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Previsão para Alagoas é de chuva moderada até quinta-feira

A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) informou previsão do tempo para esta terça-feira (30) e para os próximos dois dias é de chuva moderada na região Metropolitana, Zona da Mata, Baixo São Francisco e em toda a faixa litorânea  de Alagoas. Dessa forma, a tendência é que o nível dos rios e lagoas deve continuar a baixar.

O meteorologista da Sala de Alerta, Vinícius Pinho, alerta que todos precisam permanecer em alerta com total atenção às áreas vulneráveis em Alagoas.

“Apesar de essa chuva não ser tão intensa quanto à anterior, pode continuar nos causando transtorno, porque o solo está bastante saturado, principalmente na região Metropolitana. As lagoas continuam muito elevadas. Qualquer chuva, por mais moderada que seja, pode continuar causando problemas, principalmente em áreas de risco de deslizamentos”, ponderou Pinho.

O comunicado da Sala de Alerta já foi devidamente repassado à Defesa Civil Estadual e ao Gabinete do Governador. Deve-se dar atenção especial às áreas de encosta, pois o solo encontra-se saturado e instável.

De acordo com o meteorologista, nesta terça, na região Metropolitana, Zona da Mata, no Baixo São Francisco e em toda a faixa litorânea haverá variação de nebulosidade com poucos períodos de sol, além de possibilidade de chuva leve, fraca, em alguns momentos do dia, intercalada por momentos de tempo seco.

“Na quarta-feira (31), teremos tempo instável com chuva no Litoral, Baixo São Francisco e Zona da Mata. No Agreste, possibilidade de chuva em períodos isolados do dia. Nas outras regiões não há previsão de chuvas. Já na quinta-feira, a mesma coisa: tempo instável com chuvas no Litoral, na Zona da Mata e no Baixo São Francisco”, informou Vinícius Pinho.

Rios e lagoas

O gerente de Operações da Semarh, José Gino de Oliveira, informa que os rios baixaram consideravelmente, sobretudo o Paraíba e o Mundaú. As exceções são o Jacuípe, no município de mesmo nome, e o Manguaba, em Porto Calvo, ambos na região Norte, que ainda permanecem com o nível elevado.

“O Jacuípe está baixando, em média, de sete a oito a centímetros por hora. Já o Manguaba chegou a subir cinco metros e baixou um metro e meio”, acrescentou.

“Já as lagoas já baixaram consideravelmente também, sobretudo a Manguaba, porém o nível ainda está com cerca dois metros de elevação”, revelou José Gino .

Todo o monitoramento acerca das chuvas e dos níveis dos rios e lagoas ocorre diariamente, assegura a Sala de Alerta da Semarh.


Semas divulga relatório com situação das vítimas das chuvas, em Palmeira

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Inclusão e Desenvolvimento Social (Semas) de Palmeira dos Índios divulgou hoje (29) o relatório das visitas às localidades mais afetadas pelas fortes chuvas que têm caído no município. O levantamento feito por técnicos da Secretaria, que estiveram no sábado (27) nas áreas com famílias em situação de risco social, junto com a Defesa Civil, aponta que a maioria das famílias necessita de alimentos, cobertores e agasalhos.

 

Na comunidade de Eucalipto, uma casa que fica próxima ao córrego está em grande situação de risco. No sítio Jarras, uma casa pertencente a um deficiente físico corre risco de desabamento. Apesar de ter oferecido resistência para sair do local, o proprietário foi acolhido, temporariamente, por uma irmã. Em Anum Novo, Mata da Cafurna, Ribeira, Baixa de Areia, Serra da Boa Vista, Aldeia do Coité e Serra do Candará, também foram identificados 26 pessoas em situação de risco e que precisam de mantimentos, cobertores e agasalhos.

