82 99641-3231

Como o aquecimento global pode levar à falta de cerveja no mundo

Não é que os cientistas estejam botando água no seu chope. Nem é que o aquecimento global vá terminar esquentando também seu copo. Na realidade, conforme mostra estudo publicado nesta segunda-feira, os fenômenos climáticos contemporâneos podem acabar com os estoques globais de cerveja.

A conclusão, publicada no periódico Nature Plants, é que as secas e ondas de calor concomitantes – que andam agravadas pelo aquecimento global provocado pelo homem – devem levar a declínios bruscos no rendimento das colheitas de cevada, gramínea cerealífera que é o principal ingrediente da apreciada bebida. Principalmente se os níveis de emissão de carbono continuarem como estão hoje.

A perda de produtividade nas colheitas de cevada pode chegar a 17%, o que deve fazer o preço da cerveja dobrar ou até mesmo triplicar em alguns lugares do mundo.

“Embora esse não seja o impacto futuro mais preocupante da mudança climática, extremos climáticos relacionados a isso podem ameaçar a oferta e a acessibilidade econômica da cerveja”, diz o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia, da Universidade Chinesa de Pequim, da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, do Centro Internacional Mexicano para Melhorias do Milho e do Trigo e da Universidade de East Anglia (Inglaterra).

A primeira consequência dessa queda de produção, segundo os modelos matemáticos do estudo, será um intenso aumento nos preços da bebida. A pesquisa avaliou a situação de 34 regiões produtoras de cevada, antes e depois do ano de 2050.

“Chegamos a essa conclusão integrando em nossa pesquisa as informações das mudanças climáticas, das safras de cevada, do comércio internacional e de condições socioeconômicas”, explicou à BBC News Brasil o economista Dabo Guan, professor de Economia das Mudanças Climáticas da Universidade de East Anglia. “Com todos esses dados juntos, pudemos estimar o impacto que o cenário terá na cerveja, um produto essencial para uma quantidade significativa de pessoas no mundo.”

“Nosso estudo não quer dizer que as pessoas vão beber mais cerveja hoje do que amanhã, tampouco que precisaremos nos adaptar para um novo consumo de cerveja”, prossegue Guan. “Na realidade, pretendemos alertar as pessoas, especialmente nos países desenvolvidos, que a segurança alimentar é importante – e que a mudança climática vai afetar seu dia a dia e sua qualidade de vida.”

Ele lembra que, no cenário de aquecimento global, todas as culturas serão afetadas. “Mas neste estudo, utilizamos a cevada para ilustrar esse problema”.

mais frequentes.

É importante lembrar que apenas 17% da cevada produzida no mundo é usada para a fabricação da cerveja. O restante é colhido e se torna alimento para gado. Os pesquisadores se perguntam como será o conflito no futuro, diante da escassez da cevada: os produtores deverão priorizar animais com fome ou humanos com sede?

Aplicando o modelo matemático que considera sazonais produções históricas um pouco mais baixas, a conclusão dos cientistas foi que, sim, nessa queda de braço quem costuma ganhar é o gado, e não o homem. Os produtores tendem a privilegiar a cadeia estabelecida do negócio bovino, em vez de destinar os grãos para a cerveja.

O mesmo modelo ainda aponta como diferentes regiões do mundo devem reagir a seu modo diante da redução da produtividade de cerveja. Países mais ricos e amantes da bebida, como BélgicaDinamarca,Polônia e Canadá, por exemplo, devem resolver a equação subindo o preço final.

Nesse cenário, um pacote de seis cervejas comuns pode chegar a custar o equivalente a US$ 20 (R$ 75, na cotação atual), conforme estima o estudo – mesmo assim, populações de nações desenvolvidas talvez conseguissem absorver tal custo. Na média, conforme aponta o estudo, o preço da cerveja deve dobrar. A pesquisa considera que em casos de queda de 4% da produção de cevada, a bebida acaba custando 15% a mais.

Por outro lado, em países de população mais pobre, como a China e o Brasil, o consumo de cerveja tende a cair.

As projeções indicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve cair cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isso equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos.

O que fazer a respeito?

A cerveja é considerada a terceira bebida mais consumida no mundo – e a primeira entre as alcoólicas -, só perdendo para a água e para o café. São 182 bilhões de litros por ano.

