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Estado anuncia plano de recomposição de municípios afetados pelas chuvas

Antes de iniciar a reunião extraordinária com prefeitos e com a Defesa Civil, o governador Renan Filho (PMDB) anunciou, à imprensa, a intenção do Estado em executar um plano para recomposição das áreas afetadas pelas constantes chuvas da última semana. O planejamento, a princípio, deve incluir assistencialismo às vítimas e um mutirão de limpeza.

O governador informou, com base em relatório da sala de alerta da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), que o volume de chuvas em Alagoas, agora, foi maior do que o registrado em 2010, quando várias localidades foram devastadas. No episódio anterior, as precipitações se concentraram mais em Pernambuco e fizeram subir muito o nível dos rios aqui no estado.

Nesta manhã, prefeitos foram convocados para apresentar um levantamento dos danos causados pelo temporal. Renan Filho explicou que, a partir do quadro apresentado, será possível montar o plano de ação e recorrer ao governo federal para que sejam buscados recursos para reestruturar os municípios afetados.

“O nosso plano de recomposição prevê assistência aos desalojados e desabrigados com alimentação, remédios, água potável e a garantia de abrigos decentes. Depois, vamos articular um grande programa de limpeza das ruas e retorno à casa dos cidadãos que precisaram sair às pressas. Claro que este procedimento será feito com a garantia e segurança dados pela Defesa Civil e Corpo de Bombeiros”, comentou o governador.

Estado anuncia plano de recomposição de municípios afetados com as chuvas

FOTO: larissa bastos

Ele também informou que estará mobilizando o funcionalismo de várias secretarias estaduais para ajudar no levantamento e reorganização administrativa das cidades. Já o ministro do Turismo, Marx Beltrão, que também participa da reunião nesta segunda-feira, deverá ser o porta-voz do Estado em Brasília. “Ele [o ministro] vai levar os relatórios para o presidente da República fique atualizado e se sensibilize enviando condições para que possamos reorganizar estes municípios”, reforçou Renan Filho.

O governador reafirmou que fez apelo a Michel Temer, nesse domingo, para que Alagoas receba verba para investimentos em contenção de enchentes nas bacias hidrográficas. E anunciou que vai manter contato com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e com a Defesa Civil Nacional, para reforçar este pedido ainda nesta segunda-feira. Renan Filho também revelou que vai a Brasília com o governador de Pernanbuco, Paulo Câmara, em busca destes investimentos.


Nível do Rio Paraíba diminui de forma gradativa, informa Sala de Alerta

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) divulgou no início da tarde deste domingo (28) mais um boletim sobre os níveis dos rios monitorados pela Sala de Alerta.

Foi verificada a diminuição gradativa dos níveis do Rio Paraíba, que compreende os municípios de Quebrangulo, Paulo Jacinto, Viçosa, Cajueiro, Capela, Atalaia e Pilar.

Já em relação ao Rio Mundaú, seu nível segue elevando, no entanto, os rios Canhoto e Inhumas, que formam as cabeceiras do Mundaú em Pernambuco, começam a diminuir seus níveis. Com isso, parte do Rio Canhoto que passa em São José da Laje e do Rio Mundaú, em União dos Palmares, tende a se estabilizar e reduzir o seu nível.

Quanto aos rios Coruripe e São Miguel, a Sala de Alerta constatou a diminuição considerável dos níveis. No entanto, o Rio Jacuípe segue com nível de transbordamento.

As lagoas Mundaú e Manguaba seguem com os avisos constantes de elevação com alagamentos constantes, principalmente nos municípios de Marechal Deodoro e Pilar.

Fonte: Assessoria

FPI encontra várias irregularidades no abastecimento de Junqueiro e São Sebastião

Depois de vistoriar a estação de tratamento de água da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), responsável pelo abastecimento da cidade de Junqueiro e São Sebastião, nesta terça-feira (23), a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco constatou que os munícipes não vêm recebendo o produto devidamente tratado. A preocupação é com a saúde da população, que acaba consumindo água contaminada e fica exposta aos vários tipos de doenças.

As irregularidades encontradas vão do total sucateamento do prédio da estação até um grande desperdício da água que deveria chegar nas torneiras da comunidade.

Durante os trabalhos, os técnicos que integram a equipe água e saneamento da FPI concluíram que o processo de tratamento realizado no local está em desconformidade com os protocolos estabelecidos para essa situação.

