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Incêndio em vegetação tem sido o principal tipo de ocorrência dos bombeiros

Nesta primavera, em Alagoas, tem sido  recorrente os casos de incêndio em vegetação. Apenas nas últimas 24 horas o tipo de ocorrência foi o que mais gerou atendimento pelo Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), sendo mais de 30% dos casos.

Entre a tarde da quinta e a desta sexta-feira (2), os bombeiros realizaram atendimentos de 31 ocorrências, dessas, 13 foram para apagar chamas de vegetação em terrenos de vários municípios do estado. A corporação atribui o tipo de incêndio, principalmente, às altas temperaturas unidas ao descarte indevido de lixo.

“Os incêndios desse tipo acontecem quando o tempo fica mais seco. Como a primavera deste ano não está com muita chuva está acontecendo muito incêndio em vegetação. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, percebemos que, na época, tivemos poucas ocorrências do tipo porque o nosso período chuvoso foi prolongado”, informou a corporação por meio da assessoria.

Os bombeiros alertam, ainda, para às dicas que podem evitar o tipo de ocorrência. “Não jogar lixo nas ruas. As pessoas jogam até latas, material de metal, que esquentam muito e se tiver mato seco perto pode entrar em combustão. Tem gente que faz a limpeza do quintal queimando folhas e lixo, e muitas vezes acaba perdendo a proporção, além da bituca de cigarro, que as pessoas ainda tem o hábito de descartá-las incorretamente”.

Os bombeiros ainda apontam para o gasto de água com o tipo de ocorrência que, muitas vezes, é motivada por maus hábitos da população. “Não tem muito o que fazer, infelizmente, a gente tenta minimizar o gasto de água com o uso de abafadores só que é mais danoso para a natureza deixar pegar fogo na vegetação do que utilizar a água”, alerta, pedindo para que as recomendações sejam seguidas.

 


Previsão aponta fim de semana de sol nas regiões de Alagoas

O final de semana tem predomínio de sol em todo Estado de Alagoas. Dados da Sala de Alerta Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) mostram temperaturas em torno dos 38° C no Sertão.

Para este sábado (27), o tempo fica firme nas regiões do Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Os termômetros devem marcar 32° C no Litoral, e 38° C no Sertão.

As rajadas do Vento Nordeste devem ficar em torno de 20 a 30 km/h, comum para esta época do ano.

No domingo (28), o sol permanece por todo Estado de Alagoas e também com altas temperaturas, ficando entre 32° C no Litoral e 38° C no Sertão. A velocidade do vento deve continuar entre 20 a 30 km/h.


Em Alagoas, combate à seca terá controle social da água

O governo do Estado promoveu na manhã desta segunda-feira (22) uma reunião para discutir medidas que minimizem os efeitos da seca nos municípios do Sertão do Estado. Na ocasião, foi explicado o plano de contingência que será implantado pelo Estado, por meio da Defesa Civil Estadual, nas áreas mais afetadas pela seca.

O aporte do Governo Federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, será de R$ 5 milhões e o estado deve entrar com mais R$ 3 milhões em recursos próprios. O evento, realizado no Palácio República dos Palmares, foi acompanhado por prefeitos das cidades do Sertão. Na ocasião, foram definidas as ações emergências a partir do momento em que os recursos forem liberados.

A operação deve ter início dentro do prazo de 30 a 45 dias, nos 38 municípios considerados em situação de emergência, informou o governador Renan Filho, esclarecendo que haverá possibilidade de um redimensionamento para levar água aos animais, embora a prioridade seja o abastecimento humano.

“Vamos concentrar nossos esforços com os esforços dos municípios”, ressaltou Renan, que propõe um controle social da distribuição do líquido às comunidades.


Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como BélgicaDinamarca,Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?

A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.

As projeções sindicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve reduzir em cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isto equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos — Foto: Free-Photos/Creative Commons

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”


Fósseis preservados de floresta de 200 milhões de anos são achados em Alagoas

Entre as novas descobertas dos paleontólogos do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estão palmeiras gigantes de 20 mil anos atrás, esqueletos de animais do pleistoceno, com 25 mil anos, e uma floresta jurássica de aproximadamente 200 milhões de anos. A descoberta ocorreu numa área de 800 metros. A floresta está integralmente preservada.

A localização é mantida em sigilo para evitar dilapidação de fósseis que podem revolucionar as pesquisas arqueológicas do País, revelou com exclusividade à Gazeta de Alagoas o diretor do Museu, professor doutor Jorge Luiz Lopes da Silva. O local dos fósseis da floresta e as pesquisas desenvolvidas para encontrá-la serão publicadas numa revista científica de circulação e reconhecimento internacional.

Depois disso, o diretor do Museu da Ufal quer estimular as autoridades de Alagoas em transformar o local numa área de visitação e de turismo cultural.

O Museu de História Natural da Ufal tem no acervo cerca de 70 mil itens, 15 mil são de fósseis, alguns do período Devoniano (400 milhões de anos). Algumas réplicas serão doadas para recompor o acervo do Museu Nacional, destruído pelo incêndio em setembro passado.

Os diretores de museus das universidades estiveram reunidos em Minas Gerais e encaminham, esta semana, aos candidatos a presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) pedido socorro para as instituições que hoje não tem dotação orçamentária e vivem de doações ou da disponibilidade de caixas das universidades brasileiras.

O museu de Alagoas, por exemplo, não tem nem sistema de prevenção de incêndio. Depende da administração da Ufal até para pequenos reparos. “A nossa reitora Valéria Teixeira não nos desampara e tem nos auxiliado sempre que pode”, afirmou o professor Jorge Luiz.

Veja vídeo e leia matéria especial sobre as pesquisas arqueológicas e a situação do Museu de História Natural da Ufal na edição deste fim de semana da Gazeta de Alagoas.

 


Confira a previsão do tempo para este feriadão

A previsão do tempo para o feriado do Dia das Crianças tem previsão de sol em todas das regiões de Alagoas. De acordo com a Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), as temperaturas máximas poderão atingir os 34° C.

Para esta sexta-feira (12), o predomínio é de sol nas regiões do Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Os termômetros marcam entre 30° C no Litoral, e 34° no Sertão de Alagoas.

No sábado (13), a previsão aponta chuva fraca nas primeiras horas da manhã nas regiões do Litoral e Zona da Mata, mas ao longo do dia, o tempo tende a ficar firme. No Sertão e Agreste, o predomínio é de sol. As temperaturas se mantém entre 30° C e 34º C.

Para o domingo (14), o tempo segue com chuva fraca no início da manhã e tempo aberto ao longo do dia no Litoral e Zona da Mata. No Sertão e Agreste o tempo permanece com sol. Os termômetros também continuam marcando entre 30° C e 34° C.


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