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Caminhoneiros desistem de paralisação prevista para está quarta-feira

Após o reajuste da tabela dos fretes e a promessa de fiscalização nas estradas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), os caminhoneiros autônomos afirmaram que irão à Brasília nesta quarta-feira (12), porém apenas para conversar e entender melhor as medidas anunciadas nos últimos dias pela agência.

“A ANTT começou a se posicionar antes de irmos lá e nós precisamos reconhecer isso”, afirmou Wallace Landim, conhecido como Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros autônomos, e que ganhou destaque durante as paralisações de maio.

Logo após o anúncio de alta de até 14% no preço do diesel pela Petrobras, caminhoneiros voltaram a se mobilizar para novas paralisações. Um ato em frente ao prédio da agência foi marcado e uma invasão chegou a ser cogitada caso os interesses dos motoristas não fossem atendidos.

Segundo Landim, apenas as lideranças dos estados irão a Brasília para conversar com a agência e entender melhor como funcionará a fiscalização da tabela do frete. “Estamos tentando agendar, mas se a gente estiver lá na porta, eles falam com a gente. Nunca negaram nos receber”, afirmou.

No grupo de Facebook União dos Caminhoneiros do Brasil, Santiago Edmilson Carneiro, disse em vídeo que a mobilização havia sido momentaneamente suspensa, mas que poderia haver atos em Brasília no dia 9 de outubro. Data da audiência pública que irá debater a fiscalização.

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) afirma ser contrária a novas paralisações e diz que está negociando uma reunião com a Casa Civil para falar sobre o preço do combustível e a tabela do frete.


Tiroteio dentro de McDonald’s deixa um morto e quatro feridos nos EUA

Um possível confronto entre criminosos rivais deixou uma pessoa morta e quatro feridas, na madrugada deste domingo (9), dentro de um restaurante do McDonald’s no Alabama, ño Sudeste dos Estados Unidos.

Ainda não se sabe quantas pessoas estariam envolvidas no crime. A identidade de nenhuma das vítimas foi revelada. A única informação divulgada foi da pessoa que morreu. Ela tinha 20 anos e era natural de Tuskegee.

Três dos quatro feridos são homens, de 16, 19 e 21 anos. A outra vítima é uma adolescente, de 17 anos. O autor dos disparos ainda não foi encontrado e encontra-se foragido.A polícia investiga o caso.


BNDES vai lançar edital de R$ 25 milhões para apoio a museus

Após críticas sobre a falta de repasses federais para a preservação de acervos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai lançar um novo edital no valor de R$ 25 milhões para patrocinar projetos de segurança, prevenção contra incêndios e modernização de instalação de museus e instituições para a proteção do patrimônio histórico.

O anúncio ocorreu dois dias após um incêndio de grandes proporções destruir o Museu Nacional, o mais antigo do país. O edital será viabilizado pela Lei Rouanet e qualquer instituição pública ou privada que esteja responsável pela preservação de acervos do patrimônio cultural nacional pode se inscrever. A previsão é de que o edital fique pronto até o final deste mês de setembro.

A decisão foi tomada em reunião ampla que contou com a presença do presidente Michel Temer, dos ministros da Cultura, Educação e Casa Civil, e presidentes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, explicou que os recursos serão disponibilizados como doações e que o edital visa prevenir e evitar novos episódios como o que aconteceu na noite de domingo com o Museu Nacional:

— Essa ação visa a prevenir e evitar novos episódios dessa natureza. O edital será para todas as instituições que têm acervo e focado em ações voltadas para a segurança e proteção desse patrimônio. Não é empréstimo, são doações que o BNDES faz e que estão abarcadas pela Lei Rouanet — afirmou Dyogo Oliveira.

Segundo ele, o presidente Michel Temer determinou que outros bancos públicos também viabilizem editais com a mesma função. Nesta quarta-feira, Temer se reunirá com outros bancos e empresas interessadas em contribuir.