“Encontramos várias não conformidades. Entre eles, a não utilização do sulfato de alumínio, produto químico usado para separar a sujeira sólida da água. O sulfato até foi comprado, mas o equipamento para fazer a diluição está quebrado. Também não encontramos o equipamento para medir a quantidade de cloro, que foi adicionada a água, para sua desinfecção e os valores que deveriam ser determinados por um equipamento, o calorímetro. Assim, o produto é colocado sem qualquer parâmetro. É uma situação preocupante e precisa ser contornada com urgência”, disse a coordenadora da equipe.

Ela também destacou o sucateamento do prédio e a falta de manutenção do maquinário como fatores prejudiciais ao processo de tratamento da água.

“O teto está descascando, as paredes precisam ser pintadas, os filtros estão precisando de limpeza. Inclusive encontramos limo nesses filtros. Tudo é feito sem obedecer os protocolos técnicos. Iremos notificar e fazer recomendações à companhia para tentar mudar essa situação”, afirmou.

Desperdício e poços

A técnica também ficou estarrecida com o volume de água que, após ser transportada da captação e tratada, escapa das células de tratamentos e é jogado em uma propriedade vizinha à estação de tratamento.

“É tanta água, que se formou uma bica e um lago na propriedade vizinha. Essa água foi canalizada e utilizada pra lazer e atividade de piscicultura. Isso é água que deveria abastecer a população, que reclama de sua falta constante no município de Junqueiro e São Sebastião”, ressaltou.

Ainda durante todo o dia, a equipe visitou quatro poços artesianos utilizados pelo gestor público de Junqueiro no abastecimento dos povoados mais distantes. Juntos, os poços são responsáveis por fornecer água para cerca de 700 residências.

Nos alvos, os técnicos constataram que faltam alvarás sanitários, licenças ambientais e outorgas para exploração da água, além do tratamento mínimo por desinfecção para garantir a qualidade bacteriológica da água fornecida para consumo humano.

“Vamos notificar a prefeitura para que apresente esses documentos. Os alvarás sanitários, por exemplo, são feitos pelo próprio município e precisam de uma atividade rotineira. Nossa preocupação é com a saúde da população. Esse é o principal motivo para todo o cuidado no abastecimento de uma cidade”, afirmou a coordenadora da equipe de água e saneamento.


Centro de tratamento já cuidou de mais 1790 animais silvestres apreendidos em AL

Eles costumam chegar debilitados, com problemas de saúde e desnutridos. Mas, não demoram a ter de volta a alta imunidade e, em pouco tempo, estão com todos os nutrientes necessários para alçar voos. Estamos falando dos animais que são resgatados pela Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI), uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) e que reúne 24 instituições estaduais e federais com o propósito de defender as águas do Velho Chico, a saúde e a segurança dos povos ribeirinhos e os patrimônios natural e cultural das regiões que compõe a Bacia Hidrográfica daquele manancial. Desde o dia 14, início dos trabalhos, até esta quarta-feira (24), já passaram pelo centro de tratamento e triagem de animais silvestres (Cetas) mais de 1.790 animais.

É no Cetas que os bichos recebem todo o tratamento necessário à reabilitação. Assim que chegam, eles são encaminhados para o setor de recebimento dos animais. Lá, é feita a contagem inicial, identificação e agrupamento por espécie.

“Identificar e separar as aves por espécie é muito importante para que, depois de tratadas, elas possam ser reintroduzidas no ambiente correto, na sua área de ocorrência natural. Quando isso não acontece e os pássaros são libertados no habitat que não é o seu originalmente, eles sentem dificuldade de adaptação e não conseguem se alimentar direito”, explicou o ornitólogo Lahert Lobo, especialista em aves.

Dentre as espécies resgatadas estão Galo-de-campina, Sábia Laranjeira, Asa Branca, Juriti, Periquito da Caatinga, Azulão, Extravagante e Papa-capim.

Houve também o resgate de espécimes nativas de outros estados, a exemplo de Trinca-ferro, Coleirinho e Papa-capim das Costas Cinzas, que são naturais da Bahia. Eles serão levados para o Cetas do Ibama e, em seguida, vão ser repatriados para o estado baiano.

A triagem
No setor de triagem os animais passam por exames clínicos e testes físicos. A intenção é saber se eles estão aptos ou não à soltura. “Na triagem eles recebem suplementação, alimentação e água. Aqueles que estiverem aptos, seguem para a sala onde ficam os bichos que estão prontos para a soltura. Já os debilitados vão para o setor onde ficam os animais que seguirão para ser recuperados no Cetas do Ibama, em Maceió”, detalhou a bióloga e médica veterinária Ana Cecília Pires, coordenadora da equipe fauna.