 

De acordo com a secretária da Semas Mônica Targino, já foi iniciada uma campanha para recolher roupas e alimentos, tanto da Secretaria quanto da população, sensibilizadas em doar os produtos para quem mais precisa. “Também repassamos todas essas necessidades para a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e para as secretarias envolvidas no Plano de Contingência do governo municipal, assim que concluímos as visitas. Não tivemos acesso ao Boqueirão, pois as estradas estavam alagadas e essa comunidade ficou ilhada. Estamos aguardando que o acesso seja liberado para que possamos ir lá também. Lembramos que na comunidade quilombola de Tabacaria as famílias também passam por muita necessidade”, afirmou a secretária.

 

O prefeito Júlio Cezar participou hoje (29) de uma reunião estratégica com o governador Renan Filho, ministro Marx Beltrão e os prefeitos dos municípios do Agreste, Vales do Paraíba e Mundaú, e também do Camaragibe, atingidos com grande intensidade pelas chuvas caídas nos últimos dias. “Pedimos um pouco de calma, pois sair de suas casas, ter que abandonar e perder tudo não é fácil. As nossas equipes trabalham na recuperação de todos os danos provocados pela força da água, mas ao mesmo tempo agradecemos pelas chuvas mandadas por Deus para o nosso povo, que tanto precisava. Agradeço à AMA e ao governador Renan Filho pela inciativa de reunir os prefeitos que passam por momentos de aflição, nesta hora que é de reconstrução”, finalizou o prefeito.


Estado anuncia plano de recomposição de municípios afetados pelas chuvas

Antes de iniciar a reunião extraordinária com prefeitos e com a Defesa Civil, o governador Renan Filho (PMDB) anunciou, à imprensa, a intenção do Estado em executar um plano para recomposição das áreas afetadas pelas constantes chuvas da última semana. O planejamento, a princípio, deve incluir assistencialismo às vítimas e um mutirão de limpeza.

O governador informou, com base em relatório da sala de alerta da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que o volume de chuvas em Alagoas, agora, foi maior do que o registrado em 2010, quando várias localidades foram devastadas. No episódio anterior, as precipitações se concentraram mais em Pernambuco e fizeram subir muito o nível dos rios aqui no estado.

Nesta manhã, prefeitos foram convocados para apresentar um levantamento dos danos causados pelo temporal. Renan Filho explicou que, a partir do quadro apresentado, será possível montar o plano de ação e recorrer ao governo federal para que sejam buscados recursos para reestruturar os municípios afetados.

“O nosso plano de recomposição prevê assistência aos desalojados e desabrigados com alimentação, remédios, água potável e a garantia de abrigos decentes. Depois, vamos articular um grande programa de limpeza das ruas e retorno à casa dos cidadãos que precisaram sair às pressas. Claro que este procedimento será feito com a garantia e segurança dados pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros”, comentou o governador.

Estado anuncia plano de recomposição de municípios afetados com as chuvas

FOTO: larissa bastos

Ele também informou que estará mobilizando o funcionalismo de várias secretarias estaduais para ajudar no levantamento e reorganização administrativa das cidades. Já o ministro do Turismo, Marx Beltrão, que também participa da reunião nesta segunda-feira, deverá ser o porta-voz do Estado em Brasília. “Ele [o ministro] vai levar os relatórios para o presidente da República fique atualizado e se sensibilize enviando condições para que possamos reorganizar estes municípios”, reforçou Renan Filho.

O governador reafirmou que fez apelo a Michel Temer, nesse domingo, para que Alagoas receba verba para investimentos em contenção de enchentes nas bacias hidrográficas. E anunciou que vai manter contato com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e com a Defesa Civil Nacional, para reforçar este pedido ainda nesta segunda-feira. Renan Filho também revelou que vai a Brasília com o governador de Pernanbuco, Paulo Câmara, em busca destes investimentos.


Nível do Rio Paraíba diminui de forma gradativa, informa Sala de Alerta

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) divulgou no início da tarde deste domingo (28) mais um boletim sobre os níveis dos rios monitorados pela Sala de Alerta.

Foi verificada a diminuição gradativa dos níveis do Rio Paraíba, que compreende os municípios de Quebrangulo, Paulo Jacinto, Viçosa, Cajueiro, Capela, Atalaia e Pilar.

