moreira e os tucanos conversaram sobre vários assuntos, inclusive sobre política.

Aécio defende a permanência do partido na base aliada, mas enfrenta forte resistência de setores que defendem o desembarque, entre eles do presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE). O PSDB comanda quatro dos 28 ministérios: Secretaria de Governo, Cidades, Direitos Humanos e Relações Exteriores.

Placar do jornal O Estadão de S. Paulo mostra que, dos 46 deputados federais do PSDB, 18 já declararam voto a favor da aceitação da denúncia contra Temer e apenas seis se disseram contra. Dos outros 22 parlamentares, 19 não quiseram responder e três se disseram indecisos. Deputados favoráveis à denúncia acreditam, porém, que a maioria dos tucanos que não quiseram se pronunciar deve votar contra o presidente.


Prefeitura de Palmeira assina duas importantes Ordens de Serviço

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, por meio da Secretaria de Infraestrutura, assinou nesta quinta-feira (27) duas importantes Ordens de Serviços do Programa Prefeitura em Ação, que vão beneficiar alunos e professores de duas escolas das zonas rural e urbana do município. A primeira foi realizada no Povoado Moreira e é referente a retomada de obras no ginásio de esportes da Escola Municipal Antônio Fernandes da Costa.  A construção, iniciada em 2013, contemplaria alunos da escola e da região, mas há quatro anos as obras foram paralisadas e só agora serão reiniciadas.

Para a diretora da escola Maria de Fátima receber o prefeito Júlio Cezar e toda a equipe é a certeza de ver a obra do ginásio concluída. “É uma honra recebermos o prefeito Júlio Cezar, que sempre tem um olhar de cuidado e carinho pelos nossos alunos. A nossa luta é pelo desenvolvimento e pela educação de cada criança. Agradecemos por este momento de ver o nosso sonho concretizado”, disse a diretora, que teve o reforço do aluno do 5° ano do Ensino Fundamental José Wellington. “O prefeito e sua equipe nos trouxeram boas novas, e é com muita satisfação que recebemos todos aqui, pois temos certeza que agora veremos o nosso sonho ser concretizado”, completou o estudante.

A secretária municipal de Educação Alcineide Nascimento disse que a sensação de participar da assinatura da Ordem de Serviço do ginásio do Moreira é indescritível. “Tenho certeza de que quando essas paredes começaram a ser levantadas houve um brilho nos olhos de cada um e houve tristeza quando a obra não teve continuidade. Mas, hoje, a tristeza acabou e o sonho vai voltar a ser realizado. Agradeço aos professores e alunos por estarem aqui. A educação faz toda a diferença e mal posso descrever a alegria em estar aqui e participar deste momento tão importante para toda escola e para nós também”, declarou a secretária.

A segunda assinatura de Ordem de Serviço diz respeito à obra do ginásio de esportes da Escola Deputado José Sampaio, na Vila João XXIII.  A diretora Dijacy Ferreira, alunos e professores participaram do evento. Após cinco anos paralisada, a obra será retomada a partir da próxima segunda-feira e vai contemplar alunos e moradores da comunidade. O prazo para a conclusão da obra é de 120 dias. “Em cada uma dessas Ordens de Serviços que assinamos, gosto de contar a história de cada uma delas. Esta obra passou por licitação em dezembro de 2013 e com muito sacrifício, idas a Brasília tivemos a responsabilidade de acrescentar mais verba para concluir a obra. Tem que ter responsabilidade com as crianças e com as obras que são iniciadas. Quatro empresas passaram por aqui e ninguém conseguiu dar continuidade ao trabalho. Garantimos que a construtora Raiz terminará tanto esta quanto a obra do ginásio do Moreira, pois temos compromisso com o que realizamos”, afirmou o secretário de Infraestrutura João Lessa.