Se na média global, a produção de cerveja responde por 17% das lavouras de cevada, essa parcela varia muito conforme a região. No Brasil, por exemplo, onde não é comum alimentar gado com cevada, 83% do cereal cultivado é destinado para a produção da bebida. Na Austrália, esse número é de apenas 9%.

As projeções sindicam que o fornecimento de cerveja em todo o mundo deve reduzir em cerca de 16%. Segundo os pesquisadores, isto equivaleria a todo o consumo de cerveja dos Estados Unidos — Foto: Free-Photos/Creative Commons

“Nosso estudo se concentrou na cevada, que é o principal ingrediente da cerveja. Analisamos a frequência com que vemos condições precárias para cultivar cevada em todo o mundo – anos com calor extremo e seca severa. Esses eventos extremos são muito mais difíceis para os agricultores se adaptarem do que as mudanças médias no clima”, disse à BBC News Brasil o pesquisador Nathan Mueller, professor do Departamento de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia.

“Descobrimos que a incidência e a gravidade dos eventos extremos aumentam substancialmente à medida que as temperaturas médias globais sobem. Combinando um modelo de safra e um modelo da economia global de alimentos, podemos estimar as mudanças nos preços e no consumo de cerveja em todo o mundo resultantes desses eventos extremos.”

Mueller dá uma solução para que a estiagem não chegue aos nossos pobres copos: conscientização ambiental.

“Se conseguirmos diminuir nossas emissões de gases de efeito estufa e limitar a magnitude geral das mudanças climáticas, ajudaremos a evitar os piores cenários que simulamos nesta análise”, vislumbra. “Note que, enquanto os aumentos de preço em uma garrafa de cerveja são modestos em uma perspectiva de baixas emissões de carbono, eles realmente aumentam substancialmente em um mundo de alta emissão.”


Fósseis preservados de floresta de 200 milhões de anos são achados em Alagoas

Entre as novas descobertas dos paleontólogos do Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estão palmeiras gigantes de 20 mil anos atrás, esqueletos de animais do pleistoceno, com 25 mil anos, e uma floresta jurássica de aproximadamente 200 milhões de anos. A descoberta ocorreu numa área de 800 metros. A floresta está integralmente preservada.

A localização é mantida em sigilo para evitar dilapidação de fósseis que podem revolucionar as pesquisas arqueológicas do País, revelou com exclusividade à Gazeta de Alagoas o diretor do Museu, professor doutor Jorge Luiz Lopes da Silva. O local dos fósseis da floresta e as pesquisas desenvolvidas para encontrá-la serão publicadas numa revista científica de circulação e reconhecimento internacional.

Depois disso, o diretor do Museu da Ufal quer estimular as autoridades de Alagoas em transformar o local numa área de visitação e de turismo cultural.

O Museu de História Natural da Ufal tem no acervo cerca de 70 mil itens, 15 mil são de fósseis, alguns do período Devoniano (400 milhões de anos). Algumas réplicas serão doadas para recompor o acervo do Museu Nacional, destruído pelo incêndio em setembro passado.

Os diretores de museus das universidades estiveram reunidos em Minas Gerais e encaminham, esta semana, aos candidatos a presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) pedido socorro para as instituições que hoje não tem dotação orçamentária e vivem de doações ou da disponibilidade de caixas das universidades brasileiras.

O museu de Alagoas, por exemplo, não tem nem sistema de prevenção de incêndio. Depende da administração da Ufal até para pequenos reparos. “A nossa reitora Valéria Teixeira não nos desampara e tem nos auxiliado sempre que pode”, afirmou o professor Jorge Luiz.

Veja vídeo e leia matéria especial sobre as pesquisas arqueológicas e a situação do Museu de História Natural da Ufal na edição deste fim de semana da Gazeta de Alagoas.

 


Confira a previsão do tempo para este feriadão

A previsão do tempo para o feriado do Dia das Crianças tem previsão de sol em todas das regiões de Alagoas. De acordo com a Sala de Alerta da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), as temperaturas máximas poderão atingir os 34° C.

Para esta sexta-feira (12), o predomínio é de sol nas regiões do Litoral, Zona da Mata, Agreste e Sertão. Os termômetros marcam entre 30° C no Litoral, e 34° no Sertão de Alagoas.