A enfermaria
O Cetas da FPI também tem um setor de enfermaria. É nele que os animais que são diagnosticados com baixa imunidade, com enfermidades ou fraturas são tratados. “Eles recebem todos os cuidados essenciais. Por exemplo, estamos tratando uma Perdiz que está com sarna. A doença pode ter sido ocasionada pelo estresse do cativeiro, uma vez que a ave estava presa numa gaiola bastante apertada para o seu tamanho”, contou Rafael Cordeiro, estudante de Medicina Veterinária.

“Temos também em tratamento um Galo-de-campina com uma fratura de fêmur. Como ele foi resgatado numa feira livre, tudo indica que a fratura tenha sido provocada no manuseio, na hora em que o vendedor o tirou da gaiola para mostrar a algum comprador. Esse pessoal não tem cuidado nenhum no trato com os animais e é bem comum resgatarmos muitos deles com partes do corpo quebradas. No caso do Galo-de-campina, nós imobilizamos o seu fêmur e estamos aplicando anti-inflamatório”, relatou Rennys Alves, também estudante de Medicina Veterinária.

A soltura
Após serem resgatados, são necessários três dias de suplementação e nutrição reforçada para que os especialistas possam avaliar quais animais estão prontos para ganhar liberdade. Aqueles que receberem alta veterinária, seguem para voltar ao seu habitat natural.

Até o momento, 1,1 mil animais foram devolvidos à natureza. Normalmente eles são soltos em RPPNs – reserva particular de patrimônio natural. Outros 94 vão ser transferidos para o Cetas do Ibama e, os demais, continuam em tratamento no Cetas da FPI.

A equipe fauna é composta por 20 pessoas, entre médicos veterinários e biólogos do Instituto de Meio Ambiente (IMA) e do Instituto de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e um zoólogo e analista ambiental do ICMBio.

Fonte: MPE/AL

Estabelecimento é flagrado vendendo agrotóxicos ilegalmente em Craíbas, AL

A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco flagrou mais uma irregularidade no interior de Alagoas. Dessa vez, o contatou foi a um estabelecimento comercial no município de Craíbas que vendia agrotóxicos ilegalmente.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MP), que coordena as operações em parceria com diversos órgãos fiscalizadores, a ocorrência foi registrada na sexta-feira (20).

O estabelecimento é voltado para venda de materiais de construção, mas a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) encontrou diversos frascos de agrotóxicos no local.

Os itens, segundo a Adeal, foram classificados como mediano e extremamente perigosos. A fiscalização também encontrou algumas sacolas plásticas contendo pó branco que também pode se tratar do mesmo produto químico.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL) diz que a venda de agrotóxicos sem receita agronômica configura exercício ilegal da agronomia, além de representar risco à saúde dos funcionários, da população e ao meio ambiente. Por isso o estabelecimento foi autuado. A multa pode chegar a R$ 6,4 mil.

O exercício ilegal da agronomia é caracterizado quando um vendedor presta “assistência técnica” na área de atuação privativa desses profissionais ou quando da recomendação do agrotóxico sem estar legalmente habilitado para o exercício dessa atividade.

Licença ambiental

O local também não tinha licença ambiental para funcionar. Diante de mais essa irregularidade, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) autuou o estabelecimento. Nesse caso, o valor da multa pode chegar R$ 1,2 mil

O Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) também notificou o proprietário por falta de inscrição no Certificado Técnico Federal (CTF). A inscrição é obrigatória a estabelecimentos que vendam ou armazenem produtos inflamáveis e/ou perigosos. A pena para quem descumprir essa regra é de multa de até R$ 9 mil.

O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) emitiu uma comunicação de ocorrência policial por fazer funcionar estabelecimento sem licença ambiental.


FPI flagra retirada irregular de água da Lagoa do Pé Leve

Órgãos ambientais apontam causas da secagem; leito seco do recurso hídrico deixou de ser uma fonte de alimentos e de renda para a população

Técnicos de órgãos ambientais que compõem a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) da Bacia Hidrográfica do São Francisco visitaram a Lagoa do Pé Leve, em Limoeiro do Anadia, colher dados e, assim, fazer um diagnóstico sobre a situação atual do aquífero. Resumida a poucas poças de água, o leito seco do recurso hídrico deixou de ser uma fonte de alimentos e de renda para a população mais carente da região.

A equipe constatou que, além da diminuição de chuvas na região, a retirada de água em grande volume e a degradação do meio ambiente foram decisivos para secar o Pé Leve.