— O presidente Temer determinou que outros bancos acompanhem esse movimento e isso será objeto de sugestão pata outras empresas públicas e privadas — concluiu.

 


Lava Jato cumpre mandados contra fraudes na exportação de pedras preciosas

A Operação Lava Jato cumpre cinco mandados de prisão na manhã desta terça-feira (4). Três deles são no Rio de Janeiro e outros dois na Bahia. Este é um desdobramento da Operação Câmbio Desligo.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga um possível esquema de evasão de divisas, sonegação fiscal envolvendo pedras preciosas de uma empresa que movimentou R$ 44 milhões no banco paralelo do doleiro Dario Messer, que segue foragido.

Segundo os investigadores, esta fase da Lava Jato não possui relação direta com políticos ou outros agentes públicos.

Os agentes chegaram no começo da manhã ao prédio onde mora uma das investigadas, Daisy Tsezanas, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

As investigações desta fase da Lava Jato têm como base as delações de Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, doleiros que foram presos no Uruguai por envolvimento no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.

A empresa Comércio de Pedras O S Ledo LTDA exporta pedras preciosas, principalmente esmeraldas, para países como Índia e China. De acordo com o MPF, a companhia compra as pedras na cidade de Campo Formoso, no interior da Bahia.

A Lava Jato suspeita que o preço declarado pelas exportações, pago oficialmente à empresa brasileira pelos compradores estrangeiros, era subfaturado. Os investigadores analisam se o excedente, que completaria o preço real da compra pelas pedras, seria pago “por fora” pelas empresas estrangeiras e transferido para os operadores da rede de offshores de Messer.

O dinheiro excedente ficava no exterior e seria repatriado quando a empresa responsável pela venda das pedras preciosas precisava dele para pagar fornecedores e garimpeiros, por exemplo.


Ministério da Educação vai liberar R$ 10 milhões para Museu Nacional

O Ministério da Educação vai liberar R$10 milhões para ação emergencial na segurança do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio de Janeiro, que sofreu um incêndio na noite de domingo (02) e teve grande parte de seu acervo destruído.

O ministro Rossieli Soares disse que os recursos vão sair do orçamento da pasta a partir de remanejamento.

“A gente vai encontrar a solução e fazer uns remanejamentos porque nesse momento é importante priorizar”, disse à Agência Brasil, destacando que o remanejamento não precisará passar por aprovação do Congresso.

De acordo com o ministro, o montante será transferido para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para agilizar a liberação que agora depende da apresentação de pedido da universidade.

Soares também informou como os recursos serão usados. “Vai ser preciso colocar andaime em toda a frente, fazer o cercamento em toda a extensão necessária do prédio, fazer a cobertura de tudo para que a chuva não prejudique, então, é uma grande estrutura para a proteção do patrimônio”.

Sobre a preocupação de pesquisadores dos escombros do prédio serem saqueados, o ministro informou que conversou, por telefone, com o interventor federal, general Braga Netto, e ficou acertado patrulhamento imediato da área em torno do museu pela Polícia Militar.

“A própria universidade aumentou a segurança privada da vigilância. A Polícia Federal fará também acompanhamento de tudo isso, lembrando que a liberação para a retomada do prédio é só a partir da entrega da Polícia Federal que vai fazer os laudos e as perícias para identificar o que aconteceu. Após a perícia é que a Polícia Federal devolverá a guarda do prédio para a universidade. Agora, o importante é manter a integridade do local. A gente não tem ideia do que aconteceu. Pode ter sido um incidente interno”, completou, acrescentando que quando o prédio for liberado, funcionários farão uma busca pelo o que restou do acervo.

O ministro disse que vai buscar apoio de outras instituições, inclusive fora do país, para a cessão de peças que possam integrar o acervo do Museu Nacional. “A gente vai pedir apoio de todos, museus internacionais, quem sabe cedendo a parte de um acervo que esteja próximo ao que era o nosso acervo. Quiçá não teremos o apoio da Unesco e claro do Ministério da Cultura”.