No sábado (13), a previsão aponta chuva fraca nas primeiras horas da manhã nas regiões do Litoral e Zona da Mata, mas ao longo do dia, o tempo tende a ficar firme. No Sertão e Agreste, o predomínio é de sol. As temperaturas se mantém entre 30° C e 34º C.

Para o domingo (14), o tempo segue com chuva fraca no início da manhã e tempo aberto ao longo do dia no Litoral e Zona da Mata. No Sertão e Agreste o tempo permanece com sol. Os termômetros também continuam marcando entre 30° C e 34° C.


Moradores denunciam crime ambiental em rio de Palmeira dos Índios

Fotos tiradas por moradores do povoado Lajes do Caldeirão, em Palmeira dos Índios, mostram um crime ambiental sendo cometido contra o chamado Rio da Laje, que corta o local e fica seco em alguns períodos. Nas imagens, é possível ver homens retirando terra do riacho. O material é levado de caçamba.

De acordo com Indira Luzia dos Santos, responsável pela Associação Comunitária do bairro, a situação acontece diariamente e, muitas vezes, durante todo o dia. “Às vezes, eles começam o serviço às 7h e isso se estende até a noite, só para quando eu ou outra pessoa da comunidade vamos lá reclamar, brigar”.

Ela acrescenta que o crime ambiental é cometido até por empresas de construção da região. “Algumas pessoas têm empresa que trabalham com construção e estão indo tirar areia de lá para vender e fazer as construções”, conta a moradora, que já tentou denunciar a situação à polícia e também aos órgãos ambientais.

Areia é retirada de área de rio e transportada em caçamba

FOTO: CORTESIA

“Quando ligamos, eles dizem que o número não é aquele, passam para outro, aí falo com dez, 15 atendentes, eles dizem que vão verificar, vão checar, mas ninguém nunca chega lá para olhar. Se já tivessem ido teriam pego alguém tirando essa areia, porque acontece todos os dias”, aponta.

Indira reclama do descaso. “Eles não esperam nem o rio secar. Eles cavam até com o rio cheio e não querem nem saber. Mas quando secam é que fazem a festa. E não adianta brigar, bater boca, chamar a polícia, porque assim que os policiais vão embora, eles voltam”, diz.

A Gazetaweb entrou em contato com a Prefeitura de Palmeira dos Índios, que informou não estar ciente do problema. A administração municipal afirmou, porém, que mandaria uma equipe ambiental ao local e que, se a situação fosse constatada, tomaria as providências cabíveis.

Riacho em Palmeira dos Índios fica seco em alguns períodos do ano

FOTO: CORTESIA


Suspeitos de traficar aves em Alagoas são presos e multados em R$ 127 mil

Uma fiscalização realizada nos municípios de Murici, Messias e Flexeiras, no interior de Alagoas, foi concluída neste sábado (25) com três presos suspeitos de tráfico de animais. Eles foram multados em de R$ 127 mil.

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) Costa dos Corais, que coordenou a ação, os traficantes estavam transportando 79 aves silvestres, capturadas em Colônia Leopoldina.

Dois suspeitos foram presos quando transportavam 32 animais em uma motocicleta, pela BR-101. A operação resgatou um total de 99 pássaros, entre eles, a rara espécie Saíra de Sete Cores, ameaçada de extinção.

Em outra etapa da ação, um homem foi preso suspeito de caçar animais de pequeno porte, como tatu, quati e paca. Em uma residência foram encontrados carcaças de tamanduá mirim, iguana e cutia. Também foram apreendidas nove armadilhas do tipo tatuzeira.

Além da prisão em flagrante e da multa, os suspeitos vão sofrer processos administrativo e penal dos crimes cometidos. A identidade dos envolvidos não foi divulgada.

Um restaurante, que comprava a carne do caçador preso, também foi autuado.

Além do ICMBio, participaram da ação o Batalhão Policial Ambiental (BPA) e o Instituto do Meio Ambiente (IMA).


Monitoramento mostra que Sertão já enfrenta seca grave

Monitoramento em Alagoas mostra que Sertão já enfrenta seca grave | Lapis / Ufal

Cerca de 30% dos municípios de Alagoas já estão secos. É o que mostra o atual mapa de monitoramento da cobertura vegetal do Estado, realizado pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis).

De acordo com a atual imagem de satélite, registrada de 22 a 27 de julho, dos 102 municípios alagoanos, 30 estão afetados por seca grave ou moderada, localizados na mesorregião do Sertão alagoano e alguns no Agreste, na porção semiárida do Estado.