Apesar de o governo Júlio Cezar ter iniciado há apenas sete meses, importantes obras já retomadas. Das 23, abandonas pela gestão anterior, 90% estão em andamento. “Este é o retrato do desgoverno e do desrespeito aos alunos e pais. Não se pode deixar um ginásio, ou uma escola, com as obras inacabadas. O nosso trabalho está só começando e ainda tem muito o que fazer. Mas temos que definir os primeiros passos a dar. Há sete meses vamos colocando a casa em ordem, hoje pagamos o funcionalismo em dia e temos dinheiro para dar contrapartidas e investir. Estou autorizando o secretário de infraestrutura a fazer o projeto para as duas escolas, que também precisam ser reformadas. Em cento e vinte dias voltaremos para inaugurar os dois ginásios e esperamos estar com os dois projetos de reformas em mãos”, destacou o prefeito.

E continuou. “Queremos que a mão de obra a ser utilizada seja composta cem por cento pela comunidade local, pois assim geraremos emprego e renda, mesmo que temporariamente. Quero reafirmar que a única chance de mudar a nossa vida, e de nossa família, é com educação. Tem que estudar. A escola não é lugar para brincar, brigar com o colega e nem tirar onda com os professores. É um lugar para aprender. Estamos fazendo a nossa parte e queremos a de vocês e, no final do ano, saberemos se vocês estão aprendendo ou não. Só a escola pode mudar a vida de cada um de nós”, finalizou o prefeito.


Arthur Lira chama JHC de mentiroso em postagem no Facebook

O deputado federal Arthur Lira (PP) utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (27), para chamar o colega deputado João Henrique Caldas, o JHC, de “mentiroso”. A revolta de Arthur Lira se deu após JHC publicar em sua página no Facebook que os R$ 6 milhões liberados para o socorro do Hospital do Açúcar, em Maceió, seria fruto do trabalho coletivo da bancada federal de Alagoas, o que Lira nega. A unidade de saúde tenta superar crise financeira que já estaria a comprometer a qualidade do serviço prestado.

De acordo com Arthur Lira, “a atitude de JHC serve de alerta para que a população alagoana conheça quem são seus representantes em Brasília”. Em sua publicação, o parlamentar destaca a necessidade de o eleitor saber separar “quem divulga mentiras” de quem “trabalha pelo povo”. “Há os que se apropriam do trabalho alheio para fazer propaganda nas redes sociais e divulgar mentiras, e há os que trabalham pelo povo e apresentam emendas, assinam convênios e promovem encontros entre ministros e prefeitos”, escreveu Lira.

Na postagem que coloca em xeque a versão de JHC, Arthur Lira reforça que a presença do ministro da Saúde em Alagoas durante a liberação dos recursos é fruto de uma interlocução dele e do senador Benedito de Lira (PP), que é seu pai. “A emenda parlamentar individual foi apresentada por Arthur Lira, sem nenhuma participação de JHC”, garantiu.

Por meio de sua assessoria, JHC reforçou o seu entendimento de que os recursos liberados fazem parte de uma emenda coletiva da bancada. Segundo ele, o montante foi garantido após um trabalho conjunto da bancada federal de Alagoas.

“Basta acessar o site da Câmara e comprovar. É uma emenda que foi incluída no orçamento pelo relator, para dar margem a ações no decorrer do ano. Muito me surpreende esta reação intempestiva, agressiva e sem fundamento do deputado nas redes sociais. Tanto é que ele estava na solenidade em que anunciamos o investimento e, em momento algum, houve qualquer constrangimento”, rebateu JHC.

Por fim, o deputado explicou que, recentemente, reuniu-se com o diretor do Hospital do Açúcar em audiência no Ministério da Saúde, articulando a liberação dos recursos, iniciativa que, segundo ele, foi destacada pelo próprio ministro Ricardo Barros, quando de sua passagem por Maceió. “Apesar de para muitos não ser comum, entendo que prestar contas e agir com transparência e publicidade é uma obrigação do nosso mister”, concluiu.


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