Polícia Federal 

Já o superintendente da PF, Ricardo Saadi, disse à Agência Brasil que por enquanto o prédio ainda está sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. E que os agentes ingressarão após a entrega do local para a PF.

Saadi acrescentou que a orientação é não mudar a cena do local, com a retirada de peças dos escombros. “A orientação é que não se contamine a cena do incêndio, então, não se pode entrar mexer e tirar porque de repente prejudica a perícia”, disse, destacando que não é possível prever quanto tempo levará o trabalho dos peritos.

Projeto executivo

O Ministério da Educação vai liberar ainda R$ 5 milhões para a elaboração do projeto executivo de recuperação do museu. De acordo com o ministro, ainda não há como estimar o tempo necessário para a conclusão do trabalho. Para fazer o planejamento da recuperação do museu, será criado um comitê executivo com integrantes dos ministérios da Educação e da Cultura, da UFRJ, do Iphan e da Unesco.

Segundo o ministro da Educação, todas as medidas foram definidas em uma reunião com a presença ainda do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do reitor da UFRJ, Roberto Leher e do superintendente da Polícia Federal no Rio. O encontro ocorreu no prédio do Terceiro Comando Aéreo Regional, base da Aeronáutica, instalada ao lado do Aeroporto Santos Dumont.

Apoio das instituições privadas

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lembrou que instituições privadas já manifestaram interesse em colaborar com a recuperação do museu. “Acho que seremos capazes de viabilizar essa obra que terá um custo vultuoso”, disse.

Sá Leitão comentou ainda que este ano foi a primeira vez que houve a apresentação por parte do Museu Nacional de realizar projetos com valores significativos com a utilização da Lei Rouanet, mas não houve a captação de recursos. “Porque isso não foi feito antes, a questão não deve ser endereçada ao Ministério da Cultura. A Lei Rouanet estava aí disponível poderia ter sido utilizada”, observou.

Para o ministro, o incêndio do Museu Nacional e as consequências com a perda de acervo histórico chama atenção para a necessidade de preservar outros espaços culturais do país. “É difícil encontra algo de positivo em uma tragédia como esta, mas se pudermos mudar a forma que temos aqui em nosso país de encarar a cultura e nosso patrimônio cultural e passarmos a valorizarmos mais não apenas em nível de governos, mas na sociedade e na mídia, será um ganho apesar de tudo que perdemos aqui”, disse.


Após mais de 6 horas, bombeiros controlam incêndio no Museu Nacional

Os bombeiros controlaram por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira (3) o incêndio de grande proporção que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio. As equipes permanecem no local fazendo o trabalho de rescaldo para debelar pequenos focos de fogo.

Cerca de 80 homens de 12 quartéis do Corpo de Bombeiros foram enviados ao local para combater o incêndio que começou por volta das 19h30 deste domingo (2). Parte do interior do edifício desabou.

O fogo começou depois que o local já havia encerrado a visitação -tanto do museu quanto do zoológico, que também fica na Quinta da Boa Vista. Não há informações sobre vítimas.
Segundo o comandante-geral dos bombeiros do Rio, Roberto Robadey, o combate ao fogo foi prejudicado por falta de água nos hidrantes próximos ao edifício. Os bombeiros tiveram que apelar a caminhões-pipa e até para a água do lago próximo.

REITOR CRITICA BOMBEIROS

O reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Roberto Leher, criticou na madrugada desta terça a atuação dos bombeiros no combate ao incêndio que destruiu o Museu Nacional, gerido pela universidade. Ele admitiu, porém, que a falta de verbas inviabilizou obras de melhoria da infraestrutura do palacete onde funcionava o museu.

“É óbvio que a forma de combate não guardou proporção com o tamanho do incêndio. Percebemos claramente que faltou logística e capacidade de infraestrutura do Corpo de Bombeiros que desse conta de um acontecimento tão devastador com foi esse”, afirmou ele, em entrevista durante as operações de combate às chamas.