O mapa mostra que as mesorregiões do leste alagoano e boa parte do Agreste continuam verdes, um indicativo de que a cobertura vegetal está saudável, em razão da estação chuvosa que ocorre nessas áreas.

A animação com mapas de monitoramento por satélite, de janeiro a julho de 2018, aponta que nos meses de abril e maio, as chuvas permitiram a recuperação da cobertura vegetal da maioria dos municípios, incluindo o Sertão, área mais seca. Porém, desde junho, quando terminou a estação chuvosa no semiárido brasileiro, a seca se espalhou pelo Sertão e Agreste de Alagoas.

Segundo uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), no período de 2013 a 2016, o Nordeste foi a região do Brasil que apresentou maior proporção de municípios afetados pelas secas (82,6%).

Alagoas foi o 6º estado do Nordeste a registrar maior proporção de municípios atingidos pela seca (77,5%). Mas, apenas um total de 22,5% desses locais possuem um plano de contingência e/ou de prevenção à seca. Esse instrumento de planejamento é importante para planejamento de ações das prefeituras, a fim de minimizar os impactos.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos municípios do Nordeste tem priorizado adotar ações emergenciais para evitar ou reduzir os danos causados pelas secas. Em Alagoas, não é diferente. Uma das ações mais comuns é a distribuição regular de água, através de caminhões-pipa, adotada em 58% dos municípios. Em seguida, está a construção de poços e de cisternas.

Situação de Emergência

Apesar da severidade da atual seca na mesorregião do Sertão e parte do Agreste alagoano, de acordo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, não há reconhecimento vigente de situação de emergência nos municípios do Estado. Mas, na última quarta-feira (1º), 38 municípios de Alagoas tiveram a Situação de Emergência, por causa da seca, reconhecida pelo Governo Estadual. Para que esses municípios voltem a receber recursos para conviver com a seca, aguardam a confirmação pelo Governo Federal.

A intensidade do impacto do desastre natural para o município é o que leva os gestores a classificarem o prejuízo gerado para a população e infraestrutura local. O professor Humberto Barbosa explica que são quatro níveis para medir os impactos dos desastres naturais. A Situação de Emergência é o reconhecimento legal, pelo município atingido, de uma situação anormal provocada por desastres, segundo fatores de intensidade e alcance dos danos (humanos, materiais e ambientais) e dos prejuízos (sociais e econômicos). As secas e estiagens são consideradas desastres naturais de nível 3, caracterizando Situação de Emergência.

“Nesse caso, os danos são importantes e os prejuízos vultuosos, mas suportáveis e superáveis pela comunidade afetada. A situação de normalidade pode ser restabelecida desde que os recursos mobilizados no território do município afetado sejam reforçados e suplementados com o apoio de meios estaduais e federais”, destaca Barbosa.

Monitoramento das secas

As secas afetam diretamente a economia, trazendo danos e prejuízos aos seus diversos setores. Segundo um Relatório do Centro de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Defesa Civil (Ceped), no período de 1995-2014, o total de danos materiais e prejuízos públicos e privados causados por desastres naturais, derivados de eventos climáticos no Nordeste, foram estimados em R$ 47 bilhões. Deste total, cerca de 75% estão diretamente vinculados às estiagens e secas, a afetarem frequentemente os municípios da região. O valor inclui os prejuízos privados nos setores da agricultura, pecuária, indústria e serviços.

Os danos e prejuízos estimados para Alagoas, nesse período de dez anos, representam 3,6% do total na região Nordeste. Embora seja um dos estados do Nordeste com os menores números decorrentes de desastres naturais de origem climática, o custo da seca pesapara a economia de Alagoas.

“Realizar o monitoramento da cobertura vegetal nos municípios, a exemplo do que vem sendo feito, diariamente, pelo Lapis, é fundamental para subsidiar o planejamento e a tomada de decisão sobre as melhores ações para convivência e adaptação às secas. Dessa forma, evitam-se maiores prejuízos aos setores públicos, privados e à população”, ressaltou o professor Humberto Barbosa.


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

Redes sociais


Facebook

Whatsapp: 82 99641-3231

Fale conosco


82 99641-3231

© 2018 RÁDIO SAMPAIO - Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Interactive MOnkey