Já em relação ao Rio Mundaú, seu nível segue elevando, no entanto, os rios Canhoto e Inhumas, que formam as cabeceiras do Mundaú em Pernambuco, começam a diminuir seus níveis. Com isso, parte do Rio Canhoto que passa em São José da Laje e do Rio Mundaú, em União dos Palmares, tende a se estabilizar e reduzir o seu nível.

Quanto aos rios Coruripe e São Miguel, a Sala de Alerta constatou a diminuição considerável dos níveis. No entanto, o Rio Jacuípe segue com nível de transbordamento.

As lagoas Mundaú e Manguaba seguem com os avisos constantes de elevação com alagamentos constantes, principalmente nos municípios de Marechal Deodoro e Pilar.

Fonte: Assessoria

FPI encontra várias irregularidades no abastecimento de Junqueiro e São Sebastião

Depois de vistoriar a estação de tratamento de água da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), responsável pelo abastecimento da cidade de Junqueiro e São Sebastião, nesta terça-feira (23), a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco constatou que os munícipes não vêm recebendo o produto devidamente tratado. A preocupação é com a saúde da população, que acaba consumindo água contaminada e fica exposta aos vários tipos de doenças.

As irregularidades encontradas vão do total sucateamento do prédio da estação até um grande desperdício da água que deveria chegar nas torneiras da comunidade.

Durante os trabalhos, os técnicos que integram a equipe água e saneamento da FPI concluíram que o processo de tratamento realizado no local está em desconformidade com os protocolos estabelecidos para essa situação.

“Encontramos várias não conformidades. Entre eles, a não utilização do sulfato de alumínio, produto químico usado para separar a sujeira sólida da água. O sulfato até foi comprado, mas o equipamento para fazer a diluição está quebrado. Também não encontramos o equipamento para medir a quantidade de cloro, que foi adicionada a água, para sua desinfecção e os valores que deveriam ser determinados por um equipamento, o calorímetro. Assim, o produto é colocado sem qualquer parâmetro. É uma situação preocupante e precisa ser contornada com urgência”, disse a coordenadora da equipe.

Ela também destacou o sucateamento do prédio e a falta de manutenção do maquinário como fatores prejudiciais ao processo de tratamento da água.

“O teto está descascando, as paredes precisam ser pintadas, os filtros estão precisando de limpeza. Inclusive encontramos limo nesses filtros. Tudo é feito sem obedecer os protocolos técnicos. Iremos notificar e fazer recomendações à companhia para tentar mudar essa situação”, afirmou.

Desperdício e poços

A técnica também ficou estarrecida com o volume de água que, após ser transportada da captação e tratada, escapa das células de tratamentos e é jogado em uma propriedade vizinha à estação de tratamento.

“É tanta água, que se formou uma bica e um lago na propriedade vizinha. Essa água foi canalizada e utilizada pra lazer e atividade de piscicultura. Isso é água que deveria abastecer a população, que reclama de sua falta constante no município de Junqueiro e São Sebastião”, ressaltou.

Ainda durante todo o dia, a equipe visitou quatro poços artesianos utilizados pelo gestor público de Junqueiro no abastecimento dos povoados mais distantes. Juntos, os poços são responsáveis por fornecer água para cerca de 700 residências.

Nos alvos, os técnicos constataram que faltam alvarás sanitários, licenças ambientais e outorgas para exploração da água, além do tratamento mínimo por desinfecção para garantir a qualidade bacteriológica da água fornecida para consumo humano.

“Vamos notificar a prefeitura para que apresente esses documentos. Os alvarás sanitários, por exemplo, são feitos pelo próprio município e precisam de uma atividade rotineira. Nossa preocupação é com a saúde da população. Esse é o principal motivo para todo o cuidado no abastecimento de uma cidade”, afirmou a coordenadora da equipe de água e saneamento.