Inicialmente, foram enviadas equipes de quatro batalhões ao local, mas não havia água nos hidrantes próximos ao edifício. O combate às chamas foi feito com o apoio de caminhões-pipa e água de um lago dentro da Quinta da Boa Vista, parque na zona norte da cidade onde está o museu.

“A própria equipe da prefeitura universitária orientou os bombeiros onde buscar água. Tivemos certamente problemas de logística. Essa dificuldade logística não é do âmbito do Museu Nacional”, continuou Leher.

O palacete imperial não tinha sistema de prevenção de incêndio, que seria instalado com verba de contrato de R$ 21 milhões para a restauração assinado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em junho, quando o Museu Nacional comemorou 200 anos.

“Esta é uma edificação muito antiga, que foi concebida em um contexto em que não havia uso de energia, como usam as edificações acadêmicas. Nós temos laboratórios, áreas administrativas, informática, que têm grande uso de energia”, disse Leher. A restauração, afirmou, previa a instalação de um sistema de prevenção de incêndio muito robusto”.

Leher defendeu que a UFRJ não dispõe de recursos para custear as obras. “A UFRJ, como as demais universidades brasileiras, vive hoje em um contexto de muita restrição orçamentária. E é obvio que nesse contexto todas as áreas da universidade são afetadas”, alegou.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, cobrou responsabilidade do governo federal na alocação de recursos para o museu e pediu apoio para a reconstrução. Em maio, antes da comemoração do bicentenário, ele já alertava sobre as precárias condições do edifício.

ACERVO HISTÓRICO

Mais antigo do país, o Museu Nacional é subordinado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção.

Desde 2014, a instituição não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais que bancam sua manutenção e apresentava sinais visíveis de má conservação, como pareces descascadas e fios elétricos expostos.

A instituição está instalada em um palacete imperial e completou 200 anos em junho -foi fundada por dom João 6º em 1818.

Seu acervo, com mais de 20 milhões de itens, tem perfil acadêmico e científico, com coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. Menos de 1%, porém, estava exposto.

O museu guardava o meteorito do Bendegó, o maior já encontrado no país, e uma coleção de múmias egípcias. Também o crânio de Luzia, a mulher mais antiga das Américas. Além de coleções de vasos gregos e etruscos (povo que viveu na Etrúria, na península Itálica).

Em maio, o diretor do Museu Nacional Alexander Kellner, 56, criticou a falta de verbas. “O maior acervo é este prédio, um palácio de 200 anos em que morou dom João 6º, dom Pedro 1º, onde foi assinada a Independência. A princesa Isabel brincava aqui, no jardim das princesas, que não está aberto ao público porque não tenho condições”, disse à Folha.

Um terço das salas de exposições estavam fechadas, incluindo algumas das mais populares, como a que guarda um esqueleto de baleia jubarte e a do Maxakalisaurus topai -o dinoprata, primeiro dinossauro de grande porte já montado no Brasil.

Para reabrir a sala, interditada havia cinco meses após um ataque de cupins, o museu armou uma campanha de financiamento coletivo na internet -arrecadou R$ 58 mil, mais do que a meta de R$ 30 mil.

Mas a decadência física do prédio já era visível para os visitantes, que pagavam R$ 8 pelo ingresso inteiro. Muitas de suas paredes estavam descascadas, havia fios elétricos expostos e má conservação generalizada.

No bicentenário, a instituição celebrou com o BNDES um contrato de R$ 21,7 milhões para investir em sua restauração. Havia outra negociação milionária encaminhada para bancar uma grande exposição -a expectativa era de que cinco das principais salas fossem reabertas até 2019.

Alexandre Kellner dizia ser necessários R$ 300 milhões, investidos ao longo de pelo menos uma década, para executar o Plano Diretor do museu.

O diretor lembrou também que o último presidente a visitar o museu foi Juscelino Kubitschek (1956-1961). “O Brasil não sabe da grandeza, da riqueza disso aqui. Se soubesse, não deixaria chegar neste estado”, disse Kellner, em maio.


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