Captação irregular de água para consumo humano e irrigação; ocupação desordenada às margens da lagoa, que são áreas de preservação permanente; destruição das matas ciliares que evitam a erosão e assoreamento do recurso hídrico; e falta de esgotamento sanitário são fatores que, juntos, podem ter contribuído com a secagem.

“Com a redução da chuva, a recarga diminui enquanto a extração de água se manteve em nível elevado. Em seguida, veio a supressão de mata ciliar no entorno decorrente da ocupação desordenada nas margens da lagoa. A vegetação apara a água que cai da chuva, ajudando a abastecer lentamente o aquífero. Sem ela, a água evapora de modo natural”, explicou um analista ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Um técnico do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) chegou a flagrar o avanço de cercas de uma propriedade para dentro do leito do rio. A FPI do São Francisco também flagrou um pivô central instalado nas proximidades do Pé Leve. Segundo os técnicos ambientais, o instrumento é um dos que mais consome e desperdiça água no agronegócio.

Lagoa do Pé Leve resumida a poucas poças de água

FOTO: Divulgação / MPE

 

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (SEMARH) informou que é necessária uma outorga do órgão para extração de grandes volumes de água. “Se o volume extraído for pequeno a outorga é dispensada. Mas, mesmo assim, deve haver um certificado de dispensa da licença para o Estado ter controle da subtração de água”, disse um servidor público da SEMARH.

O coordenador da equipe flora da FPI do São Francisco explicou como a captação irregular de água prejudica a lagoa: “Quando se retira o líquido do subsolo a partir dos poços, rebaixa-se o lençol freático, que, junto à água superficial da chuva, deveria alimentar a lagoa. É como uma caixa d’água que vai secando. Para piorar, a evaporação impede a água da superfície de recarregar o próprio lençol”.

Efeitos da degradação

Pedro Correia de Araújo mora há 25 anos no Distrito do Pé Leve, em Limoeiro do Anadia. Ele lembra que o espelho d’água vivia cheio, com pessoas tomando banho em suas águas e garantindo o sustento da família por meio da pesca. “Essa lagoa nunca secou. Era cheia direto. Do ano passado para cá, a água foi baixando até acabar”, disse.

Morador há 12 anos no local, Gilvan da Silva também lamentou a sorte dos pescadores. “Quem criava seus meninos vendendo peixe perdeu a fonte de renda. O Pé Leve cheio deixou muitas histórias. Dá tristeza vê-lo assim. Quem não sente? Essa lagoa era uma mãe para todos”, falou.

Além dos efeitos sociais, a secagem do espelho d’água provoca efeitos ao ecossistema da região. Isso porque as águas da lagoa ajudam no controle da temperatura e no equilíbrio da umidade do ar. “Nesses dias, percebemos que a umidade em Arapiraca e nas cidades vizinhas estava baixíssima. Vamos lembrar que a região está localizada próxima do sertão e não pode dispensar recursos naturais como a Lagoa do Pé Leve”, afirma um técnico do IBAMA.

O desequilíbrio atinge também toda a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, uma vez que o Pé Leve abastece o Rio Piauí, um dos afluentes do Velho Chico. “As lagoas formam nascentes, que reforçam o curso natural de água para abastecimento do Rio São Francisco. É como se houvesse um entupimento de uma artéria que abastece o coração dele”, completou o servidor público.

Leito seco do recurso hídrico deixou de ser uma fonte de alimentos e de renda para a população

FOTO: Divulgação / MPE

 

É possível salvar a lagoa

Para o promotor de Justiça Alberto Fonseca, um dos coordenadores da FPI do São Francisco, ainda é possível salvar a Lagoa do Pé Leve. Segundo ele, será necessário um trabalho a longo prazo e que envolva um compromisso do poder público e da população.

“Precisamos fazer um trabalho de conscientização dos moradores para preservar a lagoa. Quanto mais água for retirada do espelho d’água, menos ele terá a oferecer. Da mesma forma, precisamos dar cabo dos crimes ambientais que estão ocorrendo no local”, afirmou o representante do Ministério Público do Estado de Alagoas.

Resolver o problema do lançamento de esgoto, recuperar as matas ciliares, retirar as residências localizadas nas margens (áreas de preservação permanente) e limpar o lixo acumulado no leito seco são algumas providências que podem ajudar a recuperar a Lagoa do Pé Leve.


Rua José e Maria Passos, nº 25 - Centro - Palmeira dos Índios - AL.

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