Centro de tratamento já cuidou de mais 1790 animais silvestres apreendidos em AL

Eles costumam chegar debilitados, com problemas de saúde e desnutridos. Mas, não demoram a ter de volta a alta imunidade e, em pouco tempo, estão com todos os nutrientes necessários para alçar voos. Estamos falando dos animais que são resgatados pela Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI), uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) e que reúne 24 instituições estaduais e federais com o propósito de defender as águas do Velho Chico, a saúde e a segurança dos povos ribeirinhos e os patrimônios natural e cultural das regiões que compõe a Bacia Hidrográfica daquele manancial. Desde o dia 14, início dos trabalhos, até esta quarta-feira (24), já passaram pelo centro de tratamento e triagem de animais silvestres (Cetas) mais de 1.790 animais.

É no Cetas que os bichos recebem todo o tratamento necessário à reabilitação. Assim que chegam, eles são encaminhados para o setor de recebimento dos animais. Lá, é feita a contagem inicial, identificação e agrupamento por espécie.

“Identificar e separar as aves por espécie é muito importante para que, depois de tratadas, elas possam ser reintroduzidas no ambiente correto, na sua área de ocorrência natural. Quando isso não acontece e os pássaros são libertados no habitat que não é o seu originalmente, eles sentem dificuldade de adaptação e não conseguem se alimentar direito”, explicou o ornitólogo Lahert Lobo, especialista em aves.

Dentre as espécies resgatadas estão Galo-de-campina, Sábia Laranjeira, Asa Branca, Juriti, Periquito da Caatinga, Azulão, Extravagante e Papa-capim.

Houve também o resgate de espécimes nativas de outros estados, a exemplo de Trinca-ferro, Coleirinho e Papa-capim das Costas Cinzas, que são naturais da Bahia. Eles serão levados para o Cetas do Ibama e, em seguida, vão ser repatriados para o estado baiano.

A triagem
No setor de triagem os animais passam por exames clínicos e testes físicos. A intenção é saber se eles estão aptos ou não à soltura. “Na triagem eles recebem suplementação, alimentação e água. Aqueles que estiverem aptos, seguem para a sala onde ficam os bichos que estão prontos para a soltura. Já os debilitados vão para o setor onde ficam os animais que seguirão para ser recuperados no Cetas do Ibama, em Maceió”, detalhou a bióloga e médica veterinária Ana Cecília Pires, coordenadora da equipe fauna.

A enfermaria
O Cetas da FPI também tem um setor de enfermaria. É nele que os animais que são diagnosticados com baixa imunidade, com enfermidades ou fraturas são tratados. “Eles recebem todos os cuidados essenciais. Por exemplo, estamos tratando uma Perdiz que está com sarna. A doença pode ter sido ocasionada pelo estresse do cativeiro, uma vez que a ave estava presa numa gaiola bastante apertada para o seu tamanho”, contou Rafael Cordeiro, estudante de Medicina Veterinária.

“Temos também em tratamento um Galo-de-campina com uma fratura de fêmur. Como ele foi resgatado numa feira livre, tudo indica que a fratura tenha sido provocada no manuseio, na hora em que o vendedor o tirou da gaiola para mostrar a algum comprador. Esse pessoal não tem cuidado nenhum no trato com os animais e é bem comum resgatarmos muitos deles com partes do corpo quebradas. No caso do Galo-de-campina, nós imobilizamos o seu fêmur e estamos aplicando anti-inflamatório”, relatou Rennys Alves, também estudante de Medicina Veterinária.

A soltura
Após serem resgatados, são necessários três dias de suplementação e nutrição reforçada para que os especialistas possam avaliar quais animais estão prontos para ganhar liberdade. Aqueles que receberem alta veterinária, seguem para voltar ao seu habitat natural.

Até o momento, 1,1 mil animais foram devolvidos à natureza. Normalmente eles são soltos em RPPNs – reserva particular de patrimônio natural. Outros 94 vão ser transferidos para o Cetas do Ibama e, os demais, continuam em tratamento no Cetas da FPI.

A equipe fauna é composta por 20 pessoas, entre médicos veterinários e biólogos do Instituto de Meio Ambiente (IMA) e do Instituto de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e um zoólogo e analista ambiental do ICMBio.

Fonte: MPE/AL

Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

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